Terceira Fase (Nível 1)

Escrito por Lucas Praça, Vitor Takashi, Felipe Alves, Paulo Vinicius, Tiago Rocha, Caio Yamashita, Davi Tsuchie

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Problema 1

A série de tamanhos de papel A tem como característica que cada formato possui metade da área do anterior e mantém a mesma proporção de lados. Na figura, a área sombreada de dimensões L_0 \times H_0 representa uma folha de papel A0. Dividindo transversalmente essa folha ao meio, obtêm-se duas folhas de papel A_1, com lados L_1=\frac{H_0}{2} e H_1=L_0. Repetindo esse processo, obtêm-se as folhas A2, A3, A4 e assim sucessivamente.

Considere que se deseja formar um bloco de anotações A6 a partir de uma única folha A0.

Sabendo que A0 tem uma área de 1 \rm{m^2} e espessura de 1 \rm{mm}, determine:

(a) a altura e largura, em mm, de uma folha do bloco de anotações;

(b) a espessura do bloco de anotações.

Assunto abordado

Conceitos Matemáticos

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Solução

(a) Como foi dito no enunciado, deseja-se formar um bloco de anotações com folhas A6 a partir de uma folha A0. Logo, devemos analisar como a folha A6 difere de uma folha A0.

Considerando que a folha A0 tem dimensões H_0 e L_0, podemos seguir a lógica apresentada pelo enunciado e concluir que:

  • A folha A1 tem dimensões \dfrac{H_0}{2} e L_0.
  • A folha A2 tem dimensões \dfrac{H_0}{2} e \dfrac{L_0}{2}.
  • A folha A3 tem dimensões \dfrac{H_0}{4} e \dfrac{L_0}{2}.
  • A folha A4 tem dimensões \dfrac{H_0}{4} e \dfrac{L_0}{4}.
  • A folha A5 tem dimensões \dfrac{H_0}{8} e \dfrac{L_0}{4}.
  • A folha A6 tem dimensões \dfrac{H_0}{8} e \dfrac{L_0}{8}.

Sabemos que a folha A0 possui uma área de 1,00 \;\rm{m^2}. Portanto, H_0\cdot L_0=1\;\rm{m^2}.

Então, basta mais uma equação para podermos descobrir H_0 e L_0. Para isso, vamos usar o dado do enunciado que as proporções se preservam. Assim, comparando um folha A0 com uma folha A1, podemos escrever:

\frac{H_0}{L_0}= \frac{L_0}{H_0/2}

H_0=L_0 \sqrt{2}

Então, juntando os resultados, obtemos:

L_0=\sqrt{\frac{1\rm{m^2}}{\sqrt{2}}}

H_0=\sqrt{1\rm{m^2} \cdot \sqrt{2}}

Dessa maneira, os valores buscados são:

L_6 = \frac{L_0}{8}=\frac{\sqrt{\frac{1\rm{m^2}}{\sqrt{2}}}}{8} \approx  105 \rm{mm}

H_6 = \frac{H_0}{8}=\frac{\sqrt{1\rm{m^2}\sqrt{2}}}{8} \approx  149 \rm{mm}

Uma dificuldade possivelmente relacionada a essa questão é computar \sqrt{\sqrt{2}}, até porque a aproximação para raízes genéricas não foi fornecida pela prova NJR, apesar de ser fornecida em outros níveis.

(b) Primeiramente, devemos calcular a área de um bloco de anotações. Para isso, podemos recorrer as suas dimensões \dfrac{H_0}{8} e \dfrac{L_0}{8}. Obtendo que sua área é:

\dfrac{H_0}{8}\cdot \dfrac{L_0}{8}

\dfrac{H_0\cdot L_0}{64}

Como foi dito no item anterior que H_0 \cdot L_0=1,00\; \rm{m^2}, obtemos que a área de um bloco de anotação (papel A6) é:

\dfrac{1}{64}\; \rm{m^2}

Além disso, podemos calcular o volume inicial de papel, já que como nenhum papel é criado e nem perdido, temos que o volume de papel A0 deve ser o mesmo do que o volume do bloco de anotação.

O enunciado diz que a folha A0 tem área de 1,00 \; \rm{m^2} e espessura de 1,00 \; \rm{mm}= 10^{-3}\; \rm{m}. Logo, seu volume deve ser de:

1\cdot 10^{-3}\; \rm{m^3}

Considerando que o bloco de anotação tem uma espessura s, podemos concluir que o volume é:

\dfrac{s}{64}

Como os volumes são iguais:

1\cdot 10^{-3}=\dfrac{s}{64}

s=64 \cdot 10^{-3}\;\rm{m}

Transformando em mm:

\boxed{s=64 \;\rm{mm}}

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Gabarito

(a) altura: \boxed{149 \;\rm{mm}}; largura: \boxed{105,0 \;\rm{mm}}

(b) \boxed{64 \;\rm{mm}}

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Problema 2

Eratóstenes de Cirene (séc. III a.C.) determinou o raio da Terra a partir de uma observação e de duas hipóteses. O fenômeno que lhe chamou a atenção é que, no mesmo instante, a direção de incidência dos raios solares varia com a latitude do ponto de observação. Para explicá-lo, ele assumiu que os raios solares são paralelos e que a Terra é esférica. Inspirados nessa abordagem, estudantes de Macapá (M) e Porto Alegre (P), cidades aproximadamente no mesmo meridiano, decidiram reproduzir o experimento.

Macapá está praticamente sobre o Equador e Porto Alegre próxima ao paralelo 30° Sul. Um voo direto, pela rota mais curta, entre as duas cidades percorre a distância de d = 3300\ \rm{km}.

O experimento será realizado ao meio-dia do equinócio, quando o Sol incide perpendicularmente em Macapá.

(a) Determine o raio da Terra considerando as hipóteses de Eratóstenes e os resultados do experimento.

(b) A mesma observação pode ser explicada por um modelo de Terra plana no qual o Sol é uma fonte de luz pontual a uma altura (H) acima do plano terrestre e está exatamente sobre Macapá ao meio-dia do equinócio. Determine (H).

(c) Se o modelo de Terra plana é capaz de explicar a diferença de ângulo de incidência dos raios solares em diferentes cidades, por que ele não é adotado?

Assunto abordado

Conceitos Matemáticos

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Solução

(a) O ângulo entre as cidades é de 30^\circ isto é:

\theta = 30^\circ = \dfrac{\pi}{6}\ \text{rad}

Sabendo que o comprimento do arco é dado por

d = R\theta,


obtemos:

R = \dfrac{d}{\theta} = \dfrac{3300}{\pi/6} = \dfrac{3300 \times 6}{\pi}

Adotando

\pi \approx 3

R \approx \dfrac{19800}{3} = 6600\ \text{km}

\boxed{R \approx 6{,}6 \times 10^3\ \text{km}}

(b) No modelo plano, o Sol estaria verticalmente sobre Macapá e faria um ângulo de 30^\circ
com a vertical em Porto Alegre. Assim:

\tan 30^\circ = \dfrac{d}{H} \Rightarrow H = \dfrac{d}{\tan 30^\circ}

Sabendo que

\tan 30^\circ = \dfrac{1}{\sqrt{3}}

H = 3300\sqrt{3}

Aproximando

\sqrt{3} \approx 1{,}7

H \approx 3300 \times 1{,}7 = 5610\ \text{km}

\boxed{H \approx 5{,}6 \times 10^3\ \text{km}}

(c) O modelo de Terra plana não é adotado porque ele entra em contradição com as premissas do modelo esférico, que são comprovadas por observação. No modelo esférico, que já podemos assumir como o certo, a distância (d) é calculada como d=R\theta, o que significa que a distância aumenta proporcionalmente com a latitude (\theta).

Ao tentar aplicar essa distância real no cálculo da altura (H) do Sol no modelo plano (onde H = \frac{d}{tan(\theta)}), surge uma inconsistência fundamental. O modelo plano, ao ser confrontado com distâncias de latitudes diferentes, faria com que a altura calculada do Sol (H) mudasse drasticamente.

Essa grande diferença na altura do Sol de acordo com a latitude do observador demonstra que os dois modelos são incompatíveis e que o modelo plano falha em descrever a realidade de forma coerente. Por exemplo, enquanto a observação de um ponto a 30^\circ de latitude resulta em uma altura H de aproximadamente 5700 km, a observação de um ponto a 45^\circ de latitude resultaria em uma altura H de 4950 km.

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Gabarito

(a)

\boxed{R \approx 6{,}6 \times 10^3\ \text{km}}


(b)

\boxed{H \approx 5{,}6 \times 10^3\ \text{km}}


(c) O modelo plano, ao ser aplicado a locais de diferentes latitudes, implicaria que a altura calculada do Sol (H) variaria drasticamente com a latitude, o que contradiz as observações reais.

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Problema 3

Um menino de massa M = 50,0 kg sustenta uma carga de massa m por meio de um sistema de polias, conforme a figura ao lado. A polia pequena está fixa ao teto e a polia grande é móvel, com a carga m presa ao seu eixo. O cabo passa pelas duas polias; uma extremidade é puxada pelo menino e a outra está presa ao teto. Considere polias e cabo ideais (inextensíveis e de massa desprezível). Analise o equilíbrio estático.

(a) Qual é a força que o menino exerce no cabo quando m = 15 kg?
(b) Qual é a força que o menino exerce sobre o piso quando m = 15 kg?
(c) Qual é o maior valor de m que o menino consegue sustentar em equilíbrio estático com esse sistema?

Assunto abordado

mecânica

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Solução

((a) Força que o menino exerce no cabo (F)

O sistema de polia móvel oferece uma vantagem mecânica. A carga de peso P_mé sustentada por duas seções do mesmo cabo. A força que o menino exerce,F, é igual à tensão nesse cabo. Para o equilíbrio da polia móvel:

2F = P_m


O peso da carga P_m é dado por:

P_m = m \cdot g


Portanto, a força F é:

F = \dfrac{m \cdot g}{2}


Substituindo os valores para m = 15\ \text{kg}:

F = \dfrac{15\ \text{kg} \cdot 10\ \text{m/s}^2}{2} = \dfrac{150\ \text{N}}{2}


\boxed{F = 75\ \text{N}}

(b) Força que o menino exerce sobre o piso (Força Normal N)

Para encontrar a força que o menino exerce no piso, precisamos analisar as forças verticais que atuam sobre o menino. As forças são:

  • Seu peso P_M, para baixo.
  • A força de tração do cabo F, para cima (o cabo o puxa para cima).
  • A força Normal N do piso, para cima.

No equilíbrio, a soma das forças para cima é igual à soma das forças para baixo:

N + F = P_M


O peso do menino P_M é:

P_M = M \cdot g = 50,0\ \text{kg} \cdot 10\ \text{m/s}^2 = 500\ \text{N}


Agora, podemos isolar e calcular a Normal N:

N = P_M - F


N = 500\ \text{N} - 75\ \text{N}


\boxed{N = 425\ \text{N}}


Pela Terceira Lei de Newton, a força que o menino exerce sobre o piso é igual em módulo à força Normal.

(c) Maior valor de m que o menino consegue sustentar

O maior valor de massa m_{max} que o menino pode sustentar ocorre na situação limite em que ele está prestes a sair do chão. Nesse momento, a força que o piso exerce sobre ele é nula.

N = 0


Analisando novamente as forças sobre o menino nessa condição:

0 + F_{max} = P_M


F_{max} = P_M = 500\ \text{N}


Isso significa que a força máxima que ele pode aplicar no cabo é igual ao seu próprio peso. Agora, usamos a relação do item (a) para encontrar a massa correspondente a essa força máxima:

F_{max} = \dfrac{m_{max} \cdot g}{2}


500\ \text{N} = \dfrac{m_{max} \cdot 10\ \text{m/s}^2}{2}


1000 = m_{max} \cdot 10


m_{max} = \dfrac{1000}{10}


\boxed{m_{max} = 100\ \text{kg}}

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Gabarito

(a)

\boxed{F = 75\ \text{N}}


(b)

\boxed{N = 425\ \text{N}}


(c)

\boxed{m_{max} = 100\ \text{kg}}

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Problema 4

Um estudante (E) está sentado a 500 m do ponto mais alto (A) de um trecho de estrada rural isolada e de baixo tráfego. Ele percebe que consegue ouvir veículos que se aproximam do outro lado da elevação antes de vê-los no alto da colina (veja o diagrama, fora de escala). Resolve então fazer um jogo de adivinhação, prevendo o instante em que um automóvel aparecerá.

Admita que as ondas sonoras produzidas pelo motor sejam audíveis por E para distâncias de até 1,20 km e que os automóveis trafeguem a 60 km/h.

(a) Qual é o intervalo de tempo entre a percepção do ronco do automóvel e o momento em que ele é visto no alto (A), admitindo propagação instantânea do som?

(b) Qual é o intervalo de tempo entre a percepção do ronco do automóvel e o momento em que ele é visto no alto (A), considerando que o som se propaga no ar a 340 m/s?

Assunto abordado

Ondas e cinemática

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Solução

Primeiramente, vamos organizar os dados e converter as unidades para o Sistema Internacional (SI) para facilitar os cálculos. A distância do estudante ao topo (AE) é de 500 m. A distância máxima audível é de 1,20 km, ou seja, 1200 m. A velocidade do automóvel é de 60 km/h, que equivale a 50/3 m/s. A velocidade do som a ser usada no item (b) é de 340 m/s.

A interpretação mais direta do problema é que a distância audível (1200 m) corresponde à distância percorrida pelo som ao longo da superfície da estrada, do carro (C) até o estudante (E), passando pelo topo (A).

Com isso, podemos descobrir a que distância do topo o carro está quando o som é emitido pela primeira vez:

1200\ \text{m} = d_{AC} + 500\ \text{m}


d_{AC} = 700\ \text{m}


Esta é a distância que o carro precisa percorrer até ser visto no ponto A.

d_{som}=d_{AC}+d_{AE}

(a) Intervalo de tempo com propagação instantânea do som

Se a propagação do som é instantânea, o estudante ouve o carro no exato momento em que ele está a 700 m do topo. O intervalo de tempo que ele precisa esperar é simplesmente o tempo que o carro leva para percorrer essa distância. Usando a equação do movimento uniforme:

\Delta t_{carro} = \dfrac{d_{AC}}{v_{carro}} = \dfrac{700\ \text{m}}{\frac{50}{3}\ \text{m/s}}


\Delta t_{carro} = \dfrac{700 \cdot 3}{50} = 14 \cdot 3


\boxed{\Delta t = 42\ \text{s}}

(b) Intervalo de tempo considerando a velocidade do som

Neste caso, o estudante só ouve o som um tempo depois que ele foi emitido. O intervalo de tempo entre ouvir e ver será o tempo de viagem do carro menos o tempo de viagem do som. O tempo de viagem do carro, já calculado no item (a), é de 42 s. O tempo de viagem do som é o tempo que ele leva para percorrer a distância total de 1200 m até o estudante.

\Delta t_{som} = \dfrac{d_{som}}{v_{som}} = \dfrac{1200\ \text{m}}{340\ \text{m/s}}


\Delta t_{som} \approx 3,53\ \text{s}


O evento “ver” ocorre 42 s após a emissão do som, enquanto o evento “ouvir” ocorre aproximadamente 3,53 s após a mesma emissão. O intervalo de tempo final é, portanto, a diferença entre eles:

\Delta t = \Delta t_{carro} - \Delta t_{som}


\Delta t = 42\ \text{s} - 3,53\ \text{s}


\boxed{\Delta t \approx 38,5\ \text{s}}

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Gabarito

(a)

\boxed{\Delta t = 42\ \text{s}}

(b)

\boxed{\Delta t \approx 38,5\ \text{s}}

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Problema 5

Dois satélites estão em órbitas aproximadamente circulares em torno da Terra, coplanares e passando pelos polos. O período orbital do satélite A é T_A=3T, e o do satélite B T_B=10T. Em certo instante, ambos estão alinhados e posicionados sobre o Polo Norte da Terra. Considere o intervalo de tempo até que os satélites retornem a mesma posição(alinhados sobre o Polo Norte da Terra). Determine:

a) quantas órbitas o satélite A completa nesse intervalo;

b) quantas vezes os satélites A e B ficaram alinhados com a Terra abaixo deles nesse intervalo(sem contar os alinhamentos inicial e final);

c) quantas vezes os satélites A e B ficaram alinhados com a Terra entre eles nesse intervalo.

Assunto abordado

Movimento circular

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Solução

a) Primeiramente, vamos calcular quanto tempo irá demorar para que os planetas se alinhem novamente sobre o Polo Norte. O tempo necessário será o Mínimo Múltiplo Comum(MMC) entre os dois períodos, pois nesse momento ambos estarão juntos na origem do movimento(Polo Norte). O MMC entre T_A=3T e T_B=10T é T'=30T, então esse é o tempo buscado. Assim, o número de voltas que o planeta A fará será:

N = \frac{T'}{T_A} = \boxed{10 \text{voltas}}

b) Vamos considerar o ângulo transladado por cada planeta:

\Delta \theta_A = \frac{2\pi}{3T} \cdot t

\Delta \theta_B = \frac{2\pi}{10T} \cdot t

Assim, queremos encontrar todos os valores positivos de n que satisfaçam a seguinte equação até t=30T:

\Delta \theta_A - \Delta \theta_B = 2n\pi

Em t=30T, a diferença entre os ângulos será:

\Delta \theta_A - \Delta \theta_B = \left(\frac{1}{3}-\frac{1}{10} \right) \cdot 30 \cdot 2\pi = 2\pi \cdot 7

Ou seja, existem soluções de n de 1 até 7 no intervalo pedido. Porém, como o enunciado pede para desconsiderarmos o alinhamento final, o número de alinhamentos será 6.

\boxed{6 \text{vezes}}

c) Analogamente, queremos os valores ímpares de m que solucionam:

\Delta \theta_A - \Delta \theta_B = m \pi

Como vimos no item anterior, o valor máximo para a diferença entre esses ângulos é 14\pi. Assim, as soluções existentes para m são 1, 3, 5, 7, 9, 11 e 13. Ou seja, tal alinhamento ocorreu 7 vezes.

\boxed{7 \text{vezes}}

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Gabarito

a) \boxed{10}

b) \boxed{6}

c) \boxed{7}

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Problema 6

Um avião A se desloca com para leste com velocidade constante v= 800 \rm{km/h}, em uma rota que passa a 9,00 \rm{km/h} ao norte de uma estação de monitoramento B. A estação está programada para alertar movimentos de aeronaves que estejam a menos de 15 \rm{km} dela.

(a) Por quantos minutos o movimento dessa aeronave permanece em alerta?

(b) Seja V_{\rm{r, med}}= \Delta r / \Delta t a velocidade radial média do avião com relação a B(média da taxa de variação temporal da em distância r em relação a B). Determine V_{\rm{r, med}}, em km/h, entre o primeiro alerta e o ponto de máxima aproximação de B.

(c) Determine uma expressão para a velocidade radial instantânea V_r(t) considerando o instante inicial t=0 como o primeiro alerta.

(d) Esboce o gráfico de V_r(t) obtido no item anterior.

Assunto abordado

Cinemática

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Solução

(a) Primeiramente, devemos encontrar em qual região o avião é alertado. Para isso, devemos recorrer a geometria do problema:

Utilizando o Teorema de Pitágoras, podemos encontrar a distância x:

15^2=9^2+x^2

x^2=144

x=12 \;\rm{km}

Entretanto, não podemos afirmar que o avião fica alerta durante 12\;\rm{km} já que a situação é simétrica, ou seja, também existe uma outra distância x do outro lado.

Logo, o avião fica alerta durante 2x=24\;\rm{km}. Considerando que o avião se move a uma velocidade v=800\;\rm{km/h}, podemos encontrar o tempo:

v=\dfrac{d}{t}

800=\dfrac{24}{t}

t=\dfrac{24}{800} \;\rm{h}

t=\dfrac{3}{100} \;\rm{h}

Transformando em minutos:

t=\dfrac{3\cdot 60}{100} \;\rm{min}

\boxed{t=1,8 \;\rm{min}}

(b) Sendo,

V_{r,med}=\dfrac{\Delta r}{\Delta t}

V_{r,med}=\dfrac{r_{final}-r_{inicial}}{t_{final}-t_{inicial}}

Como o enunciado pede entre o primeiro alerta e o ponto de máxima aproximação, devemos calcular a distância r nesses casos e calcular o intervalo de tempo entre eles.

Como já foi descrito no item anterior, a distância r do primeiro alerta é 15 \;\rm{km}. No ponto de máxima aproximação, temos:

Logo, o r nesse caso é 9\;\rm{km}. Como foi visto no exercício anterior, a distância entre esses dois instantes é x=12\;\rm{km}. Logo, como a velocidade v=800\;\rm{km/h}, podemos afirmar que o intervalo de tempo entre esses dois instantes é:

v=\dfrac{x}{t}

800=\dfrac{12}{t}

t=\dfrac{12}{800}\;\rm{h}

t=\dfrac{3}{200}\;\rm{h}

Logo,

V_{r,med}=\dfrac{r_{final}-r_{inicial}}{t_{final}-t_{inicial}}

V_{r,med}=\dfrac{9-15}{\dfrac{3}{200}}

V_{r,med}=\dfrac{-6\cdot 200}{3}

\boxed{V_{r,med}=-400 \;\rm{km/h}}

c) A velocidade radial instantânea V_r(t) corresponde a velocidade com que o avião se aproxima (ou se afasta) de B. Ou seja, é a componente da velocidade na direção da reta que liga B com o avião. Logo, podemos afirmar que a velocidade radial é dada por:

V_r=v \cos \theta

Onde \theta é o ângulo entre a linha de trajetória do avião e a reta que liga o avião e B, como mostra a figura a seguir:

Utilizando essa figura, é possível perceber que:

\cos (180-\theta)=\dfrac{x}{r}

Além disso, r^2=9^2+x^2. Logo,

\cos \theta=\dfrac{-x}{\sqrt{9^2+x^2}}

Como já foi visto nos exercícios anteriores, quando o primeiro alerta é acionado, x=12 km. Portanto, podemos afirmar que x pode ser descrito como:

x=12-vt

x=12-800t

Substituindo, podemos encontrar que:

V_r=v \cos \theta

V_r=800 \dfrac{-x}{\sqrt{9^2+x^2}}

\boxed{V_r=\dfrac{800(800t-12)}{\sqrt{9^2+(12-800t)^2}}}

d) Esboçando o gráfico de V_r=\dfrac{800(800t-12)}{\sqrt{9^2+(12-800t)^2}}, obtemos:

Onde o eixo vertical é V_r (em km/h) e o eixo horizontal é t (em horas). Perceba que V_r tende a -800\;\rm{km/h} quando t \to -\infty e +800\;\rm{km/h} quando t \to +\infty. Além disso, a mudança de sinal acontece quando t=0,015\;\rm{horas} que corresponde ao instante em que o avião se encontra logo acima da estação B.

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Gabarito

(a) \boxed{t=1,8 \;\rm{min}}

(b) \boxed{V_{r,med}=-400 \;\rm{km/h}}

(c) \boxed{V_r=\dfrac{800(12-800t)}{\sqrt{9^2+(12-800t)^2}}}

(d) Veja na solução.

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Problema 7

Durante uma trilha na selva, dois estudantes de Física precisam cruzar um riacho usando uma corda presa ao alto de uma árvore. Eles modelam a situação como um pêndulo simples: fio ideal de comprimento L = 4,00 \rm{m}, inextensível e de massa desprezível, com uma pequena esfera de massa m na extremidade(ver figura). Considere o ponto mais baixo da trajetória como nível y=0(mesmo nível da margem de chegada).

No instante t_0 a esfera é solta do repouso a partir y=L (fio horizontal). No instante t_1 o fio está vertical e a esfera passa por x=0 (sobre o meio do riacho). No instante t_2, quando o fio faz um ângulo \theta_2 = 30^\circ com a vertical, a esfera é liberada. No instante t_3 ela atinge a outra margem na coordenada horizontal x_3.

a) Determine a velocidade da esfera no instante t_2.

b) Determine a coordenada x_3 alcançada.

Assunto abordado

Cinemática

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Solução

a) Basta conservamos a energia mecânica do sistema:

mgLcos\theta_2 = \frac{mv^2}{2}

v= \sqrt{2gLcos\theta_2} = 2\sqrt{17} \approx \boxed{8,25 \rm{m/s}}

b) Após a esfera ser liberada do pêndulo, o movimento vira um lançamento oblíquo. Assim, podemos equacionar o movimento em cada eixo:

\Delta x = v cos \theta_2 \Delta t

\Delta y = -L(1-cos\theta)= vsen\theta_2 \Delta t - \frac{g(\Delta t)^2}{2}

A partir da segunda equação, podemos resolver a equação do segundo grau para obter uma expressão para \Delta t:

\Delta t = \frac{vsen \theta_2 + \sqrt{v^2sen^2 \theta_2+2gL(1-cos\theta_2)}}{g}

Assim, podemos encontrar \Delta x. O valor de x_3 é o valor x_2=Lsen\theta_2 em t_2 mais \Delta x. Dessa forma, substituindo a expressão para o \Delta t e v, obtemos:

x_3=L(sen\theta_2 + 2cos^2\theta_2 (2 cos \theta_2 sen \theta_2 +\sqrt{4cos^2 \theta_2 sen^2 \theta_2+2(1-cos\theta_2)})) \approx \boxed{12,8 \rm{m}}

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Gabarito

a) \boxed{8,67 \rm{m/s}}

b) \boxed{12,7 \rm{m}}

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Problema 8

Um cubo de material homogêneo, de aresta 50 \rm{mm} e densidade \rho_c = 0,90 \rm{g/cm^3}, flutua em um recipiente com água pura, com uma das suas faces paralela ao fundo. Em seguida, acrescenta-se lentamente sobre a água uma camada de óleo, de densidade \rho_o = 0,80 \rm{g/cm^3} e espessura h(óleo e água não se misturam). Considere H a distância vertical do topo do cubo ao nível da água(positiva quando o topo está acima do nível). Determine:

a) A altura H sem a camada de óleo( h = 0).

b) A altura H quando h = 10 \rm{mm}.

c) A espessura h necessária para que a superfície do óleo atinja o topo do cubo.

Assunto abordado

Hidrostática

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Solução

a) Podemos traçar a condição do equilíbrio hidrostático:

\rho_c V g = \rho_a V_s g

Onde V é o volume do cubo, \rho_a é a densidade da água e V_s o volume submerso do cubo. Substituindo os valores, obtemos V_s = 112,5 cm^3 . Assim, o volume do cubo que fica acima do nível da água é \Delta V= V-V_s=12,5 cm^3. Por um outro lado, esse volume é igual a altura buscada vezes a área de uma das faces do cubo:

\Delta V= H \cdot (50\rm{cm})^2

H = \frac{12,5}{25}= 0,5 \rm{cm} = \boxed{5 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

b) Agora, a condição de equilíbrio será:

\rho_c L g = g( \rho_a h_a + \rho_o h)

Onde L é o lado do cubo e h_a é a profundidade de água em torno do cubo. Então podemos encontrar h_a = 37 \rm{mm}. Assim, podemos encontrar H:

H= L- h_a = \boxed{13 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

c) Perceba que a altura do topo do cubo com respeito ao óleo é H+h. Então, vamos utilizar as expressões encontradas no item passado:

L -(\frac{\rho_c L- \rho_o h}{\rho_a} + h) = 0

Isolando h, encontramos:

h = \frac{L(1-\frac{\rho_c}{\rho_a})}{1-\frac{\rho_o}{\rho_a}} = \boxed{25 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

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Gabarito

a) \boxed{5 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

b) \boxed{13 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

c) \boxed{25 \cdot 10^{-3} \rm{m}}

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