Problemas Aula 1.13 – Hidrostática

Escrito por Lucas Tavares

Alguns problemas para você praticar a teoria estudada. O grau de dificuldade dos problemas está indicado com asteriscos (*). Problemas com 1 asterisco é o equivalente a um problema de primeira fase de OBF, 2 asteriscos (**) um de segunda fase,  e 3 asteriscos (***) um de terceira fase.

Questão 1 *

(OBF) Um recipiente contém volumes iguais de dois líquidos que não se misturam e um corpo sólido esférico. Quando o sistema entra em equilíbrio hidrostático, observa-se que cada hemisfério do sólido fica em contato com um líquido, conforme ilustrado na figura.

Acrescenta-se ao recipiente uma quantidade do líquido menos denso até que a altura de sua camada dobre. Após o equilíbrio hidrostático ser reestabelecido, a situação que melhor representa o sistema é:

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Como o corpo está equilibrado as forças que atuam nele se cancelam, ou seja, a somatória dos empuxos em cada líquido equilibram o peso do objeto.

Suponhamos que uma fração $$f_c$$ do volume do corpo está no líquido de cima, e uma fração $$f_b$$ do volume do corpo está no líquido de baixo.

Consideremos também que a densidade do líquido de cima é $$d_c$$, a do líquido de baixo é $$d_b$$, a densidade do corpo é d, o volume do corpo é $$V$$ e a gravidade local é $$g$$.

$$E_c+E_b=P$$

$$d_c\cdot V_c\cdot g+d_b\cdot V_b\cdot g=mg$$

$$d_c\cdot f_c V+d_b\cdot f_b\cdot V=dV$$

$$d_c\cdot f_c+d_b\cdot f_b=d$$   (EQ 01)

Como todo o corpo está submerso, a soma das frações em cada líquido deve ser igual a 2.

$$f_c+f_b=1 \rightarrow f_b=1-f_c$$   (EQ 02)

Substituindo (EQ 02) em (EQ 01) temos:

$$d_c\cdot f_c+d_b\cdot (1-f_c)=d$$

$$d_c\cdot f_c-d_b\cdot f_c+d_b=d$$

$$\boxed{f_c=\dfrac{d_b-d}{d_b-d_c}}$$

Analogamente:

$$\boxed{f_b=\dfrac{d-d_c}{d_b-d_c}}$$

Perceba que a porcentagem do corpo que fica em cada líquido não depende da quantidade de cada líquido, mas apenas as densidades dos mesmos. Logo, adicionar mais líquido não alterará o equilíbrio.

Item (b)

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Item (b)

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Questão 2 *

Na figura, representa-se o equilíbrio de $$3$$ líquidos não miscíveis $$A$$, $$B$$ e $$C$$, confinado em um sistema de vasos comunicantes:

Os líquidos $$A$$, $$B$$ e $$C$$ possuem densidades $$\rho_A$$, $$\rho_B$$ e $$\rho_C$$ que obedecem a seguinte relação:

$$\rho_ A = \dfrac{\rho_B}{2} = \dfrac{\rho_C}{3}$$

Supondo o valor de $$h$$ conhecido, responda: qual é o valor da altura $$x$$ indicada.

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Para o equilíbrio hidrostático:

$$P_{esquerda} = P_{direita}$$

$$\rho_B g 2h + \rho_A g 4h = \rho_C g x$$

Pela relação do enunciado:

$$ 4 \rho_A h + 4 \rho_A h = 3 \rho_A x$$

Portanto:

$$\boxed{x = \dfrac{8}{3}h}$$

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$$\boxed{x = \dfrac{8}{3}h}$$

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Questão 3 *

Numa região ao nível do mar, a pressão atmosférica vale $$1,01 \cdot 10^5$$ $$\rm{N/m^2}$$ e $$g = 9,81\;\rm{m/s^2}$$. Repete-se o experimento de Torricelli, dispondo-se o tubo do barômetro conforme representa a figura.

A distância $$L$$ entre os pontos $$1$$ e $$2$$ vale $$151 \;\rm{cm}$$ e a massa específica do mercúrio é $$\rho= 13,6 \;\rm{g/cm^3}$$ . Estando o sistema em equilíbrio, calcule o valor aproximado do ângulo a que o tubo forma com a direção vertical.

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Para que haja o equilíbrio, a pressão no ponto 2 deve ser a mesma que a pressão na superfície do mercúrio em contato com a atmosfera. Sendo assim:

$$\rho g h = \rho g L \cos{\alpha} = P_{atm}$$

Substituindo os valores numéricos, encontra-se que:

$$\cos{\alpha} = 0.5$$

Portanto

$$\boxed{\alpha = 60^{\circ}}$$

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$$\boxed{\alpha = 60^{\circ}}$$

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Questão 4 *

Por meio do dispositivo da figura, pretende-se elevar um carro de massa $$1,0 \cdot 10^3 \;\rm{kg} $$ a uma altura de $$3,0 \;\rm{m}$$ em relação à sua posição inicial. Para isso, aplica-se sobre o êmbolo $$1$$ a força $$\vec{F}_1$$ indicada e o carro sobe muito lentamente, em movimento uniforme.

As áreas dos êmbolos $$1$$ e $$ 2$$ valem, respectivamente, $$1,0 \;\rm{m^2}$$ e $$10\;\rm{m^2}$$. No local, $$g = 10 \;\rm{m/s^2}$$. Desprezando a ação da gravidade sobre os êmbolos e sobre o óleo e também os atritos e a compressibilidade do óleo, determine:

a) a intensidade de $$\vec{F}_1$$;

b) o trabalho da força que o dispositivo aplica no carro, bem como o trabalho de $$\vec{F}_1$$

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a) Pelo equilíbrio:

$$\dfrac{F}{A_1} = \dfrac{mg}{A_2}$$

Substituindo os valores:

$$\boxed{F = 1,0 \cdot 10^3\;\rm{N}}$$

b) Como o sistema está sempre em equilíbrio dinâmico, o trabalho da força $$F$$ será igual ao trabalho do peso, em módulo. Portanto:

$$\tau_F = mg\Delta h$$

Substituindo os valores:

$$\boxed{\tau_F = 3\cdot 10^4}$$

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a)

$$\boxed{F = 1,0 \cdot 10^3\;\rm{N}}$$

b)

$$\boxed{\tau_F = 3\cdot 10^4}$$

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Questão 5 *

Na figura, as esferas maciças $$A$$ e $$B$$ estão ligadas por um fio ideal e o sistema está em equilíbrio. A esfera $$A $$está no interior de um líquido homogêneo de densidade $$2\rho$$ e a esfera $$B$$ está no interior de outro líquido homogêneo de densidade $$3\rho$$.

Sabendo que as esferas têm raios iguais e que a esfera $$A$$ tem densidade $$\rho$$, calcule a densidade da esfera $$B$$

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No equilíbrio:

$$m_Bg + m_Ag = E_A + E_B$$

$$\rho_B Vg + \rho Vg = 2\rho Vg + 3\rho Vg$$

Portanto:

$$\boxed{\rho_B = 4\rho}$$

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$$\boxed{\rho_B = 4\rho}$$

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Questão 6 **

O sistema de vasos comunicantes representado na figura contém dois líquidos imiscíveis, $$1$$ e $$2$$, de densidades $$r_1$$ e $$r_2$$, respectivamente. A diferença de pressão entre os pontos $$A$$ e $$B$$ é igual a $$1,0 = 10^3 \;\rm{Pa}$$ e a densidade do líquido mais denso é igual a $$2,0 = 10^3 \;\rm{kg/m^3}$$. Utilize $$g = 10\;\rm{m/s^2}$$ e a altura dada na figura $$y = 10\;\rm{cm}$$.

a) Determine a densidade do líquido menos denso.

b) Estabeleça a relação entre a distância da superfície de separação dos líquidos e a superfície livre de cada líquido e o desnível $$h$$.

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a) Pelo teorema de Stevin na altura do contato do líquido $$1$$ com o líquido $$2$$:

$$\rho_2 g y + P_B = \rho_1 g y + P_A$$

$$\rho_1 = \rho_2 – \dfrac{P_A – P_B}{gy}$$

Substituindo os valores:

$$\boxed{\rho_1 = 1,0 \cdot 10^3 \;\rm{kg/m^3}}$$

b) Pelo teorema de Stevin na altura do contato do líquido $$1$$ com o líquido $$2$$:

$$\rho_2 g h_2 = \rho_1 g h_1$$

Assim:

$$h_1 = 2h_2$$

Porém,

$$h_1 – h_2 = h$$

Logo:

$$\boxed{\dfrac{h_2}{h} = 1}$$ e $$\boxed{\dfrac{h_1}{h} = 2}$$

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a)

$$\boxed{\rho_1 = 1,0 \cdot 10^3 \;\rm{kg/m^3}}$$

b)

$$\boxed{\dfrac{h_2}{h} = 1}$$ e $$\boxed{\dfrac{h_1}{h} = 2}$$

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Questão 7 **

Um projétil de densidade $$\rho_p$$ é lançado com um ângulo $$\alpha$$ em relação à horizontal no interior de um recipiente vazio. A seguir, o recipiente é preenchido com um superfluido de densidade $$\rho_s$$ , e o mesmo projétil é novamente lançado dentro dele, só que sob um ângulo $$\beta$$ em relação à horizontal. Observa-se, então, que, para uma velocidade inicial de módulo $$v_0$$ do projétil, de mesmo módulo que a do experimento anterior, não se altera seu alcance horizontal $$A$$.
Veja as figuras abaixo.

Sabendo-se que são nulas as forças de atrito
num superfluido, calcule a relação do ângulo de lançamento $$\beta$$ e o ângulo de lançamento $$\alpha$$ em função de $$\rho_p$$ e $$\rho_s$$.

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O alcance em um lançamento é dado por:

$$A = \dfrac{v_0^2 \sin{(2\theta)}}{g}$$

Em que $$\theta$$ é o ângulo de lançamento e $$v_0$$ a velocidade inicial. Quando a partícula estiver submersa na água, pode-se dizer que ela está sobre a ação de uma gravidade efetiva, que pode ser calculada da seguinte forma:

$$mg_{ef} = mg – E$$

$$\rho_p g_{ef} = \rho_p g – \rho_s g$$

Assim:

$$g_{eff} = (1-\dfrac{\rho_s}{\rho_p})g$$

Como os alcances fora da água e dentro da água são iguais:

$$ \dfrac{v_0^2 \sin{(2\beta)}}{g_{ef}} = \dfrac{v_0^2 \sin{(2\alpha)}}{g}$$

Portanto:

$$\boxed{\sin{(2\beta)} = (1-\dfrac{\rho_s}{\rho_p}) \sin{(2\alpha)}}$$

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$$\boxed{\sin{(2\beta)} = (1-\dfrac{\rho_s}{\rho_p}) \sin{(2\alpha)}}$$

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Questão 8 **

Um estudante está investigando o fenômeno de flutuação e dissolução usando provetas graduadas em mililitros ($$ml$$), todas elas contendo inicialmente $$100$$ $$ml$$ de água pura. Ele ainda dispõe de sal de cozinha, limalha de ferro (densidade $$\rho_f = 8,00$$ $$g/ml$$) e um ovo de codorna de massa $$m$$ e densidade $$\rho_o= 1,05$$ $$g/ml$$. Ao acrescentar sal de cozinha em uma delas observa que, para quantidades menores que $$10,0$$ $$g$$, todo o sal se dissolve e o volume da solução permanece em $$100$$ $$ml$$. Ao acrescentar uma massa $$m$$ de limalha de ferro, igual à massa do ovo de codorna, observa que essa não se dissolve e o volume da água aumenta. Ao acrescentar o ovo de codorna em água pura, ele observa que o ovo afunda e o nível de água da proveta atinge o valor de $$112$$ $$ml$$. (a) Determine a massa $$m_s$$, em gramas, do sal de cozinha que o estudante deve acrescentar na proveta com o ovo de codorna para que esse flutue livremente na solução, ou seja,  permaneça totalmente submerso sem tocas as paredes do recipiente. (b) Entre quais marcas está o nível do líquido da proveta na qual foi acrescentada a limalha de ferro? (c) O que acontece se o ovo de codorna é retirado da proveta com a água salgada e colocado na proveta com limalha de ferro? (Considere que o ovo de codorna se mantém inalterado, com volume fixo e sem ganho ou perda de matéria, nas situações experimentais descritas.)

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a) Para que o ovo fique flutuando, o empuxo exercido sobre ele deve ser exatamente o seu peso. Dessa forma, temos:

$$E = P$$

$$\rho_l V_o g = \rho_o V_o g$$

$$\rho_l = \rho_o$$

Como a densidade do ovo é maior que a densidade da água($$\rho_a =1,00$$ $$g/ml$$), adiciona-se sal à água. A nova densidade da solução vai ser:

$$\rho_l = \dfrac{m_a + m_s}{V_a}$$

Temos então:

$$\rho_o*V_a = m_a + m_s$$

$$m_s = \rho_o*V_a – m_a$$

$$m_s = 1,05*100 -100$$

$$m_s = 105-100$$

$$m_s =5,00$$ $$g$$

b) Na terceira proveta, ao colocar o ovo, observa-se que a marcação do nível de água aumenta de $$100$$ $$ml$$ para $$112$$ $$ml$$. Essa variação de volume é causada pela adição do ovo, sendo este volume o volume do ovo. Assim:

$$V_o = 12$$ $$ml$$

E a massa de ovo $$m$$ é:

$$m = \rho_oV_o$$

O volume de limalha de ferro para ter a mesma massa $$m$$ será:

$$m = \rho_fV_f$$

$$\rho_oV_o = \rho_fV_f$$

$$V_f = \dfrac{\rho_oV_o}{\rho_f}$$

$$V_f = \dfrac{1,05*12}{8}$$

$$V_f = \dfrac{1,05*3}{2}$$

$$V_f = 1,5*1,05$$

$$V_f = 1,575$$

Ao colocar este volume de ferro na segunda proveta, pelo ferro não ser solúvel em água, ocorre um incremento do nível de água. A nova marcação será:

$$100 + 1,575 =101,575$$ $$ml$$

Que fica então entre as marcações de $$101$$ $$ml$$ e $$102$$ $$ml$$.

c) Na proveta que tem a limalha de ferro, o ferro está depositado no fundo da proveta, e a densidade da água permanece inalterada já que o ferro não é dissolvido pela água. O ovo então, ao ser colocado nesta proveta, afunda, pois sua densidade é maior que a da água.

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a) $$m_s =5,00$$ $$g$$

b) $$100 + 1,575 =101,575$$ $$ml$$

A água fica então entre as marcações de $$101$$ $$ml$$ e $$102$$ $$ml$$.

c) O ovo afunda.

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Questão 9 **

Um vaso comunicante em forma de U possui duas colunas de altura $$h = 42\;\rm{cm}$$, preenchidas com água até a metade. Em seguida, adiciona-se óleo de densidade $$\rho = 0,80\;\rm{g/m^3}$$ a uma das colunas até uma coluna estar totalmente preenchida, conforme a figura $$B$$. Calcule a altura da coluna de óleo.

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Ao adicionar o óleo, por conservação do volume, a água da coluna da esquerda sobe um $$\Delta h$$, enquanto a água da coluna da direita desce um $$\Delta h$$. Sendo assim, calculando o empuxo ao longo da base do tubo:

$$\rho_o g H + \rho_a g (\dfrac{h}{2} – \Delta h) = \rho_a g(\dfrac{h}{2} + \Delta h)$$

$$\rho_oH = 2\rho_a \Delta h$$

Onde $$\rho_0$$ é a densidade do óleo, $$\rho_a$$ a densidade da água e $$H$$ a altura da coluna de óleo. Porém, percebe-se que a altura da camada de óleo é dada por:

$$H = \dfrac{h}{2} + \Delta h$$

Sendo assim:

$$\rho_0( \dfrac{h}{2} + \Delta h) = 2\rho_a \Delta h$$

Substituindo os valores, encontramos:

$$\Delta h = 14\;\rm{cm}$$

Portanto:

$$\boxed{H = 35\;\rm{cm}}$$

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$$\boxed{H = 35\;\rm{cm}}$$

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Questão 10 ***

Em um experimento de hidrostática foi colocado um bloco é um recipiente contendo água, e observou-se que $$70$$% do seu volume ficou submerso. Quando este mesmo bloco é colocado em um outro recipiente contendo um líquido de densidade desconhecida, observa-se que o percentual de volume submerso é reduzido para $$40$$%. Com esses dados determine a densidade do outro liquido.

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Sabemos que para equilibrio na água, o empuxo tem de se igualar ao peso do bloco. Assim, se $$P$$  é o peso do bloco, temos que

$$P=\mu V_{Submerso}g=0,7\mu Vg$$

Onde $$\mu$$  é a densidade da  água, $$V$$ seu volume e $$g$$ a gravidade no local. Assim, obtemos que a quantia

$$Vg=\frac{P}{0,7\mu}$$

Quando o bloco está no líquido de densidade desconhecida, a condição de equilibrio é a mesma

$$P=\rho V_{Submerso}g=0,4\rho Vg$$.

Onde neste caso $$\rho$$ é a densidade do  líquido desconhecido.

Assim, como

$$Vg=\frac{P}{0,7\mu}$$

Encontramos que

$$\rho=\mu \frac{0,7}{0,4}=1,75\mu$$

Como a densidade da água é $$1g/cm^{3}$$, a densidade do líquido é

$$\boxed{1,75g/cm^{3}}$$

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 A densidade do líquido é

$$\boxed{1,75g/cm^{3}}$$.

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Questão 11 ***

(OBF) Um posto de gasolina instalou densímetros em suas bombas para atestar a qualidade do produto. Os combustíveis utilizados nos automóveis são misturas de hidrocarbonetos, cuja densidade varia com a composição, isto é, com a quantidade de cada componente da mistura. Assim, se a mistura for alterada pelo acréscimo de alguma substância destinada a “dar volume” ao combustível, o densímetro acusará a adulteração.

O modelo de densímetro adotado pelo posto utiliza duas esferas plásticas ocas de mesmos volumes e massas, de cores diferentes, contendo um sólido particulado, que serve de lastro. A massa de lastro dentro de cada uma das esferas é diferente, e calculada para que uma das esferas flutue e a outra permaneça no fundo, conforme é ilustrado na figura. Além disso, elas devem permanecer em suas posições originais ainda que o combustível sofra uma variação de densidade dentro de uma certa faixa de tolerância determinada pelo distribuidor. No entanto, se a densidade do combustível é aumentada por uma diferença maior do que a tolerável, a esfera que está embaixo sobe. Se, ao contrário, a densidade do combustível é diminuída, a esfera de cima desce.

Considere um densímetro em que as esferas, de volumes iguais a $$V$$ , devem manter suas posições relativas quando a densidade do combustível varia em $$5\%$$ para mais ou para menos. Suponha que o combustível é adulterado de forma que a esfera de baixo está na situação limite em que começa a subir. Seja $$v$$ o volume da parte da esfera de cima que está emersa, determine a razão $$\dfrac{v}{V}$$.

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Seja $$m_{a}$$ a massa da esfera de cima e $$m_{b}$$ a massa da esfera de baixo, massas essas que são diferentes para que a primeira flutue enquanto a última boie. A condição crítica para a esfera de cima ocorre quando o combustível é 5% menos denso do que deveria, e nessa condição o volume emerso é nulo e a esfera está prestes a afundar:

$$m_{a} g = 0.95 \rho V g$$

A situação crítica para a esfera de baixo é quando a densidade do combustível é 5% maior do que deveria, e então essa esfera está prestes a flutuar e a normal que o fundo aplica sobre ela é nula:

$$m_{b} g = 1.05 \rho V g$$

Esse par de equações determina completamente as massas das esferas $$m_{a}$$ e $$m_{b}$$. Vamos então para a pergunta do problema: se a esfera de baixo está prestes a subir, isso quer dizer que densidade do fluido vale $$1.05 \rho$$, e como o fluido está mais denso que o normal, a esfera de cima não vai precisar deslocar um volume de líquido tão grande para flutuar. Seja então $$v$$ o volume emerso da esfera de cima, o que significa que seu peso está sendo sustentado pelo peso de um volume $$V-v$$ de um líquido de densidade $$1.05 \rho$$. Em equações:

$$m_{a} g = 1.05 \rho (V-v)$$

Usando a primeira equação para substituir o valor do peso da esfera de cima:

$$ 0.95 \rho V g = 1.05 \rho (V-v) g $$

$$ 0.95 V = 1.05 (V-v) $$

Rearranjando:

$$\boxed{\dfrac{v}{V}=1-\dfrac{0.95}{1.05}=0.095}$$

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$$\boxed{\dfrac{v}{V}=0.095}$$

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Questão 12 ***

Um densímetro tem a forma indicada na figura abaixo, com uma haste cilíndrica graduada, cuja seção transversal tem área $$A$$, ligada a um corpo que geralmente contém algum lastro. O densímetro é calibrado mergulhando-o na água, marcando com a graduação “$$1$$” a altura na haste até a qual a água sobe e determinando o volume $$V_0 $$ do densímetro situado abaixo da marca (ou seja, o volume total que fica mergulhado na água). Seja $$h$$ a altura da haste entre a graduação “$$1$$” e o nível até onde o densímetro mergulha quando colocado num líquido de densidade desconhecida. Calcule a densidade relativa desse líquido em relação à água, em função de $$V_0$$ , $$A$$ e $$h$$.

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Após a imersão do densímetro na água a calibração o volume abaixo da graduação “$$1$$” é $$V_0$$, que é também o volume submerso. Como o empuxo se iguala ao peso do densímetro, temos que:

$$\rho_aV_0 g = mg$$

$$\rho_aV_0 = \rho_dV$$

Onde $$\rho_a$$ é a densidade da água, $$\rho_d$$ a densidade do densímetro e $$V$$ o seu volume total. Após ser mergulhado em um outro líquido de densidade $$\rho$$, o densímetro se eleva a uma altura $$h$$. Assim, no equíbrio:

$$\rho_dV g= \rho (V_0 – hA)g$$

$$\rho_aV_0 = \rho(V_0 – hA)$$

Portanto, a densidade do líquido será:

$$\boxed{\dfrac{\rho}{\rho_a} = \dfrac{V_0}{V_0 – hA}}$$

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$$\boxed{\dfrac{\rho}{\rho_a} = \dfrac{V_0}{V_0 – hA}}$$

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Questão 13 ***

Um tubo em $$U$$, contendo um líquido, gira em torno do eixo $$Oz$$, com velocidade angular de $$10 \;\rm{rad/s}$$. A distância $$d $$entre os dois ramos do tubo é de $$30 \;\rm{cm}$$, e ambos são abertos na parte superior. Calcule a diferença de altura $$h$$ entre os níveis atingidos pelo líquido nos dois ramos do tubo.

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No referencial girante, encontra-se uma força fictícia, a força centrífuga. É possível associar essa força a uma energia potencial. Para calcular esse potencial, vamos fazer um gráfico da força centrífuga em função da distância.

A energia potencial vai ser dada pela área do gráfico acima (fora de escala). Portanto:

$$U_{centrifuga} = – \dfrac{Fr}{2} = – \dfrac{m\omega^2r^2}{2}$$

Com isso, podemos conservar energia em relação ao centro:

$$0 = mgh – \dfrac{m\omega^2d^2}{2}$$

$$h = \dfrac{\omega^2d^2}{2g}$$

Substituindo os valores:

$$\boxed{h \approx 0,46\;\rm{m}}$$

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$$\boxed{h \approx 0,46\;\rm{m}}$$

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Questão 14 ***

Em uma atmosfera de ar calmo e densidade uniforme $$d_a$$, um balão aerostático, inicialmente de densidade $$d$$, desce verticalmente com aceleração constante $$a$$. A seguir, devido a uma variação de massa e de volume, o balão passa a subir verticalmente com aceleração constante de mesmo módulo $$a$$. Determine a variação relativa do volume em função da variação relativa de massa e das densidades $$d_a$$ e $$d$$.

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Vamos calcular a aceleração do balão antes de variar a massa e o volume.

$$d Va = d Vg – d_a Vg$$

$$a = g(1-\dfrac{d_a}{d})$$

Agora, vamos calcular a densidade ($$d_2$$) após a variação de massa e volume.

$$d_2V’a = d_aV’g-d_2V’g = d_2V’g(1-\dfrac{d_a}{d})$$

$$d_2 = \dfrac{d_a}{2-\dfrac{d_a}{d}} = \dfrac{d_ad}{2d-d_a}$$

Onde $$V’ = V + \Delta V$$.  Porém:

$$d_2 = \frac{m + \Delta m}{V+\Delta V} = \dfrac{m}{V}\dfrac{1+\dfrac{\Delta m}{m}}{1+\dfrac{\Delta V}{V}}$$

$$d_2 = d\dfrac{1+\dfrac{\Delta m}{m}}{1+\dfrac{\Delta V}{V}}$$

Assim:

$$\boxed{\dfrac{\Delta V}{V} = \dfrac{2d-d_a}{d_a}(1+\dfrac{\Delta m}{m}) -1}$$

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$$\boxed{\dfrac{\Delta V}{V} = \dfrac{2d-d_a}{d_a}(1+\dfrac{\Delta m}{m}) -1}$$

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Questão 15 ***

(Seletiva – Adaptada) Considere um tanque preenchido com um líquido de densidade $$\rho_l$$  até uma altura $$h$$ e com um furo de raio $$r$$ no fundo. O furo é tampado com um cone homogêneo, de raio de base $$R > r$$ e a altura da parte submersa é $$H$$, com sua base plana voltada para cima.

Determine a densidade crítica do cone, $$\rho_c$$, para a qual ele se encontra na iminência de perder o contato com o fundo do tanque. Dê sua resposta em função de $$\rho_l$$, $$R$$, $$r$$, $$H$$ e $$h$$.

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A força que o líquido exerce sobre o cone é dada por:

$$E = \rho_l gV_{tronco} – \rho_l g h\pi r^2$$

$$E = \rho_l g\pi\left[\dfrac{H(R^3-r^3)}{3(R-r)} – hr^2\right]$$

O cone perde o contato quando $$E = mg$$, logo:

$$M = \rho_l \pi\left[\dfrac{H(R^3-r^3)}{3(R-r)} – hr^2\right]$$

$$\rho_l = \dfrac{3M(R-r)}{\pi[H(R^3-r^3) – 3(R-r)hr^2]}$$

Por outro lado, como $$M = \rho_c V$$ e o volume do cone é dado por:

$$V = \dfrac{1}{3}\dfrac{\pi R^3H}{R-r}$$

Temos:

$$\rho_c = \dfrac{H(R^3-r^3) – 3(R-r)hr^2}{HR^3}\rho_l$$

Portanto:

$$\boxed{\rho_c = \rho_l\left[1- \dfrac{3h}{H}\dfrac{r^2}{R^2}+\left(\dfrac{3h}{H}-1\right)\dfrac{r^3}{R^3}\right]}$$

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[spoiler title=’Gabarito’ style=’default’ collapse_link=’true’]

$$\boxed{\rho_c = \rho_l\left[1- \dfrac{3h}{H}\dfrac{r^2}{R^2}+\left(\dfrac{3h}{H}-1\right)\dfrac{r^3}{R^3}\right]}$$

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