Escrito por Wanderson Faustino Patricio
Iniciante
Ciclos termodinâmicos
Primeiramente, temos que para uma máquina operando em um ciclo de Carnot entre temperaturas
e
(
), o seu rendimento será:

Aplicando os valores de temperatura do enunciado ( lembrando que a temperatura deve ser utilizada em Kelvin, e que portanto devemos somar
a esta ) temos:



O rendimento do nosso ciclo é
de uma máquina de Carnot, logo:



Seja
o módulo do calor que é fornecido à máquina,
o módulo calor que é liberado para a fonte fria, e
o trabalho realizado pela máquina.


Pela definção de rendimento temos:






Intermediário
Ciclos termodinâmicos
Pela definição do trabalho de um gás, sabemos que:

Quando aplicamos essa definição analisando um gráfico
x
, vemos que o trabalho é numericamente igual à área abaixo do gráfico.
Aplicando essa definição a cada parte do gráfico:
I) Ir do ponto
até o ponto
:
Perceba que nesse processo o volume está diminuindo, e portanto, seu trabalho será negativo.
A área abaixo da linha que rege esse processo é a de um trapézio.

O trabalho será:

II) Ir do ponto
até o ponto
:
O volume está diminuindo nesse processo, logo, seu trabalho será negativo.

O trabalho será:

III) Ir do ponto
até o ponto
:
Como estamos trabalhando com uma expansão isobárica, seu trabalho será positivo.
A aréa abaixo do gráfico será:

Logo:

IV) Ir do ponto
até o ponto
:
O volume do gás está aumentando nesse processo, portanto, o trabalho será positivo.
Da mesma maneira que III) a área será:

O trabalho será:

V) Ir do ponto
até o ponto
e do ponto
até o ponto
:
Essas duas transformações são isovolumétricas, ou seja, não há variação no volume do gás, e portanto, não há trabalho resultante.

Para calcular o trabalho resultante no ciclo, devemos somar todos os trabalhos:

![W=\left[-\dfrac{(P_1+P_2)(V_2-V_1)}{2}\right]+\left[-\dfrac{(P_1+P_2)(V_2-V_1)}{2}\right]+P_1(V_2-V_1)+P_3(V_2-V_1)](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_0de06ccdcdfc8c67245254c341e45f28.gif?ssl=1)


Aplicando a equação para o rendimento:




Avançado
Aproximações para o comportamento de um gás real
1ª Parte
a) Devemos primeiramente expressar a pressão em função do volume de maneira que a pressão fique isolada.


Há dois casos:
I)
:

Portanto:


se 
II)
:

Portanto:


se 
A apareência do gráfico
x
será:
Figura 01: Gráfico
x 
b) O gráfico
x
dessa transformação será uma circunferência de raio
.
O trabalho resultante será:



c) O momento de inércia da roda é calculada pela expressão:



Pelo teorema da energia cinética temos:



d) Como o gás é ideal, a sua energia interna é função apenas de sua temperatura, e em um ciclo a temperatura inicial é igual a temperatura final:

2ª Parte
a) Se o volume dos gás é muito grande, as interações entre as moléculas será muito pequena, e portanto, seu comportamento se aproximará ao de um gás ideal.
e 

b) Como
:

c) Desconsiderando os termos de ordem 3 ou maior temos:

Aplicando os valores temos:

Resolvendo o sistema chegamos a:
e 
Portanto:

Para
:

3ª Parte
a) Isolando a pressão, temos:

Para o ponto de inflexão:
e 
I) 
II) 
Resolvendo o sistema, chegamos a:
,
e 
b) Aplicando valores:


c) Manipulando um pouco a equação:




Pela série de Taylor, sabemos que:

Logo, seja
, temos:

No limite de
temos
. Portanto:

I) Calculando a primeira derivada da função:

Para
:

Pela equação do enunciado temos:

Logo:


Juntando as duas:

II) Calculando a segunda derivada:


Pela equação do enunciado:


Juntando as duas:

Essa sequência continuará. Podemos ver que,
:

Portanto, o nosso fator de compressibilidade será dado por:

d) Inicialmente, sabemos que:

Pela equação de Wan de Walls temos:


Calculando um diferencial de energia:





Calculando a variação de energia:


1ª Parte
a)
se 
se 
b)

c)

d)

2ª Parte
a)

b)

c)

3ª Parte
a)
,
e 
b)

c)

d)


