Escrito por Antônio Ítalo
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Questão 1:
A velocidade escape da Terra é a velocidade mínima necessária para que um corpo na superfície da Terra seja lançado e não sofra mais a influência da sua atração gravitacional. Determine o valor da velocidade de escape para um corpo na superfície da Terra.
Gravitação universal e Energia
Para resolução dessa questão é necessário lembrar que a energia potencial gravitacional é dada por:

Sabendo disso, iremos conservar a energia mecânica do sistema.


Para que a velocidade seja mínima, a energia cinética final deve ser zero, então:

Pela lei da gravitação universal:


Substituindo na fórmula para a velocidade de escape:

Como não foi dada a raiz quadrada de dois, a resposta deve permanecer nesse formato.

Questão 2:
Dois pêndulos de mesmo comprimento
são montados de acordo com o diagrama a seguir. Num instante
o pêndulo de massa
é posicionado a uma altura
com relação à horizontal e o pêndulo de massa
permanece em repouso na vertical. Ao ser liberada a massa
inicia o movimento colidindo com a massa
(
a) Determine a altura máxima que as massas M e m atingem após a colisão com relação à horizontal. Use g para a aceleração gravitacional local.
b) Qual será o tempo necessário, após a primeira colisão entre as massas, para que as massas voltem a colidir novamente?
Colisões, energia e M.H.S
a) Primeiramente, devemos calcular a velocidade do pêndulo de massa
no instante da colisão, para fazer isso, utilizaremos a conservação da energia:


Sabendo disso, agora conservaremos o momento nos instantes imediatamente antes e depois da colisão:

Podemos também escrever a equação do coeficiente de restituição que, por ser uma colisão perfeitamente elástica, é igual à 1:

Substituindo na conservação do momento se obtém:


Pela conservação da energia no movimento de subida de cada um, se obtém então:






b) Para a resolução desse item será necessário considerar
, pois assim os pêndulos poderão ser tratados como se estivessem realizando um M.H.S. Uma característica do M.H.S é que o período não depende da amplitude, portanto, ambos os pêndulos levarão meio período para voltar à posição da colisão e consequentemente colidir novamente. Esse intervalo de tempo é então:

a) 

b) 
Questão 3:
Um turista em viagem comprou uma câmera de
de distancia focal e que utiliza um filme de
de largura. Num certo momento ele vê um barco de
de comprimento e deseja fazer uma imagem deste, porém nota que naquela posição a imagem do barco preenche apenas
da largura do filme.
a) Qual a distância entre o turista e o barco?
b) Quanto deve ser a distância entre o turista e o barco para que a imagem preencha toda a largura filme.
Óptica
a) Primeiramente, sabemos que o filme possui
de largura, então, pode-se afirmar que o tamanho da imagem formada no filme é de
além disso, pode-se afirmar também que essa imagem é invertida, pois é real. Sabendo disso, pode-se escrever o aumento para o barco:


b)Quando a imagem preencher todo o filme, terá tamanho de
e será invertida novamente, logo, escrevendo outra vez o aumento para o barco:



a)

b)

Questão 4:
Certo fabricante de freezers indica que um dado modelo tem um consumo anual de
.
a) Assumindo que o freezer opere
horas durante
horas, qual a potência que ele consome quando em operação?
b) Se o freezer mantém a temperatura no seu interior em –
num ambiente a
qual é a máxima performance teórica deste modelo?
c) Qual é a máxima quantidade de gelo que este freezer consegue produzir em
hora, a partir de água a
?
Termodinâmica
a)O tempo total que ele atua em um ano é dado por:

Portanto, pode-se escrever:



b)A máxima performance deve ser dada pelo coeficiente de performance de Carnot para refrigeradores, dado por:



Note que o coeficiente de performance pode sim ser maior que $1$, diferente do rendimento.
c) Pela definição do coeficiente de performance para um refrigerador, a potência com que o calor é retirado da água é:

Sendo assim, temos que o calor retirado da água em uma hora é:

A massa de gelo formada pode ser obtida então pela calorimetria do sistema:


a)

b)
%
%
c)

Questão 5:
Um peso de
é preso ao teto de uma sala por um fio fino de cobre. O sistema composto pelo fio e pelo peso tem seu modo de vibração fundamental em
. A temperatura da sala aumenta em
. Sabendo que o coeficiente de dilatação linear do cobre é de
. Faça uma estimativa da variação da freqüência do modo fundamental de vibração do fio com o aumento da temperatura.
Modos normais de vibração, Dilatação e relação de Taylor
Para resolução dessa questão, primeiramente deveremos calcular a tração na corda escrevendo a segunda lei de Newton na vertical para o peso.

Como




A partir disso, pode-se calcular a velocidade de propagação de uma onda nessa corda a partir da relação de Taylor:


Lembrando da fórmula para a frequência fundamental de uma corda presa por duas extremidades fixas:



Sabendo que haverá uma dilatação devido ao aumento da temperatura, pode-se escrever:


Além disso, sabemos que a densidade é inversamente proporcional ao comprimento da corda, portanto, utilizando a aproximação binomial:


Portanto, pode-se calcular a nova frequência fundamental:




Portanto:


Questão 6:
Um carrinho de massa
com velocidade
movimenta-se sobre uma superfície horizontal conforme a figura abaixo. Este carrinho choca-se com uma mola de constante elástica
. (desconsidere todos os efeitos de quaisquer tipos de atrito neste sistema).
a) Qual o tempo total de colisão entre o carrinho e a mola (tempo em que ambos ficarão em contato)?
b) Faça uma estimativa razoável do impulso total fornecido pela mola após o choque.
Colisões e M.H.S
a) Ao observar o movimento do carrinho ao entrar em contanto com a mola, verifica-se claramente um M.H.S, entretanto, sua duração não é de um período, pois a partir do momento que a mola tem um comprimento maior que seu comprimento natural, essa perde o contato com o carrinho, portanto, pode-se afirmar que:


b)Como não há forças dissipativas realizando trabalho no sistema, pode-se afirmar que a velocidade com que o carrinho volta é igual à velocidade com que colide com a mola, portanto, pelo teorema do impulso:


a) 
b) 
Questão 7:
Um feixe de elétrons (carga
e massa
) é gerado a partir do aquecimento do filamento de um tubo de raios catódicos produzindo uma densidade volumétrica
de elétrons. Todos estes elétrons são acelerados pela diferença de potencial
como indicado na figura a seguir. Logo após a região de aceleração o feixe de elétrons entra numa região (de extensão
) de campo elétrico constante
na direção
, sendo defletido até atingirem o ponto A na tela do tubo.
a) Determine a densidade de corrente de elétrons gerada após a aceleração dos elétrons pela diferença de potencial
.
b) Determine o valor da distancia
na tela do tubo.
Obs – Utilize a mesma nomenclatura definida no enunciado do problema.
Eletricidade
a) Primeiramente, devemos calcular, através da conservação da energia, a velocidade adquirida pelos elétrons devido à diferença de potencial
:

Sabendo a velocidade dos elétrons, agora podemos calcular o volume de elétrons que passa por uma área
por segundo, ou seja, a vazão de elétrons
que é calculada analogamente à vazão de um flúido por:

Sabendo o volume de elétrons que passa por essa área por segundo, podemos calcular o número de elétrons que passa pela mesma por segundo (
):

Pode-se então agora calcular a carga que passa por essa área por segundo, ou seja, pode-se calcular a corrente (
):

Sabendo a corrente, pode-se calcular então a densidade de corrente (
) simplesmente dividindo-a pela área, ou seja:

b) Observe que para o cálculo de
devemos levar em conta uma ambiguidade que ocorreu entre a figura e o enunciado do problema, no enunciado é falado que após a região de aceleração, os elétrons passariam por uma região de campo elétrico uniforme
na direção
com comprimento
, entretanto, na imagem, observa-se que a região de campo elétrico possui um comprimento não indicado e após a mesma há uma região livre de campo elétrico, tendo essa região comprimento
, durante a resolução desse item, então, consideraremos somente a situação descrita no enunciado e não a presente na figura. Sabendo disso, podemos ver que para o cálculo de
precisamos apenas do tempo (
) que o elétron leva para atravessar a região e da aceleração do elétron na direção y, poderemos então a partir disso, calcular o desvio
pelas equações do M.U.V. Começaremos calculando o tempo da travessia:



Agora calcularemos, pela segunda lei de Newton, a aceleração do elétron na direção y:

Sabendo disso, podemos agora calcular o desvio
:



a) 
b) 
Questão 8:
Um dos métodos utilizados por arqueólogos para estudar hábitos alimentares de antigas populações indígenas nas Américas é a partir da técnica conhecida como espectroscopia de massa por tempo de vôo usando isótopos de carbono
(massa
) e
(massa
), coletados a partir de restos de ossos humanos. A técnica de espectroscopia de massa consiste em primeiramente ionizar as espécies a serem estudadas, ou seja, fazer com que os isótopos percam um elétron cada, e então acelerá-los a certa velocidade com a ajuda de uma diferença de potencial. Os átomos ionizados, acelerados por uma diferença de potencial
, são injetados numa região de campo magnético uniforme
, perpendicular a velocidade dos isótopos.
a) Determine o raio das órbitas
e
respectivamente para as duas espécies
e
, quando estas são injetadas na região de campo magnético uniforme B.
b) Obtenha o valor do raio
como função de
,
e
.
Energia e Magnetismo
a) Primeiramente, devemos calcular a velocidade do íon de carbono 12 através do teorema da Energia cinética, podemos afirmar que:

Sabendo disso, podemos escrever a segunda lei de Newton na forma radial:

Substituindo a velocidade encontrada anteriormente, se obtém:

Analogamente:

Substituindo a carga do elétron informada no início da prova:


Onde todos os dados devem estar no S.I para que os raios sejam obtidos em metros.
b) Dividindo os raios
e
encontrados no item anterior:


a) 

b) 


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