Segunda Fase (Nível 3)

Escrito por Lucas Praça, Tiago Rocha, Vitor Takashi, Gustavo Globig, Paulo Vinícius, Felipe Alves, Caio Yamashita, Davi Tsuchie, Elias Barros

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Problema 1

Em um laboratório didático de Física, há um arranjo experimental para estudar um sistema de amortecimento composto por uma mola vertical de constante elástica k=20,0 \;\rm{N/m} e massa desprezível, que sustenta uma plataforma horizontal também de massa desprezível (veja a figura fora de escala).Um bloco de massa m=200 \;\rm{g} é abandonado do repouso a partir de uma altura h acima da plataforma. O estudante deseja determinar a deformação máxima d da mola após o impacto como bloco. Considere que o sistema se move apenas na direção vertical (a parte do equipamento que garante isso não é mostrada) e que não há dissipação de energia mecânica. Determine d, em cm, nos seguintes casos:

(a) h = 20 \;\rm{cm}

(b) h = 40 \;\rm{cm}

Assunto abordado

Conservação de Energia

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Solução

Antes e após a colisão do bloco com a mola, temos os seguintes diagramas:

Com isso, podemos conservar a energia mecânica, usando a linha inicial da plataforma como referencia:

mgh = \frac{kd^2}{2} - mgd

d^2 - \frac{2mg}{k}(h+d)=0

Resolvendo a equação do segundo grau e usando a raiz positiva (porque d é maior que zero):

d=\frac{mg}{k} + \sqrt{(\frac{mg}{k})^2+\frac{2mg}{k}h}

Substituindo os valores numéricos:

(a) \boxed{d = 32 \;\rm{cm}}

(b) \boxed{d = 40 \;\rm{cm}}

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Gabarito

(a) \boxed{d = 32 \;\rm{cm}}

(b) \boxed{d = 40 \;\rm{cm}}

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Problema 2

Na figura ao lado, o bloco de massa M = 300\ \text{g} está apoiado sobre uma superfície horizontal perfeitamente lisa (sem atrito) e preso a uma mola de constante elástica k.

Um segundo bloco, de massa m = 200\ \text{g}, está simplesmente apoiado sobre o bloco M. O coeficiente de atrito estático entre os blocos é \mu = 0{,}3.

Deseja-se fazer o sistema oscilar com uma amplitude máxima de 10{,}0\ \text{cm}.

Determine o maior valor possível da constante elástica k, em \text{N/m}, que garante que o bloco m não escorregue sobre o bloco M durante o movimento.

Assunto abordado

Dinâmica

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Solução

O bloco pequeno m não escorrega sobre M se a força máxima de atrito estático for suficiente para fornecer a força inercial m \cdot a_{\text{max}} durante a oscilação. A aceleração máxima do movimento harmônico simples é

a_{\text{max}} = A \cdot \omega^2

Para o sistema oscilando solidariamente, \omega^2 = \frac{k}{M + m}. Portanto

a_{\text{max}} = \frac{A \cdot k}{M + m}

A condição para não haver deslizamento é

m \cdot a_{\text{max}} \leq \mu \cdot m \cdot g

Cancelando m:

a_{\text{max}} \leq \mu \cdot g

Substituindo a expressão de a_{\text{max}}:

\frac{A \cdot k}{M + m} \leq \mu \cdot g

Isolando k:

k \leq \frac{\mu \cdot g \cdot (M + m)}{A}

Substituindo os valores numéricos (com g = 10):

k \leq \frac{0{,}30 \cdot 10 \cdot (0{,}30 + 0{,}20)}{0{,}10}

k \leq \frac{0{,}30 \cdot 10 \cdot 0{,}50}{0{,}10} = 15 \ \text{N/m}

Logo, o maior valor possível da constante elástica que garante que m não escorregue é aproximadamente **15 N/m**.

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Gabarito

15\ \text{N/m}

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Problema 3

Um grupo de estudantes está em um acampamento em um dia chuvoso e decide fazer um experimento com duas lanternas de bolso idênticas. Cada lanterna é alimentada por duas pilhas de 1.5\;\mathrm{V} ligadas em série e possui uma pequena lâmpada incandescente cujo soquete indica 3.0\;\mathrm{V} e 2.0\;\mathrm{W}. Os estudantes desmontam as lanternas e, no espírito “MacGyver” (o grupo gosta de física experimental e dessa antiga série de TV), montam dois circuitos usando fios e materiais improvisados. Em ambos os casos, a fonte é o conjunto de duas pilhas em série (as pilhas são idênticas). Caso 1: uma única lâmpada é ligada ao conjunto de pilhas. Observa-se potência dissipada P1. Caso 2: duas lâmpadas idênticas são ligadas em paralelo entre si e, em seguida, ao mesmo conjunto de pilhas. Observa-se que cada lâmpada dissipa potência P_2, ligeiramente menor que P_1 . Se as pilhas fossem ideais, as potências seriam iguais (P_2 = P_1). Como não são, concluíram que cada pilha possui resistência interna r não desprezível. Usando aplicativos instalados nos celulares, que medem intensidade luminosa, o grupo estimou que a queda de potência foi de 5\%, ou seja, P_2=0.95P_1. Considerando que eles estão corretos, determine:

(a) A resistência R, em \Omega, de cada lâmpada.

(b) A resistência interna r, em \Omega, de cada pilha.

Assunto abordado

Circuitos

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Solução

(a) Sabemos que a indicação do soquete assume que a lâmpada está ligada a uma pilha sem resistência. Sendo assim, temos:

P=\frac{U^2}{R}\implies R=\frac{(3.0\;\mathrm{V})^2}{1.5\;\mathrm{W}}

\boxed{R=4.5\;\mathrm{\Omega}}

(b) Para o cálculo de P_2, observe o seguinte diagrama:

Tratando a lâmpada como um resistor de resistência R, temos:

U=(4r+R)I=3.0\;\mathrm{V}
P_2=RI^2=\frac{RU^2}{(4r+R)^2}

Para calcular P_1, basta usar o seguinte esquema:

U=(2r+R)I=3.0\;\mathrm{V}
P_1=RI^2=\frac{RU^2}{(2r+R)^2}

Como P_2=0.95P_1:

\frac{RU^2}{(4r+R)^2}=0.95\frac{RU^2}{(2r+R)^2}
\frac{1}{(4r+4.5)^2}=\frac{0.95}{(2r+4.5)^2}
\boxed{r=0.060\;\mathrm{\Omega}}

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Gabarito

(a) \boxed{R = 4.5\;\mathrm{\Omega}}
(b) \boxed{r = 0.060\;\mathrm{\Omega}}

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Problema 4

Panelas de fundo triplo, compostas por uma camada intermediária de cobre entre duas camadas de aço inox, são amplamente utilizadas em cozinhas profissionais. A camada de cobre, excelente condutor térmico, distribui o calor uniformemente, enquanto o aço inox oferece maior resistência mecânica e à oxidação. Considere uma situação típica em que uma panela está em uso com uma certa quantidade de água em ebulição em uma cozinha no nível do mar. A boca do fogão fornece uma potência de 1500 \rm{W}, e o fundo da panela tem área A=300 \rm{cm^2}. Cada uma das três camadas (aço+cobre+aço) do fundo da panela tem espessura l=1,0 \rm{mm}. A condutividade térmica do cobre é k_{Cu} = 400 \rm{W/(m \cdot K)} e a do aço inox é k_{Aco}= 20 \rm{W/(m \cdot K)}. Suponha que 80% da potência da chama seja transferida de forma uniforme para a base da panela.

(a) Determine a temperatura da face externa do fundo da panela, em contato com a chama, em ^{\circ} C.

(b) Determine o módulo da diferença de temperatura, em ^{\circ} C, entre as interfaces aço/cobre e cobre/aço.

Assunto abordado

Condução de calor

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Solução

(a) Para resolver essa questão, precisamos lembrar da Lei de Fourier:

 P = \dfrac{kA\Delta T}{l}

Onde P é a potência que atravessa a interface(80% de 1500 \rm{W}), k é a condutividade térmica do material, A é a área e l é o comprimento. Dessa forma, podemos calcular a diferença de temperatura causa por cada camada:

 \Delta T_{Aco} = \dfrac{P \cdot l}{k_{Aco} \cdot A} = 2 \rm{^{\circ} C}

 \Delta T_{Cu} = \dfrac{P \cdot l}{k_{Cu} \cdot A} = 0,1 \rm{^{\circ} C}

Assim, a diferença de temperatura total é:

 \Delta T= 2 \Delta T_{Aco}+ \Delta T_{Cu}= 4,1 \rm{^{\circ} C}

Como a água está em ebulição, sua temperatura é de:

T_0 = 100 \rm{^{\circ}C}

Assim, a temperatura no fundo da panela é:

T=T_0+\Delta T = \boxed{104,1 \rm{^{\circ}C} }

b) Como visto no item anterior, a camada de cobre causa uma diferença de temperatura de 0,1 \rm{^{\circ}C} entre sua interface inferior e exterior. Essas são as interfaces aço/cobre e cobre/aço. Logo, a diferença de temperatura buscada é de \Delta T_{Cu}=0,1 \rm{^{\circ}C}.

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Gabarito

(a) \boxed{ 104,1 \rm{^{\circ }C}}

(b)  \boxed{0,1 \rm{^{\circ}C}}

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Problema 5

Uma fibra óptica cilíndrica de comprimento L = 1,50 \ \text{km} é composta por um núcleo central com índice de refração n_c = 1,40 e uma camada externa com índice de refração n_e = 1,19.

A figura ao lado mostra uma seção longitudinal de um segmento da fibra.

Um efeito indesejável que degrada a qualidade da informação transmitida é o alargamento do sinal, o qual pode ser estimado considerando as diferentes trajetórias percorridas pelos raios de luz.

Por exemplo:

A linha tracejada 1 representa o percurso de um raio luminoso que se propaga ao longo do eixo da fibra.

A linha tracejada 2 representa o caminho de outro raio que sofre reflexões sucessivas na interface entre o núcleo e a camada externa.

Considere os raios de luz que percorrem a fibra no menor intervalo de tempo possível t_1 e no maior intervalo de tempo possível t_2.

Suponha que o alargamento do sinal \Delta x possa ser estimado por:  \Delta x = (t_2 - t_1) \cdot v , onde v é a velocidade de propagação da luz na fibra.

Determine:

(a) t_1, em microssegundos (10^{-6} \ \text{s});

(b) t_2, em microssegundos (10^{-6} \ \text{s});

(c) \Delta x, em metros.

Assunto abordado

Óptica Geométrica

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Solução

((a) O menor tempo possível dar-se-á quando a luz simplesmente percorre paralelamente ao eixo da fibra. Estando num meio de índice de refração n, a velocidade da luz nesse meio é reduzida pelo fator n, logo:

 v = \frac{c}{n}

E pode-se dizer que, seja \Delta x o deslocamento:

 \frac{\Delta x}{v} = t

Assim, obtemos que:

 t_1 = \frac{L \cdot n}{c} = \frac{1500 \cdot 1,4}{3 \times 10^8} = 7,0 \ \mu s

(b) O maior tempo possível dar-se-á quando a luz sofre múltiplas reflexões totais, ou seja, incide na borda da fibra óptica de forma que esteja com o ângulo máximo de inclinação em relação ao normal, de forma que ainda não haja nenhuma perda por refração. O ângulo de inclinação é tal que:

 1,4 \cdot \sin \theta = 1,19

Logo:

 \sin \theta = 0,85

A nova distância percorrida pela luz será exatamente:

 \frac{L}{\sin \theta} = \frac{1500}{0,85}

E o tempo $t_2$ será:

 t_2 = \frac{L}{\sin \theta} \cdot \frac{n}{c} = \frac{1500 \cdot 1,4}{3 \times 10^8 \cdot 0,85} \approx 8,24 \ \mu s

(c) Fazendo a substituição numérica dada pelo enunciado:

 \Delta x = (t_2 - t_1) \cdot v

 \Delta x = \left[(8,24 - 7,0) \times 10^{-6}\right] \cdot \left(\frac{3,0 \times 10^8}{1,40}\right)

 \Delta x \approx 2,66 \times 10^2 \ m

Assim, o resultado final é aproximadamente 266 m.

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Gabarito

(a) 7 microssegundos

(b) 8,4 microssegundos

(c) 266 metros

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Problema 6

A figura ao lado mostra duas configurações de uma espira composta por duas semicircunferências de raios r e R = 3r, articuladas em torno de um eixo formado por dois segmentos retilíneos. Observe que uma configuração pode ser obtida da outra por uma rotação de 180^\circ do semicírculo menor em torno do eixo pontilhado. Adote um sistema de referência no qual a direção z positiva é perpendicular e para fora do plano do papel (ou da tela do dispositivo). Sejam B_1 e B_2 as componentes z do campo magnético no ponto P gerado pela espira quando percorrida por uma corrente i (no sentido indicado na figura), nas configurações 1 e 2, respectivamente. Determine a variação relativa do campo magnético no ponto P, dada por \frac{B_2-B_1}{B_1}, causada pela mudança da espira da configuração 1 para a 2.

Assunto abordado

Magnetismo

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Solução

Sabemos que o campo de um espira circular é B=\frac{\mu_0 i}{2r}. Assim, para o esquema do problema, basta dividir esse valor por 2 e somar a contribuição de cada um dos loops, pois os segmentos retos não contribuem para o campo no centro. Além disso, sabemos que a corrente no sentido anti-horário gera um B positivo. Logo,

B_1=\frac{\mu_0 i}{4}\left(\frac{1}{r}+\frac{1}{R}\right)=\frac{\mu_0 i}{3r}

Para a outra espira, precisamos inverter um dos sinais, pois a corrente roda no sentido horário:

B_2=\frac{\mu_0 i}{4}\left(-\frac{1}{r}+\frac{1}{R}\right)=-\frac{\mu_0 i}{6r}

Portanto, a variação relativa é dada por:

x=\frac{B_2-B_1}{B_1}=\frac{-\frac{\mu_0 i}{6r}-\frac{\mu_0 i }{3r}}{\frac{\mu_0 i}{3r}}=\boxed{-1.5}

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Gabarito

\boxed{x=-1.5}

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Problema 7

Em um laboratório didático de Física, um estudante investiga o funcionamento de um guindaste construído em
escala reduzida, representado na figura abaixo. A lança do guindaste é modelada por uma barra homogênea AB, de comprimento 80,0 \, \mathrm{cm} e massa m = 200 \, \mathrm{g}, que pode girar livremente em torno do ponto fixo C, que a conecta à torre vertical. Uma carga de massa M = 500 \, \mathrm{g} é suspensa por um fio ideal preso à extremidade B da barra.

A extremidade oposta da barra, ponto A, está sujeita a uma força externa de intensidade F, aplicada sempre perpendicularmente à barra AB. A distância entre os pontos A e C é de 16,0 \, \mathrm{cm}.

Considere situações de equilíbrio estático do sistema e determine:

(a) a intensidade da força F, em \mathrm{N}, quando \theta = 0^{\circ};
(b) a intensidade da força F, em \mathrm{N}, quando \theta = 60^{\circ};
(c) a intensidade da força que a torre exerce sobre o ponto C, em \mathrm{N}, quando \theta = 60^{\circ}.

Assunto

Estática

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Solução

Primeiramente, seja l o comprimento total da barra e d a distância do ponto A até ao ponto C.

Para que ocorra o equilíbrio, o torque e a força resultante precisam ser ambos nulos. Como não sabemos inicialmente a força de contato no ponto C, podemos escolher esse como o ponto de referência do torque, de forma que apenas \vec{F}, M\vec{g} e m\vec{g} possuírão torques relevantes.

Pontanto, sabendo que \vec{F} é sempre perpendicular a barra e utilizando o sentido anti-horário do torque como positivo, o torque da força \vec{F} é:

T_{\, F} = F \cdot d

Além disso, para calcular o torque das duas forças restantes, devemos primeiro achar o braço de cada uma das forças (ou seja, a menor distância entre a direção da força e o ponto de referência C) e substituirmos na fórmula do torque. Desse modo, sabendo que o peso da barra atua em seu centro de massa e usando um pouco de geometria, obtemos que o braço da força m\vec{g} é (l/2 - d) \cos{\theta} e da força M\vec{g} é (l - d) \cos{\theta}, assim:

T_{\, mg} = - mg \cdot (l/2 - d) \cos{\theta}

T_{\, Mg} = - Mg \cdot (l - d) \cos{\theta}

Onde o sinal negativo aparece devido ao sentido das forças na barra.

Portanto, usando que o torque resultante na barra é nulo, chegamos que:

T_{\, F} + T_{\, Mg} + T_{\, mg} = 0 \iff F \cdot d - Mg \cdot (l-d)\cos{\theta}  -  mg \cdot (l/2 - d) \cos{\theta} = 0

Ou seja:

F = Mg \dfrac{(l-d)\cos{\theta}}{d} + mg \dfrac{(l/2-d)\cos{\theta}}{d}

(a) No caso em que \theta = 0^{\circ}, \cos{\theta} = 1 e, portanto, temos que:

F = Mg \dfrac{(l-d)}{d} + mg \dfrac{(l/2-d)}{d} =  \left( 0,5 \cdot 10 \cdot \dfrac{(80 - 16)}{16} +  0,2 \cdot 10 \cdot \dfrac{(40 - 16)}{16} \right)\,  N

Desse modo, realizando as contas, chegamos em:

\boxed{F = 23 \, \mathrm{N}}

(b) No caso em que \theta = 60^{\circ}, \cos{\theta} = 1/2 e, portanto, temos que:

F = Mg \dfrac{(l-d)}{2 \cdot d} + mg \dfrac{(l/2-d)}{2 \cdot d} =  \left( 0,5 \cdot 10 \cdot \dfrac{(80 - 16)}{2 \cdot 16} +  0,2 \cdot 10 \cdot \dfrac{(40 - 16)}{2 \cdot 16} \right) \,  N

Desse modo, realizando as contas, chegamos em:

\boxed{F = 11,5 \, \mathrm{N}}

(c) Para descobrir a força de contato, que denominaremos \vec{f}, no ponto C, devemos utilizar que no equilíbrio a força resultante vertical e horizontal na barra devem ser nulas. Portanto, utilizando trignometria para decomposição da força \vec{F}, a condição de equilíbrio implica que:

 \left\lbrace \begin{array}{@{}l@{}} f_{y} - Mg - mg - F\cos{\theta} = 0  \\ F\sin{\theta} - f_{x} = 0 \end{array} \right.

Desse modo, substituindo os valores das constantes dadas no enuncuado, do ângulo \theta e da força \vec{F} de B, obtemos:

 \left\lbrace \begin{array}{@{}l@{}} f_{y}  = (0,2 \cdot 10 + 0,5 \cdot 10 + 11,5 \cdot 0,5) \, \mathrm{N} = 12,75 \, \mathrm{N}  \\ f_{x} = (11,5 \cdot 0,85) \, \mathrm{N} = 9,775 \, \mathrm{N} \end{array} \right.

Logo, a intensidade de \vec{f} é:

f = \sqrt{f_{x}^{2} + f_{y}^{2}} = \left( \sqrt{12,75^{2} + 9,775^{2}} \right) \, \mathrm{N} \Rightarrow \boxed{f =  16,07 \, \mathrm{N}}

Sendo possível obter resultados aproximados com a formula de aproximação dada no início da prova.

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Gabarito

(a)

F = 23 \, \mathrm{N}

(b)

F = 11,5 \, \mathrm{N}

(c)

f = 16,07 \, \mathrm{N}

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Problema 8

Durante uma excursão à Pedra da Boca, no interior da Paraíba, um estudante decide gritar a palavra “Eco”, voltado diretamente para a face rochosa de um paredão vertical. Ele percebe que, após gritar, ouve o eco aproximadamente 1,2 \;\rm{s} depois.

Considere que o som se propaga isotropicamente pelo ar, que a fonte sonora pode ser aproximada por uma fonte pontual, e despreze perdas por absorção, interferências e reflexões secundárias.

Sabendo que a potência média do grito é P_0 = 6\cdot 10^{-3}\;\rm{W}, estime:

(a) a distância, em metros, entre o estudante e o paredão rochoso;

(b) a intensidade média I1 da onda sonora (grito), em \rm{W/m^2}, quando está a 10 \;\rm{m} do estudante (fonte);

(c) a intensidade média Ie da onda sonora correspondente ao eco, em \rm{W/m^2}, ao chegar ao ouvido do estudante

Assunto abordado

Ondas e cinemática

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Solução

a):

Sabemos que a onda sonora leva 1,2 segundos para ir até o paredão, refletir e voltar. Logo, o tempo de ida será de 0,6 segundos.

Assumindo a velocidade do som como 340 m/s, temos:

d=v\cdot t \rightarrow

\boxed{d=340\cdot 0,6 \;\rm{m}=204\;\rm{m}}

b):

Sabemos que o som se propagará isotropicamente, logo, podemos considerar uma esfera para o cálculo da área.

 I= \frac{P}{A} \rightarrow

\boxed{I_1= \frac{P}{4 \pi r^2}=\frac{6\cdot 10^{-3}}{4\cdot 3 \cdot 10^2}=5\cdot 10^{-6} \;\rm{W/m^2}}

c):

Aplicando a mesma lógica do item b) só que agora para uma distância de 2d:

\boxed{I_e=\frac{6\cdot 10^{-3}}{4\pi (2d)^2}=\frac{6\cdot 10^{-3}}{4\cdot 3 (408)^2}\approx 3\cdot 10^{-9} \;\rm{W/m^2}}

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Gabarito

a) \boxed{d=204\;\rm{m}}

b) \boxed{I_1=5\cdot 10^{-6} \;\rm{W/m^2}}

c) \boxed{I_e= 3\cdot 10^{-9} \;\rm{W/m^2}}

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