Escrito por Franklin Costa
Iniciante
La soberba
Podemos usar a relação clássica entre a paralaxe trigonométrica (
) e a distancia (
) até uma estrela:
![d[pc]=\frac{1}{p['']}\Rightarrow p['']=\frac{1}{d[pc]}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_e342a5b3ccbc7d5616468277fb9f5fb4.gif?ssl=1)
Convertendo as unidades de
para parsec, chegamos que
. Aplicando esse valor na expressão para paralaxe, obtemos
.
Intermediário
El Ratón
Como as situações possuem condições de observação iguais, com exceção do formato observado da Lua, tendo em vista isso é possível utilizar que, para as duas medições de magnitude, o fluxo observado é proporcional a área lunar. Por Pogson, podemos calcular que:

Pela figura, podemos perceber que o raio da mordida é metade do raio lunar; por seguinte a área da mordida é um quarto da área da Lua. Logo:

Avançado
Quadratura
Pelo enunciado, temos que o período sinódico
. O mesmo pode ser expresso em função das velocidades angulares
e
de Marte e da Terra, respectivamente, pela seguinte relação:

Visualizando a geometria do problema, chegamos na seguinte visualização:

Como as orbitas são circulares, podemos calcular
e
, onde
é o tempo entre a quadratura oeste e a oposição. Sendo assim:

Por trigonometria, encontramos que:

Sendo assim, basta realizar todas as contas necessárias e, agora, você e Ocihc, mesmo sem nenhuma lei de Kepler e medidas que qualquer um poderia obter, podem afirmar que
.
Internacional
Um pouco arrastado
Esta questão tem como objetivo introduzir um método geral para a resolução de problemas envolvendo perturbações orbitais. O principal ponto desse método é destacar a importância da análise do que ocorre com as constantes de movimento de uma órbita quando uma força perturbativa é introduzida.
Vamos aos cálculos:
Suponha uma partícula de massa
que está sobre uma força
que tem o seguinte perfil:

onde
, ou seja, estamos no limite perturbativo. Vamos analisar o que acontece com o vetor momento angular
, vetor de Laplace-Ruge-Lenz
e energia mecânica
.
1. Vetor momento angular:


2. Vetor LRL:


3. Energia mecânica:
Pelo teorema trabalho energia

a) Vamos analisar a variação média do vetor LRL:

![\langle\frac{d\vec{A}}{dt}\rangle=\langle-\alpha v^{n-1} \vec{v}\times\vec{L}\rangle+\langle\vec{p}\times\left[\vec{r}\times\left(-\alpha v^{n-1} \vec{v}\right)\right]\rangle=\langle-2\alpha v^{n-1} \vec{v}\times\vec{L}\rangle](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_25483c1593ef574a3e643bc58591a28a.gif?ssl=1)
Da definição de vetor LRL, podemos escrever


onde usamos o fato de que na órbita não perturbada
permanece constante. Pela simetria polar:

sendo
o versor na direção do periélio. Como
, a equação pode ser escrita na forma

Concluímos que não há cumulativa do períelio, pois
é proprocional a
.
b) A partir da equação anterior e a relação 

Logo
.
c) Para
, a equação obtida para a variação da excentricidade se reduz a

Podemos calcular a média de
como

onde
. Resolvendo a integral e expressando
,
e
em função de
e
, concluímos que

Sendo assim, a excentricidade da órbita permanece constante.
d) Usando a expressão desenvolvida para a variação média do momento angular

Analogamente ao item a), como
é proprocional a
, não existirá movimento cumulativo no nó ascendente e nem na inclinação orbital.
e) Sabemos que para uma órbita elíptica
, utilizando esse dado na equação obtida para a variação da energia mecânica

f) Aplicando as relações clássicas
e 

Calculando essa média de maneira semelhante ao item c)

Aplicando o limite
, podemos expandir o integrando numa série de Taylor até primeira ordem em
. Sendo assim

Devolvendo esse resultado na relação inicial e expressando todas as variáveis em função de
, obtemos a seguinte equação

Para fins de estimativa, essa equação pode ser interpretada como


Como dito inicialmente na questão, o valor de
está diretamente ligado à densidade local da atmosfera. Quanto mais nos aproximamos da superfície terrestre, mais a atmosfera se torna densa e, consequentemente,
aumenta. Portanto, o tempo real seria (bem) menor do o obtido.
f) Além do que já foi dito anteriormente,
também depende da geometria e orientação do satélite. Na presença de arrasto, torques internos surgiriam no satélite, os quais mudariam sua orientação com o tempo, novamente produzindo um
não constante. Por fim, outra hipótese adotada é que a expressão para a força de arrasto teria essa cara familiar
, o que, infelizmente, não ocorre na realidade tendo em vista a complexidade do modelamento desse tipo de força.

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