Escrito por Ualype Uchôa
Iniciante:
Calorimetria, Trabalho e Potência
a) Primeiramente, note que o calor necessário será apenas do tipo latente, pois o gelo já se encontra na temperatura de liquidificação/fusão. Logo:

Como massa é o produto da densidade pelo volume,
, então:

Da definição de potência:


Substituindo os valores numéricos, temos:
.
b) Para trazer o cilindro de gelo (admitido homogêneo) logo acima da superfície, o operador deve elevar seu centro de massa de
em relação à posição inicial. Desta forma, pelo teorema da energia cinética (note que a variação de energia cinética é igual a zero, pois o processo é muito lento):



Substituindo os dados:

a)

b)

Intermediário:
Força de Atrito e Resultantes Tangencial e Centrípeta
Deve-se perceber que ocorre tendência de deslizamento tanto na direção radial quanto na tangencial à trajetória. Sendo assim, a soma vetorial das resultantes ao longo dessas direções fornece a força de atrito. A resultante tangencial em B será dada por:

Onde
é encontrada pela equação de torricelli:


Para a resultante centrípeta:

Da condição de não deslizamento,
, e pelo equilíbrio na vertical,
. Então:

Substituindo
e
, e isolando
:

Desta forma, a velocidade máxima pedida é:


Avançado:
Energia, Momento Angular e Centro de Massa
Este problema é mais facilmente resolvido no referencial do centro de massa do sistema. Primeiramente, devemos determinar a velocidade do centro de massa no referencial da terra. Usando a definição de
para o sistema em questão:

Sendo
a partícula inicialmente impulsionada,
e
; e do enunciado,
:

Admitindo que o sentido da velocidade inicial de
era para a direita, basta então somarmos
para a esquerda para entrar no referencial do
. Logo, a situação inicial (no referencial do
) consiste na mola relaxada com as duas partículas movendo-se com
em sentidos opostos. A partir de agora, a análise será feita inteiramente neste sistema de referência.
Devemos então descobrir em qual momento ocorre a máxima elongação da mola. Ora, este instante corresponde ao momento em que a velocidade radial de ambos os componentes é nula, pois assim não haverá aproximação relativa. Além disso, neste momento, pela simetria do sistema, as duas massas terão velocidades tangenciais de mesmo módulo (porém sentidos opostos)
. Seja
a distensão máxima da mola. Pelo fato de não haver torque resultante externo em relação ao
, o momento angular em torno deste ponto se conserva. Logo, podemos escrever:


Pode-se também conservar a energia mecânica, uma vez que não há ação de forças dissipativas. Logo:




Onde foi usado que
para
. Isolando
, obtemos:


