Escrito por Davi Lucas
Iniciante
A Régua Cósmica
Como dito no enunciado, desconsideraremos as interações gravitacionais. Portanto, mesmo que a Galáxia de Andrômeda esteja, na realidade, se aproximando devido à sua pequena distância até nós, considerando apenas a expansão do universo ela está se afastando de acordo com a lei de Hubble.
Substituindo e 
, temos:


Intermediário
Rebobinando o Big Bang
O ponto de partida para estimar a idade do universo, neste modelo, é a premissa de que a força resultante ( sobre os pontos que se afastam é nula. Pela Segunda Lei de Newton, 
, se a força é zero, a aceleração 
também é zero. Isso implica que a velocidade de afastamento 
entre quaisquer dois pontos do universo, devido apenas à expansão, pode ser considerada constante ao longo do tempo.
Com uma velocidade constante, podemos usar a relação fundamental da cinemática que diz que o tempo é a razão entre a distância 
e a velocidade 
. Assim, o tempo decorrido desde que esses pontos estavam juntos na singularidade seria:

Aqui entra a genialidade da Lei de Hubble, que nos dá a velocidade de expansão: . Substituindo esta lei na nossa equação de tempo, a distância 
elegantemente se cancela:

Encontramos, portanto, que a idade do universo neste modelo, conhecida como Tempo de Hubble , é simplesmente o inverso da constante de Hubble.
Agora, vamos ao cálculo. Para encontrar o valor de , precisamos de 
em unidades de 
. Usando
e sabendo que 
, convertemos diretamente:

Com a constante de Hubble em unidades de , podemos finalmente calcular o Tempo de Hubble:

O último passo é converter este valor em segundos para bilhões de anos, utilizando :


Avançado
A assinatura do Quasar
Analisando o gráfico, temos que :

Logo, temos que o redshift é:






![(z+1)^2 - 1 = \frac{v}{c} \left[(z+1)^2 + 1\right]](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_c6cc8b124379114315e9c70d415ffc4e.gif?ssl=1)


Pela lei de Hubble
, logo:


Substituindo os valores:


Internacional
Disputa desfocada
Parte A – Redshift do Efeito Doppler
a) O esquema esperado se assemelha ao apresentado a seguir. Nele, Fonte 1 representa a posição da fonte no instante da primeira emissão, e Fonte 2, sua posição no instante da segunda emissão, separados por um intervalo de tempo .
Note que a diferença entre os comprimentos de onda observados se deve ao fato de que o movimento da fonte altera a distância entre os frentes de onda sucessivos — ou seja, as ondas emitidas estão mais espaçadas (ou comprimidas se a velocidade for negativa) do que estariam se a fonte estivesse em repouso:

b) Como o intervalo de tempo foi medido no referencial da fonte, denotemos 
como sendo o período no referencial terrestre (isto é, o tempo entre duas emissões consecutivas observadas no laboratório), a Teoria da Relatividade Restrita nos dá a relação:

Portanto, pelo esquema podemos escrever que:


c) Como dito na dica do enunciado,

Portanto começaremos encontrando a razão
de acordo com os resultados do item anterior:

Substituindo
:






Parte B – Redshift Cosmológico
d)
Pela equação dada, temos que:

Além disso, diferenciando a equação, temos:


Substituindo
:

Usando a definição do paramêtro de Hubble:

Analisando no tempo atual:

e) Utilizando da lei de Hubble, para saber em qual distância uma galáxia tem uma “velocidade” de 1000 km/s pela expansão do espaço:



Logo, galáxias localizadas a distâncias iguais ou superiores a
têm, em geral, seu redshift dominado pela expansão do universo. Isso ocorre porque, a partir dessa distância, a velocidade de recessão prevista pela Lei de Hubble supera a velocidade peculiar média das galáxias.
f) Visto que analisaremos apenas infinitesimais da trajetória, diferenciemos as equações dadas no enunciado:


Diferenciando a lei de Hubble:

Como
:

Como
:


Integrando:


Parte C – Redshift Gravitacional
g)
A equação de Einstein diz

Enquanto a energia de um fóton é

Portanto a massa equivalente é:


h) Quando o fóton é exposto a um campo gravitacional, sua energia sofre uma variação que compensa a variação da energia potencial gravitacional, de modo a conservar a energia total. Portanto, as variações nas duas energias se anulam:

Utilizando a equivalência massa-energia
:

Isolando a razão entre a variação da frequência e a frequência:

Diferenciando a equação fundamental da ondulatória, encontramos a relação entre
e
:

Portanto, o redshift pode ser escrito como:

Considerando a conservação da energia entre a situação atual — com frequência
a uma distância
do buraco negro de massa
— e o fóton no infinito:

Portanto:


Comente