Soluções Física - Semana 117

Escrito por Paulo Henrique

Iniciante

Assunto abordado

Segunda lei de Newton: polias

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Solução

Seja a_i a aceleração vertical da massa i, i=1,2 e 3, da esquerda para a direita. Considere T_1 a tração no fio que conecta as massas 1 e 2 e T_2 a tração na outra parte do fio. Observe que essas trações não são iguais, a priori. Pela segunda lei de Newton, obtemos 3 equações que, juntamente com as duas equações de vínculo, determinam todas as 5 icóginitas.

ma_1=T_1-mg

ma_2=T_1-mg-T_2

ma_3=2T_2-mg

Observe que o termo 2T_2 da equação acima surge do equilíbrio da polia ideal mais baixa na figura do enunciado. Evidentemente, pelo vínculo que o fio da esquerda impõe:

a_1=-a_2

Agora, a outra parte do fio impõe um vínculo entre as acelerações das massas 2 e 3. Se a massa 2 sobe x, a massa 3 deve subir x/2 a fim de manter o comprimento do fio constante, logo, 2a_3=a_2. Com as cinco equações, resolvemos para a_i:

a_1=2g/9

a_2=-2g/9

a_3=-g/9

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Gabarito

a_1=2g/9

a_2=-2g/9

a_3=-g/9

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Intermediário

Assunto abordado

Mecânica: conservação de energia com corpos rígidos

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Solução

Seja R o raio do cilindro maior e r o raio do cilindro menor. Nessa solução, utilizaremos a conservação de energia para encontrarmos a equação de movimento, qualquer outro formalismo também servirá, se usado corretamente. A energia potencial é simplesmente

U=mg(R+r)\cos{\theta}

Onde \theta será a coordenada utilizada para localizar o centro do cilindro móvel (o cilindro começa em \theta=0). Observe que o sistema só tem um grau de liberdade, portanto, a coordenada \theta é suficiente para caracterizar todo o movimento (a menos de uma constante arbitrária, que é a condição inicial do ângulo \phi, o ângulo que o cilindro gira em torno de si). Como o cilindro gira, inicialmente, sem deslizar, podemos escrever a seguinte relação entre os ângulos \phi e \theta:

r\dot{{\phi}}=(R+r)\dot{\theta}

Que é obtida impondo que a velocidade do ponto do cilindro instantaneamente em contato com a superfície do cilindro fixo é nula. Podemos escrever a energia cinética do sistema como sendo a energia cinética de um corpo pontual de massa igual a massa m do cilindro cuja posição coincide com a posição do centro de massa (que nesse caso é o centro geométrico do cilindro) do cilindro mais a energia cinética do corpo no referencial desse ponto, essa ultima parcela é conhecida como energia cinética de rotação, justamente pelo fato que o movimento do corpo em relação ao C.M. é uma simples rotação. O momento de inércia do cilindro homogêneo (girando em torno do eixo de simetria) é I=\dfrac{mr^2}{2}. Logo, a energia do sistema é:

mg(R+r)\cos{\theta}+\dfrac{m(R+r)^2{\dot{\theta}}^2}{2}+\dfrac{I{\dot{\phi}}^2}{2}

Usando a equação de vínculo, escrevamos a energia total do sistema como função do ângulo \theta:

E(\theta)=mg(R+r)\cos{\theta}+\dfrac{3}{4}m(R+r)^2{\dot{\theta}}^2

Se o cilindro não desliza, a energia total é conservada, portanto, sua primeira derivada em relação à \theta é nula, essa operação determina a equação de movimento:

\ddot{\theta}=\dfrac{2}{3}\dfrac{g\sin{\theta}}{(R+r)}

A aceleração tangencial do cilindro é:

a_t=(R+r)\ddot{\theta}=mg\sin{\theta}+f

Onde na última igualdade da equação acima, f é a força de atrito estático. Logo:

f(\theta)=-\dfrac{1}{3}mg\sin{\theta}

Agora, devemos encontrar a força normal para relacionarmos com a força de atrito através do coeficiente de atrito. Para isso, escrevamos as relações de força centrípeta e conservamos a energia entre a posição inicial do cilindro e uma posição genérica \theta\le{\alpha} onde \alpha é o ângulo no qual o cilindro começa a deslizar, a partir desse momento, a equação de movimento não é mais válida, evidentemente.

Força centrípeta:

mg\cos{\theta}-N(\theta)=m{\dot{\theta}}^2(R+r)

Conservação de energia:

mg(R+r)=mg(R+r)\cos{\theta}+\dfrac{3}{4}m(R+r)^2{\dot{\theta}}^2

Juntando as duas equações acima, obtemos N(\theta):

N=\dfrac{mg}{3}\left(7\cos{\theta}-4\right)

Finalmente, façamos \dfrac{f(\alpha)}{N(\alpha)}=\mu, para descobrirmos \alpha. O processo agora é puramente braçal. Uma sugestão é elevar ao quadrado os dois lados da equação obtida acima. Isso resultará numa equação quadrática para \cos{\alpha}\equiv{\lambda}. As duas soluções são:

\lambda_1=\dfrac{28{\mu}^2+\sqrt{33{\mu}^2+1}}{49{\mu}^2+1}

e

\lambda_2=\dfrac{28{\mu}^2-\sqrt{33{\mu}^2+1}}{49{\mu}^2+1}

Como escolher a solução correta? Veja, para \mu=0 o cilindro deve sempre deslizar, portanto, \alpha deve ser igual a zero. Seguinda essa linha de raciocínio, a solução correta é \lambda_1.

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Gabarito

Demonstração

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Avançado

Assunto abordado

Termodinâmica: primeira lei

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Solução

O êmbolo condutor mantém a temperatura de ambas secções iguais a T. Um agente externo deve realizar trabalho no sistema. Como não há calor:

dW=-dU_{SIS}=-\dfrac{2nRdT}{{\gamma}-1}

Onde n é o número de mols de cada secção. Como o êmbolo está em equilibrio a todo instante:

dW=\left(p_2-p_1\right)dV

Onde o subcrito 1 e 2 correspondem às secções em expansão e compressão, respectivamente. Pela lei dos gases:

p_1(V_0+Sx)=nRT=p_2(V_0-Sx)

Onde x é o deslocamento do êmbolo e S é sua área transversal. Logo, juntando as equações acima e definindo V\equiv{Sx}:

\dfrac{dT}{T}=({\gamma}-1)\dfrac{VdV}{V_0^2-V^2}

Agora, escrevemos V em função de \eta:

(V_0+V)=\eta(V_0-V)

V=\dfrac{{\eta}-1}{{\eta}+1}V_0

Finalmente, façamos a integral:

ln(\dfrac{T}{T_0})=({\gamma}-1)\int_{0}^{V} \dfrac{VdV}{V_0^2-V^2}

Realizando a integral e fazendo simplificações:

T=T_0\left(\dfrac{({\eta}+1)^2}{4\eta}\right)^{\dfrac{{\gamma}-1}{2}}

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Gabarito

T=T_0\left(\dfrac{({\eta}+1)^2}{4\eta}\right)^{\dfrac{{\gamma}-1}{2}}

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