Soluções Física – Semana 101

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Escrito por Ualype Uchôa

Iniciante:

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Resultante Centrípeta

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Devemos determinar que forças atuam como resultante centrípeta para cada massa, e então usar a definição desta, isto é:

$$F_{cp}=m\omega^2 r$$

Com $$r$$ sendo a distância ao eixo. Para a massa mais exterior, ligada ao quarto fio:

$$T_{4}=m\omega^2(4L)=4m\omega^2 L$$

Para a massa anterior, ligada aos fios $$3$$ e $$4$$:

$$T_{3}-T_{4}=m\omega^2 (3L)$$

$$T_{3}=7m\omega^2 L$$

Para a massa ligada aos fios $$2$$ e $$3$$:

$$T_{2}-T_{3}=m\omega^2 (2L)$$

$$T_{2}=9m\omega^2 L$$

Por fim, para massa mais interior, ligada aos fios $$1$$ e $$2$$:

$$T_{1}-T_{2}=m\omega^2 (L)$$

$$T_{1}=10m\omega^2 L$$

Perceba que a tração aumenta com a diminuição do raio da trajetória da partícula.

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$$T_{1}=10m\omega^2 L$$

$$T_{2}=9m\omega^2 L$$

$$T_{3}=7m\omega^2 L$$

$$T_{4}=4m\omega^2 L$$

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Intermediário:

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Efeito Doppler e Batimentos

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[spoiler title=’Solução’ style=’default’ collapse_link=’true’]

Como há velocidade relativa entre o observador e a fonte (os carros), ocorrerá Efeito Doppler e a frequência emitida por cada carro será diferente de $$f_{0}$$, e devemos, então, determiná-las. Da expressão para a frequência alterada $$f’$$ devido ao Efeito Doppler:

$$f’=f_{0}\dfrac{v \pm v_{0}}{v \pm v_{f}}$$

Onde $$v$$ é a velocidade do som, $$v_{0}$$ a do observador e $$v_{f}$$ a da fonte. Utilizemos a convenção de que o sentido positivo está dirigido do observador para a fonte. Na situação em questão, $$v_{0}= 0$$ e $$v_{f} = \pm u$$. Para o carro que se aproxima do observador:

$$f_{1}=f_{0}\dfrac{v}{v-u}$$

Já para o carro que se afasta do observador:

$$f_{2}=f_{0}\dfrac{v}{v+u}$$

Contudo, essas duas frequências (que devem ser próximas entre si) geram um batimento de frequência $$f$$, que é dada pela diferença entre a maior e a menor frequência. Logo:

$$f=f_{1}-f_{2}$$

$$f=f_{0}\dfrac{v}{v-u}-f_{0}\dfrac{v}{v+u}$$

Rearranjando os termos, temos uma equação do 2o grau em $$u$$:

$$u^2+\dfrac{2f_{0}v}{f}u – v^2=0$$

Que pode ser resolvida utilizando-se Bháskara:

$$u=\dfrac{-b \pm \sqrt{b^2-4ac}}{2a} = \dfrac{\dfrac{-2f_0v}{f} \pm \dfrac{2f_0v}{f}\sqrt{1+\left(\dfrac{f}{f_0}\right)^2}}{2}$$

Onde escolheremos a solução positiva, pois, caso contrário, obteríamos uma frequência negativa, que é absurdo. Logo:

$$u=\dfrac{f_0 v}{f} \left(\sqrt{1+\left(\dfrac{f}{f_0}\right)^2} – 1\right)$$

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$$u=\dfrac{f_0 v}{f} \left(\sqrt{1+\left(\dfrac{f}{f_0}\right)^2} – 1\right)$$

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Avançado:

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Corrente Elétrica e Associação de Resistores

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[spoiler title=’Solução’ style=’default’ collapse_link=’true’]

a) Podemos imaginar o condutor cilíndrico em questão como uma associação de diversos cilindros condutores de espessura $$dr$$ e resistência infinitesimal $$dR$$. Tendo em vista que todos estão submetidos à uma mesma diferença de potencial, eles constituem uma associação em paralelo. Utilizando a Segunda Lei de Ohm, podemos escrever $$dR$$:

$$dR=\dfrac{\rho l}{dA}$$

$$dR=\dfrac{\dfrac{\alpha}{r^2}*l}{2\pi r dr}$$

$$dR=\dfrac{\alpha l}{2 \pi r^3 dr}$$

Para uma associação de resistores em paralelo convencional (discreta), a resistência equivalente seria dada por:

$$\dfrac{1}{R}=\dfrac{1}{R_1}+\dfrac{1}{R_2}+…+\dfrac{1}{R_N}$$

Para uma distribuição contínua, substituímos a soma por uma integral:

$$\dfrac{1}{R}=\displaystyle \int \dfrac{1}{dR}$$

$$\dfrac{1}{R}=\displaystyle \int \limits_0^a \dfrac{2 \pi r^3 dr}{\alpha l}$$

Onde simbolizamos por $$a$$ o raio do condutor, e a integral varre toda a sua secção reta, de forma a computar todas as contribuições dos resistores concêntricos. Do enunciado, $$S=\pi a^2$$:

$$\dfrac{1}{R}=\dfrac{S^2}{2 \alpha \pi l}$$

E então isolamos $$\dfrac{R}{l}$$, que é a resistência por unidade de comprimento:

$$\dfrac{R}{l}=\dfrac{2 \pi \alpha}{S^2}$$

b) Tendo em vista que estamos considerando o condutor ôhmico, podemos utilizar a Primeira Lei de Ohm:

$$\Delta V=RI$$

Resta-nos determinar a diferença de potencial entre suas extremidades. Utilizemos a definição de potencial:

$$ \Delta V_{AB} = -\displaystyle \int \limits_A^B \vec{E} \cdot d\vec{l}$$

Como o condutor é longo e simétrico, o campo será constante. Desta forma:

$$ |\Delta V| = El$$

$$RI=El=\dfrac{2 \pi \alpha I l}{S^2}$$ $$\therefore$$

$$E=\dfrac{2 \pi \alpha I}{S^2}$$

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a) $$\dfrac{R}{l}=\dfrac{2 \pi \alpha}{S^2}$$

b) $$E=\dfrac{2 \pi \alpha I}{S^2}$$

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