Escrito por: Raphael Diniz e João Antônio Pimentel.
INICIANTE
a)

O valor 0 da entalpia é atribuído, por convenção, às substâncias simples em sua forma mais estável, como o carbono e o silício estão em suas formas alotrópicas mais estavéis, eles possuem
. Assim:



b)
A variação de entropia é dada por:

Então:

Substituindo os valores dados:


c)
A energia livre de Gibbs é dada por:

Como já calculamos a entropia da reação, apenas precisamos substituir na equação da energia livre de Gibbs.


d)
Para uma reação ser espontânea, o seu
precisa ser menor do que zero. Logo:

Isolando T:



Assim, verificamos que T precisa ser maior que
para que a reação de produção do silicone seja espontânea
INTERMEDIÁRIO
Para solucionarmos essa questão, é necessário descobrirmos o fator de crescimento da constante original do método 2. Esse processo será dividido em duas etapas (Considere: Sem índice para reação original, índice
para reação do método
e índice
para reação do método
).
Etapa I: Busca pela energia de ativação da reação original, fazendo-o por meio da equação de Arrhenius para a constante de reação:





Etapa II: Utilizar a energia de ativação na fórmula de arrhenius para a mudança da constante conforme a variação de temperatura, com intuito de acharmos o fator de crescimento da constante original do método
: (O
encontrado na etapa anterior será representado por
na conta, sendo ele guardado na memória da calculadora para fornecer o resultado mais exato possível).


Com isso, podemos concluir que haverá um maior aumento na velocidade de reação se o engenheiro químico preterir o método
, sendo a razão entre os fatores igual à:

AVANÇADO
O primeiro passo é montar as reações que ocorrem no problema, perceba que o sal faz hidrólise.




O segundo passo é realizar os balanços de carga (BC) e de massa (BM).
BM: ![[Ba^{2+}] = Co(CO_3^{2-}) = [CO_3^{2-}] + [HCO_3^-] + [H_2CO_3]](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_cbe7421759579ffbc05e96e433feb21b.gif?ssl=1)
BC: ![[H^+] + 2 \cdot [Ba^{2+}] = 2 \cdot [CO_3^{2-}] + [HCO_3^-] + [OH^-]](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_2c8391a22d2695a8954eae78edcab372.gif?ssl=1)
Perceba que podemos deixar as equações referentes aos balanços de carga e massa em função de
e
a partir das seguintes relações.
![K_{ps} = [Ba^{2+}][CO_3^{2-}] \Rightarrow [Ba^{2+}] = \frac{K_{ps}}{[CO_3^{2-}]}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_54ed4e18f7a52abfed634858c7330646.gif?ssl=1)
![K_{a2} = \frac{[H^+][CO_3^{2-}]}{[HCO_3^-]} \Rightarrow [HCO_3^-] = \frac{[H^+][CO_3^{2-}]}{K_{a2}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_3f2b0c061f4cbfa2071926a97fd81bf6.gif?ssl=1)
Somando as reações 2 e 3
![K_{a1} \cdot K_{a2} = \frac{[CO_3^{2-}][H^+]^2}{[H_2CO_3]} \Rightarrow [H_2CO_3] = \frac{[CO_3^{2-}][H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_7b516e22c323ab4e65e054fa8fc47bff.gif?ssl=1)
![K_w = [OH^-][H^+] \Rightarrow [OH^-] = \frac{K_w}{[H^+]}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_4c0d923c13fa88cc857321122c2bd35a.gif?ssl=1)
Substituindo as novas relações nos balanços:
![BM: \ \ \frac{K_{ps}}{[CO_3^{2-}]} = [CO_3^{2-}] + \frac{[H^+][CO_3^{2-}]}{K_{a2}} + \frac{[CO_3^{2-}][H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_4952a78aeb667ec90cc5ff849447051a.gif?ssl=1)
![BC: \ \ [H^+] + 2 \cdot \frac{K_{ps}}{[CO_3^{2-}]} = 2 \cdot [CO_3^{2-}] + \frac{[H^+][CO_3^{2-}]}{K_{a2}} + \frac{K_w}{[H^+]}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_fa67b02ef57fdec382f0b2fd9f9da678.gif?ssl=1)
Perceba que podemos colocar o termo
em evidência na equação 1:
![\frac{K_{ps}}{[CO_3^{2-}]} = [CO_3^{2-}] \cdot \left(1 + \frac{[H^+]}{K_{a2}} + \frac{[H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}\right)](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_4a518400de79dfa0ec5f64d66a088fc6.gif?ssl=1)
Isolando o termo
.
![[CO_3^{2-}] = \sqrt{\frac{K_{ps}}{\left(1 + \frac{[H^+]}{K_{a2}} + \frac{[H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}\right)}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_960a9d178edd51bbd44b962b12559a61.gif?ssl=1)
Substituindo essa nova expressão na equação 2 temos:
![[H^+] + \frac{2 \cdot K_{ps}}{\sqrt{\frac{K_{ps}}{\left(1 + \frac{[H^+]}{K_{a2}} + \frac{[H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}\right)}}} = \sqrt{\frac{K_{ps}}{\left(1 + \frac{[H^+]}{K_{a2}} + \frac{[H^+]^2}{K_{a1}K_{a2}}\right)}}\cdot \left(2 + \frac{[H^+]}{K_{a2}}\right) + \frac{K_w}{[H^+]}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_5a2162251240ff16b558a3bb7c6a3b3f.gif?ssl=1)
Perceba que agora temos uma equação com apenas uma variável, utilizando uma bela calculadora encontramos que ![[H^+] = 1,1 \cdot 10^{-10}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_ab912ba2df71ee6f3b9ecc03d70eeaaa.gif?ssl=1)
Agora podemos utilizar a fração das espécies para encontrar a solubilidade do 

![K_{ps} = S^2 \cdot \frac{K_{a1}\cdot K_{a2}}{[H^+]^2 + K_{a1}\cdot [H^+] + K_{a1} \cdot K_{a2}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_00c61bdaa4a88b9feb009c8830968c52.gif?ssl=1)
Substituindo os valores dados e a concentração de íons hidrogênio na solução, encontramos que
.
