Problemas Aula 5.6 – Associações de Resistores

Escrito por Eduardo Shashike

Alguns problemas para você praticar a teoria estudada. O grau de dificuldade dos problemas está indicado com asteriscos (*). Problemas com 1 asterisco são equivalentes a um problema de primeira fase de OBF, 2 asteriscos (**) um de segunda fase,  e 3 asteriscos (***) um de terceira fase.

Problema 1 **

(OBC 2024 – Fase 2) Em um trecho de uma instalação elétrica, três resistores ôhmicos idênticos e de resistência 80 𝛺 cada um são ligados como representado na figura. Por uma questão de segurança, a maior potência que cada um deles pode dissipar, separadamente, é de 20 𝑊. Dessa forma, considerando desprezíveis as resistências dos fios de ligação entre eles, a máxima diferença de potencial, em volts, que pode ser estabelecida entre os pontos A e B do circuito, sem que haja riscos, é mais próxima de:

a) 30
b) 50
c) 90
d) 40
e) 60

Solução

A potência dissipada por um resistor é $$P = RI^2$$, logo para a potência ser menor que $$20\rm{W}$$ temos que $$80I^2 < 20 \implies I^2<\frac{1}{4} \implies I<\frac{1}{2}\rm{A}$$. Como os dois primeiros estão em paralelo, sabemos que a corrente que passa por cada um deles será menor do que a corrente total, e a corrente total passa pelo último resistor, logo a corrente máxima que pode passar é $$I = \frac{1}{2}\rm{A}$$, nesse caso a ddp é $$120I = 60\rm{V}$$. Alternativa e)

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Gabarito

e)

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Problema 2 *

Observe o circuito da figura, constituído de três resistores de mesma resistência R; um amperímetro A; uma bateria 𝜀; e um interruptor S. Considere que a resistência interna da bateria e a do amperímetro são desprezíveis e que os resistores são ôhmicos. Com o interruptor S inicialmente desligado (chave aberta), observase que o amperímetro indica uma corrente elétrica I. Com base nessas informações, é correto afirmar que, quando o interruptor S é ligado (chave fechada), o amperímetro passa a indicar uma corrente elétrica mais próxima de:

a) 2𝐼/3.
b) 𝐼/3
c) 2𝐼.
d) 3𝐼.
e) 4𝐼.

Solução

Sabemos que inicialmente temos dois resistores em série, logo $$R_{eq} = 2R$$, após fecharmos a chave temos um em paralelo com dois em série logo $$R’_{eq} = \frac{2}{3}R$$, sabemos que a tensão é constante logo $$R_{eq}I = R’_{eq}I’ \implies 2RI = \frac{2}{3}RI’ \implies I’ = 3I$$. Alternativa d

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Gabarito

d

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Problema 3 **

 

(OBC 2023 – Fase 2) No circuito a seguir, o galvanômetro indicado por G não acusa passagem de corrente.

Logo, o valor da corrente elétrica $$i$$ no circuito (conforme indicado na figura) é mais próximo de:

(a) 4,8 A

(b) 4,2 A

(c) 3,6 A

(d) 3,0 A

(e) 2,0 A

Solução

Seja A|B a representação de A em série com B. Primeiramente percebemos que $$8\Omega |2\Omega$$, então as duas resistências são equivalentes a uma de $$10\Omega$$. Além disso, $$3\Omega|5\Omega$$, formando uma resistência equivalente de $$8\Omega$$. Agora, como o galvanômetro não indica passagem de corrente, deve existir uma ponte de Wheatstone na malha que inclui as resistências $$5\Omega$$ e $$y$$ e as resistências equivalentes $$10\Omega$$ e $$8\Omega$$. Para essa ponte existir, deve ser verdadeira a igualdade
$$5\Omega \cdot 8\Omega=10\Omega\cdot y$$
Portanto:
$$y=4\Omega$$
Em seguida, vemos que $$5\Omega // 10\Omega$$ e $$4\Omega//8\Omega$$, então estes pares de resistores podem ser substituídos por $$\frac{10}{3}\Omega$$ e $$\frac{8}{3}\Omega$$, respectivamente. Agora, $$\frac{10}{3}\Omega|\frac{8}{3}\Omega$$, formando uma resistência equivalente de $$6\Omega$$. Percebemos então que $$5\Omega|6\Omega|4\Omega|1\Omega$$, formando uma resistência equivalente de $16\Omega$ para o circuito inteiro. Sabemos que
$$R_{eq}i=V$$
$$16\Omega\cdot i=48V$$
$$i=3A$$

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Gabarito

d)

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Problema 4 *

(OBC 2023 – Fase 1) O circuito mostrado na figura é constituído por uma bateria ideal de 12 V, três resistores idênticos de resistência R, fios condutores de resistência elétrica desprezível e uma chave (Ch) inicialmente posicionada no ponto B, mas que pode também ser posicionada nos pontos A ou C. Sabendo que a potência dissipada no circuito é de 18 W quando a chave está posicionada em B, as potências dissipadas pelo circuito quando a chave é posicionada em A e em C são, respectivamente:

a) 24 W e 36 W.
b) 24 W e 54 W.
c) 36 W e 24 W.
d) 54 W e 24 W.
e) 54 W e 36 W.

Solução

Na posição B a potência dissipada será $$\frac{U^2}{R_{eq}} = \frac{U^2}{2R}$$, pois temos apenas dois resistores em série (a terminação em B leva ao vazio), logo sabemos que $$18 = \frac{144}{2R} \implies 2R = 8 \implies R = 4\rm{\Omega}$$.

Quando na posição A teremos dois resistores em ligação paralela e depois um resistor em série com estes, logo $$R_{eq} = \frac{3}{2}R = 6\rm{\Omega}$$, assim a potência será $$P = \frac{144}{6} = 24\rm{W}$$.

Quando na posição C teremos um resistor em paralelo com dois resistores em série, logo $$R_eq = \frac{2}{3}R = \frac{8}{3}\rm{\Omega}$$ logo $$P = \frac{144}{\frac{8}{3}} = 54\rm{W}$$

Logo alternativa b)

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Gabarito

b)

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Problema 5 *

(OBF 2014 – Fase 1 – Nível 3) A tensão elétrica de uma célula fotovoltaica típica é da ordem de 0,5 V. Considerando que o painel solar P indicado na figura é composto por 36 células, a potência dissipada pelo resistor R1 e o valor indicado pelo amperímetro são aproximadamente iguais a:

(a) 15 W e 1,5 A
(b) 20 W e 0,75 A
(c) 20 W e 2,25 A
(d) 30 W e 0,75 A
(e) 30 W e 1,5 A

Solução

Como o painel possui 36 células e cada uma contribui uma tensão de $$0,5\rm{V}$$, temos essencialmente uma fonte de $$18\rm{V}$$. Como $$R_2$$ e $$R_3$$ estão em paralelo, sabemos que a resistência equivalente depois de $$R_1$$ é $$R_{eq} = \frac{R_3 R_2}{R_3 + R_2} = 2\rm{\Omega}$$ logo a resistência equivalente total do sistema será $R_{tot} = R_1 + R_{eq} = 8\rm{\Omega}$$.

Utilizando que $$U = RI$$, temos que $$18 = 8I \implies I = 2,25\rm{A}$$, logo a potência dissipada por $$R_1$$ é $$R_1I^2 = 30,375\rm{W} \approx 30\rm{W}$$. Além disso, agora sabemos que a ddp do $$R_1$$ será $$R_1I = 13,5\rm{V}$$, logo a ddp do $$R_2$$ deve ser $$18-13,5 = 4,5\rm{V} \implies 4,5 = 3I_2 \implies I_2 = 1,5\rm{A}$$ em que $$I_2$$ é a corrente que passa por $$R_2$$.

Logo, alternativa e)

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Gabarito

e)

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Problema 6 ***

(OBF 2016 – Fase 3 – Nível 3) No circuito ilustrado abaixo, os capacitores 1 e 2 possuem, respectivamente, capacitâncias $$C_1=20,0\rm{μF}$$ e $$C_2=10,0\rm{μF}$$ e fontes de tensão iguais a $$V_0=6,00 \rm{V}$$ (note que tem polarização invertida). Inicialmente fecham-se apenas as chaves $$S_1$$ e $$S_3$$ e espera-se um tempo suficientemente longo para que o sistema atinja o equilíbrio. Depois, em determinado instante, trocam-se simultaneamente as posições das chaves: $$S_1$$ e $$S_3$$ são abertas e $$S_2$$ e $$S_4$$ são fechadas. Esboce em um mesmo gráfico as diferenças de potencial V_{12}=V_1-V_2 e V_{34}=V_3-V_4 em função do tempo para o caso do elemento X ser (a) um resistor de $$R=300\rm{\Omega}$$ e (b) um indutor de $$L=2,40\rm{H}$$.

Solução

Esse problema tem algumas coisas rápidas de se notar, de primeiro temos, olhando a parte do circuito na chave S1, que o capacitor $$C_{1}$$ começará com uma diferença de potencial entre 1 e 2 de 6 volts, devido à bateria, sendo o potencial de 2 maior que o de 1, e analogamente para a chave S3, contudo com o potencial 3 maior que o 4. Então, fechando-se a chave começaremos a ter a troca de carga mediada pela “carga”, no sentido da engenharia elétrica, que pode ser resistiva ou indutiva. Abrindo em casos:

a) Os capacitores trocarão carga até que estejam com o mesmo potencial, o que quer dizer que no final teremos, usando a lei de Kirchhoff:

Obs: Vamos adotar o sinal de “mais” para a carga positiva do capacitor um e o de menos pra positiva do capacitor dois.

$$ \sum V_{i}=0$$

$$\frac{Q_{1}}{C_{1}}-\frac{Q_{2}}{C_{2}}=0$$

$$Q_{1}=-2 Q_{2}$$

E temos também que a soma das cargas dos capacitores se conserva, devido à corrente passando pelos mesmo ser igual:

$$Q_{1}-Q_{2}=cte$$

No começo:

$$Q_{1}=C_{1} V_{o}=120 \mu C$$

$$Q_{2}=60 \mu C$$

$$Q_{2,f}=-20 \mu C$$

$$Q_{1,f}= 40\mu C$$

Num tipo de circuito desse, circuito RC de corrente contínua, o sistema chegará no estado estacionário após um certo tempo, pois genericamente temos, para um circuito com capacitor em série com resistor:

$$\frac{Q}{C}+RI=0$$

Mas podemos relacionar a corrente do sistema com a taxa de variação de carga do capacitor, pois a corrente é a derivada temporal da carga:

$$I=\frac{dQ}{dt}$$

$$\frac{Q}{C}+R \frac{dQ}{dt}$$

$$\frac{dQ}{Q}=\frac{-dt}{RC}$$

E integrando dos dois lados:

$$\int_{Q_{o}}^{Q} \frac{dQ}{Q}=-\frac{1}{RC} \int _{0}^{t} dt$$

Usando:

$$\int_{a}^{b} \frac{dx}{x}=ln(\mid b\mid)-ln(\mid a \mid)$$

$$ln(\frac{Q}{Q_{o}})=\frac{-t}{RC}$$

$$Q(t)=Q_{o} e^{\frac{-t}{RC}}$$

E soluções para esse tipo de problema, tem, em geral, a mesma taxa de decaimento exponencial. No caso por exemplo de nossos capacitores, eles vão começar no gráfico pelo seus respectivos valores inicias, e serão ligado por uma curva de exponencial com expoente negativo com assíntota na sua carga final, que é o que a carga no infinito deve valer e portanto o valor a qual a carga tem de convergir. Vemos que o circuitos terá um tempo característico que terá valor conseguido com uma simples ideia, como os dois capacitores do problema estão em série, eles se comportarão como um capacitor equivalente de capacitância:

$$C_{eq}=\frac{C_{1}C_{2}}{C_{1}+C_{2}}$$

$$C_{eq}=\frac{20}{3} \mu F$$

e assim:

$$\tau=RC=2 ms$$

Podemos dizer, que a carga de um capacitor será genericamente uma combinação de dois termos, um constante representando a condição de que no começo havia uma carga não nula nele, e outro termo que representa um decaimento ou crescimento exponencial que converge para um resultado, isso se deve à solução que nós encontramos para a carga no item anterior, a corrente ou variação de carga “vê” o circuito com essa capacitância equivalente e interage com ele desta forma, veja bem:

$$Q(t)=A+B e^{\frac{-t}{RC}}$$

Sendo A e B constantes genéricas que dependem das condições inicias e finais do problema, por exemplo, podemos usar essa equação geral pra Q para encontrar a equação de carga do capacitor 1:

$$Q_{1}(\infty)=40=A+B \cdot 0$$

$$A=40 \mu C$$

$$Q_{1}(0)=120=40+B \cdot 1$$

$$B=80 \mu C$$

$$Q_{1}(t)=40+ 80e^{\frac{-t}{2}}$$

Sendo t medido em $$ms$$ e a carga medida $$\mu C$$. E usando as equações análogas pra $$Q_{2}$$:

$$Q_{2}(t)=-20+80 e^{\frac{-t}{2}}$$

E usando a equação $$V=\frac{Q}{C}$$

$$V_{1}(t)=2+4 e^{\frac{-t}{2}}$$

$$V_{2}(t)=-2+8 e^{\frac{-t}{2}}$$

Por efeito de sinal, deixemos as equações na notação da prova, no capacitor 1 devemos ter a diferença de potencial entre a placa 1 e a 2, sendo 1 em geral a de menor potencial,e no começo a placa 3 do capacitor 2 é maior do que a da placa 4, logo:

$$V_{1,2}(t)=-2-4 e^{\frac{-t}{2}}$$

$$V_{3,4}(t)=-2+8 e^{\frac{-t}{2}}$$

Ou seja, temos as equações que descrevem nossas voltagens, o gráfico pode ser feito marcando o primeiro ponto e traçando a assíntota da voltagem no infinito, e uma exponencial que converge do primeiro ponto até ela no infinito.

b) Nesse caso nós não teremos uma convergência para uma certa configuração como no sistema anterior, em que há uma dissipação de energia acompanhada de uma falta de periodicidade no sistema. Quando se temos capacitores acoplados a indutores, eles, em geral, tendem a gerar uma função harmônica para tensão e demais propriedades do circuito. Existe um análogo mecânico entre circuitos e sistemas mecânicos, um belo exemplo disso é o circuito $$LC$$, o de capacitores e indutores, e seu análogo mecânico é o oscilador massa-mola, que gera uma função harmônica para posição, velocidade e aceleração, já o circuito gerando funções harmônicas para carga, corrente e derivada temporal de corrente.

Obs: Para dar uma explicação mais genérica do fenômeno podemos citar os análogos mecânicos num caso mais geral, um belo exemplo é o circuito do caso “a”, temos um resistor e um capacitor, e as propriedades em geral tendendo exponencialmente para um estado de equilíbrio, e isso é análogo a uma partícula se movendo num líquido viscoso, tal que a força de arrasto na mesma é proporcional à sua velocidade. E para um caso mais geral, podemos citar o circuito, por exemplo em série, de um resistor, um capacitor e um indutor, que é análogo a uma partícula presa a uma mola, ocorrendo o movimento do corpo no líquido viscoso citado anteriormente, e o comportamento do sistema pode ser estudado em casos:

-Oscilação Subamortecida: A partícula executará um movimento periódico, contudo, com a amplitude decrescendo exponencialmente ao longo do tempo

-Oscilação Criticamente Amortecida:A partícula exerce um movimento, e para em sua posição de equilíbrio.

-Oscilação Superamortecido:A partícula exerce o movimento e o cessa efetivamente antes de chegar na posição de equilíbrio.

Seguiremos com a mesma abordagem do item anterior, no sentido em que resolveremos o problema a partir da equação gerada pela lei de Kirchhoff, transformando novamente os capacitores num só capacitor equivalente:

$$\sum V_{i}=0$$

$$\frac{Q}{C}+L\frac{dI}{dt}=0$$

$$\frac{d^2 Q}{dt^2}+\frac{1}{LC} Q=0$$

Que é uma equação harmônica, equação de MHS, para a função $$Q(t)$$, então devemos ter em geral que:

$$Q(t)=A sen(\omega t)+B cos(\omega t)$$

sendo $$\omega=\sqrt{\frac{1}{LC}}$$

$$\omega=\frac{1}{4 \cdot 10^{-3}}=250 \frac{rad}{s}$$

Devemos então ter que a solução para uma carga $$Q_{1}$$ ou $$Q_{2}$$ deve ser analogamente escrita como uma constante mais o termo solução do sistema, que vem da solução do MHS.

$$Q_{1}(t)=A+B cos(250 t)+C sen(250 t)$$

Com t sendo medido em segundos, e sendo A, B, C constantes genéricas. Sabemos que no começo a corrente no sistema é zero, pois a corrente era zero antes da chave ser fechada e deve continuar instantaneamente pois o indutor impede descontinuidades de corrente, sendo a corrente a derivada temporal da carga, temos que:

$$I(t)=250 C cos(250)t -250 B sen(250 t)$$

Usando $$I(0)=0=250 C$$

$$C=0$$

E isso vale para os dois capacitores, logo:

$$Q(t)=A+B cos(250 t)$$

Para as duas cargas. No começo, pegando a corrente no sentido horário, vemos que há um ganho de potencial de 12 V percorrendo e consequentemente uma perda de potencial de 12 V no indutor. Logo, usando que:

$$I=-\frac{dQ_{1}}{dt}=-\frac{dQ_{2}}{dt}$$

Logo:

$$L\frac{dI}{dt}=+12 V$$

$$2,4 (250)^2 B=12$$

$$B=80 \cdot 10^{-6} C$$

$$B=80 \mu C$$

Usando a condição de que a carga no começo foi a achada em cima:

$$Q_{1}(t)=40+80 cos(250 t)$$

$$Q_{2}(t)=-20+80 cos(250 t)$$

Onde as cargas são medidas em $$\mu C$$. Ou seja:

$$V_{1,2}(t)=-\frac{Q_{1}}{C_{1}}=-2-4 cos(250 t)$$

$$V_{3,4}=-2+8 cos(250 t)$$

Que resulta em um gráfico de função cosseno com o centro em $$(-2)$$ nas duas voltagens, sendo a segunda voltagem a de maior amplitude.

$$Q_1(t)$$

 

$$Q_2(t)$$

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Gabarito

a)

$$V_{1,2}(t)=-2-4 e^{\frac{-t}{2}}$$

$$V_{3,4}(t)=-2+8 e^{\frac{-t}{2}}$$

Temos as equações que descrevem nossas voltagens, o gráfico pode ser feito marcando o primeiro ponto e traçando a assíntota da voltagem no infinito, e uma exponencial que converge do primeiro ponto até ela no infinito.

b)

$$V_{1,2}(t)=-\frac{Q_{1}}{C_{1}}=-2-4 cos(250 t)$$

$$V_{3,4}=-2+8 cos(250 t)$$

Que resulta em um gráfico de função cosseno com o centro em $$(-2)$$ nas duas voltagens, sendo a segunda voltagem a de maior amplitude.

$$Q_1(t)$$

 

$$Q_2(t)$$

 

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Problema 7 *

(OBF 2016 – Fase 1 – Nível 3) Considere a configuração de resistores da figura abaixo, montados num circuito simples. Determine a corrente elétrica contínua que passa sobre o resistor 3,0Ω, considerando todos os seus componentes como ideais.

a) $$1,0$$ A
b) $$1,5$$ A
c) $$3,0$$ A
d) $$0,5$$ A
e) $$2,0$$ A

Solução

Dizendo que a corrente que corre na malha da esquerda é $$I_1$$ e a na direita é $$I_2$$ e usando a técnica das malhas, obtemos o seguinte sistema:

$$10 = 2I_1 + 3(I_1 + I_2) + 13$$

$$3,5 = 4I_2 + 14 + 3(I_1+I_2) + 13 + I_2$$

Logo $$I_1 = \frac{3}{2}$$ e $$I_2 = -\frac{7}{2}$$. Assim a corrente que passa é $$I_1 + I_2 = -2\rm{A}$$. Como queremos saber o módulo, a alternativa certa é E.

Alternativa E

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Gabarito

E)

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Problema 8 ***

(OBF 2017 – Fase 3 – Nível 3) Em um laboratório é necessário aquecer uma amostra de gás a uma taxa constante de $$P_0 = 20,0$$ W. Com este objetivo foi construído o circuito ilustrado abaixo onde $$V_0 = 6,0$$ V e as resistências $$R$$ e $$r$$ devem ser convenientemente escolhidas. A resistência $$r$$ está inserida dentro do compartimento do gás com o objetivo de aquecê-lo, logo estará sujeita a grandes variações de temperatura. Na figura, a linha pontilhada, representa o subsistema no qual r está inserida. O objetivo do circuito elétrico é fazer com que a potência $$P$$ dissipada no resistor $$r$$, $$P$$(r, R), varie o menos possível apesar da inevitável variação de r com a temperatura do gás. Isto pode ser alcançado se, para um dado $$R$$, $$r$$ for escolhido como um máximo de $$P$$(r, R). Determine (a) $$P$$(r, R), (b) a relação entre $$r$$ e $$R$$ que maximiza $$P$$(r, R) e (c) os valores de $$R$$ e $$r$$ que devem ser utilizados para que $$P = P_0$$.

Solução

a) O circuito da questão está ilustrado abaixo.

Para encontrar a potência dissipada no resistor $$r$$ da direita, podemos utitilizar a expressão para a potência dissipada de um resistor:

$$P_{ot}=Ri^2$$

Porém, é possível utilizar a lei de Ohm $$V=Ri$$ para modificar essa expressão e torná-la um pouco mais conveniente:

$$ i=\dfrac{V}{R} $$

$$P_{ot}=\dfrac{V^2}{R} $$

Agora, usando a lei de Kirchhoff:

$$ V_0=R_{eq} i $$

Em que $$ R_{eq}$$ é a resistência equivalente do circuito. Podemos calculá-la utilizando as regras de resistores em série e paralelo:

$$ R_{eq}=R+\dfrac{Rr}{R+r} $$

$$R_{eq} = \dfrac{R(2r+R)}{(R+r)}$$

Aplicando esse resultado na lei de Kirchhoff:

$$i=\dfrac{V_0(R+r)}{R(2r+R)}$$

Muito cuidado agora! Lembre-se que $$ i $$ é a corrente que passa pela bateria, e não pelo resistor $$ r$$. Porém, note que é possível encontrar a diferença de potencial $$V_{AB}$$ ilustrada na figura abaixo:

 

Seguindo o loop indicado pelas setas, temos:

$$ V_{AB} = V_0 – Ri $$

$$ V_{AB} = \dfrac{V_0r}{2r+R} $$

Logo, a potência pode ser encontrada com a expressão que deduzimos no começo da solução:

$$P_{ot}=\dfrac{V_{AB}^2}{R} $$

$$\boxed{P(r,R)=\dfrac{V_{o}^2 r}{4\left( r+\dfrac{R}{2} \right)^2}}$$

b) Podemos escrever a potência dissipada como:

$$P=\dfrac{V_{o}^2}{4\left( \sqrt{r}+\dfrac{R}{2\sqrt{r}} \right) ^2}$$

A potência será máxima quando o denominador for mínimo. O denominador pode ter seu mínimo encontrado facilmente se aplicado nele a desigualdade das médias, isto é:

$$\dfrac{\sqrt{r}+\dfrac{R}{2\sqrt{r}}}{2} \geq \sqrt{\dfrac{R}{2}}$$

Quando os dois lados da desigualdade forem iguais, o lado esquerdo será mínimo. Logo:

$$\dfrac{\sqrt{r}}{2} + \dfrac{R}{4\sqrt{r}} = \dfrac{\sqrt{2R}}{2}$$

$$ r+\dfrac{R}{2}=\sqrt{2Rr} $$

Elevando ao quadrado:

$$ r^2+Rr +\dfrac{R^2}{4} =2Rr $$

$$ \dfrac{R^2}{4} – Rr+r^2=0$$

Resolvendo a equação, obtemos:

$$\boxed{r=\dfrac{R}{2}}$$

c) Utilizando o resultado encontrado no item b) na resposta de a):

$$P_{max}=\dfrac{V_{o}^2}{8R}$$

Fazendo $$P=P_0$$, temos:

$$\boxed{R = 0,225 \,\Omega \approx 0,23 \Omega}$$

$$\boxed{r=0,1125\, \Omega \approx 0,11 \Omega}$$

 

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Gabarito

a)

$$\boxed{P(r,R)=\dfrac{V_{o}^2 r}{4\left( r+\dfrac{R}{2} \right)^2}}$$

b)

$$\boxed{r=\dfrac{R}{2}}$$

c)

$$\boxed{R = 0,225 \Omega \approx 0,23 \Omega}$$

$$\boxed{r=0,1125 \Omega \approx 0,11 \Omega}$$

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Problema 9 **

(OBF 2017 – Fase 2 – Nível 3) O circuito abaixo contém resistores, geradores, receptores e um capacitor que interliga as malhas formadas. Cada malha encontra-se aterrada justamente para que o potencial elétrico no ponto de aterramento seja nulo, conforme convenção adotada como referência. Nesta situação determine a energia armazenada no capacitor

Solução

Nós temos algumas propriedades rápidas de se analisar, como por exemplo que nós temos que no estado final (estacionário) não vai passar corrente no capacitor, portanto a corrente no resistor de $$2 \Omega$$ é a mesma que passa na resistência de $$8 \Omega$$, na fonte de $$ 10 V$$, portanto o mesmo na fonte de $$20 V$$, daí a corrente que circula nessa malha é a mesma e podemos usar lei das malhas, mesmo não sendo necessário, porque a parte mais importante de se notar e a única relevante é que o potencial acima da fonte de $$10 V$$ é $$10 V$$, devido a fonte de $$20 V$$ em série com a de $$10 V$$ na direção contrária, somando 10.

$$V_{A}=10V$$

O análogo acontece na malha da direita, a corrente é a mesma na malha, aplicando lei das malhas, supondo que passa uma corrente $$I$$ no sentido horário:

$$15-5=2I+3I$$

$$I=2A$$

Daí, sendo o potencial no terra zero, e tendo uma queda de potência de $$2I$$ no resistor de $$2 \Omega$$, logo o potencial de B é:

$$0-V_{b}=2*I=4V$$

$$V_{b}=-4V$$

Portanto, a queda de potencial é:

$$\Delta V=V=14 V$$

E aplicando a energia do capacitor a isso, temos que a energia armazenada é:

$$U=\frac{CV^{2}}{2}=\frac{2*10^{-6} 196}{2}$$

$$U=1.96*10^{-4} J$$

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Gabarito

$$U=1.96*10^{-4}J \approx 2*10^{-4} J$$

Sendo a última aproximação necessária para o resultado ficar com 1 algarismo significativo.

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Problema 10 *

(OBF 2018 – Fase 1 – Nível 3) O circuito mostrado a seguir foi montado no laboratório de física por um aluno, durante os seus estudos sobre circuito simples. Antes de utilizar o multímetro para verificação da corrente elétrica em cada resistor do circuito, ele usou as leis de Kirchhoff (1824 1887) para acertadamente verificar que a intensidade da corrente elétrica no resistor de 2,0 vale, aproximadamente:

OBF1833

a) 1,80 A

b) 1,63 A

c) 2,54 A

d) 2,70 A

e) 0,90 A

Solução

Utilizando Lei das Malhas na malha superior e inferior, e assumindo que a corrente no resistor de 2$$\Omega$$ é da esquerda para a direita, e a corrente no resistor de 4$$\Omega$$ é $$I_1$$ e no resistor de 6$$\Omega$$ é $$I_2$$:

$$12-4I_1-2I=0$$ e $$8-6I_2+2I=0$$

$$I_2+I=I_1$$

Somando as duas primeiras equações, temos que:

$$20=4I_1+6I_2 \rightarrow 10=2I_1+3I_2$$

$$10=2I_2 +3I_2 +2I$$

$$10=5I_2+2I$$

Unindo à segunda equação:

$$I_2=\frac{18}{11} \rm{A}$$ e $$I_1=\frac{28}{11} \rm{A}$$

Logo:

$$I=\frac{10}{11}=0,90 \rm{A}$$

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Gabarito

Item E

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Problema 11 *

(OBF 2019 – Fase 1 – Nível 3) O circuito elétrico esquematizado abaixo foi proposto durante um experimento realizado no laboratório pelo professor, com o objetivo de reforçar alguns conceitos da eletrodinâmica. Os amperímetros ideais são colocados em série com os resistores. No primeiro resistor ($$R_{1} = 4,0$$ $$\Omega$$), ele indica $$10,0$$ $$A$$ de corrente, enquanto no segundo resistor ($$R$$) a corrente medida vale $$6,0$$ $$A$$. Para essa situação, deseja-se saber os valores da corrente no resistor de $$2,0$$ $$\Omega$$, o valor da resistência ($$R$$) e o valor da força contra-eletromotriz ($$\epsilon$$), considerando todo o circuito como ideal.


a) $$4,0$$ $$A$$, $$10,0$$ $$\Omega$$ e $$52,0$$ $$volts$$;
b) $$4,0$$ $$A$$, $$15,0$$ $$\Omega$$ e $$42,0$$ $$volts$$;
c) $$2,0$$ $$A$$, $$5,0$$ $$\Omega$$ e $$26,0$$ $$volts$$;
d) $$2,0$$ $$A$$, $$10,0$$ $$\Omega$$ e $$26,0$$ $$volts$$;
e) $$8,0$$ $$A$$, $$10,0$$ $$\Omega$$ e $$100,0$$ $$volts$$;

Solução

Para encontrar a corrente passando pelo resistor de $$2$$ $$\Omega$$, podemos usar a lei dos nós:

$$10$$ $$A$$ $$= I+6$$ $$A$$

$$I=4$$ $$A$$

Para encontrar a resistência $$R$$, podemos escrever que a soma das diferenças de potenciais na malha da esquerda é zero:

$$100$$ $$V$$ $$-4$$ $$\Omega . 10$$ $$A -6$$ $$A.R = 0$$

$$R=10$$ $$\Omega$$

Agora, para encontrarmos $$\varepsilon$$, devemos escrever que a soma das diferenças de potenciais na malha grande é zero:

$$100$$ $$V$$ $$-4$$ $$\Omega . 10$$ $$A -\varepsilon-2$$ $$\Omega.4$$ $$A = 0$$

$$\varepsilon=52$$ $$V$$

Logo, o item correto é o item A.

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Gabarito

Item A

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Problema 12 **

(OBF 2021 – Fase 2/3 – Nível 3) Na bancada de um laboratório didático de física está montado um circuito de corrente contínua com quatro resistores e duas baterias ideais de tensões V1 = 12,00 V e V2 = 6,0 V, conforme o diagrama representado abaixo. Determine o valor da corrente i, em A, medida no amperímetro A conectado no fio inferior. Adote a convenção na qual i > 0 indica corrente movendo-se para a direita.

Solução

Inicialmente, vamos dividir as correntes através dos fios do circuito.

De acordo com o enunciado, tomemos o sentido da corrente no amperímetro ($$I_A$$) como positiva para a direita.

I) Aplicando a lei dos nós:

  i) Nó M:

$$I_3=I_1+I_A$$  (EQ 01)

  ii) Nó O:

$$I_2=I_4+I_A$$  (EQ 02)

II) Aplicando a lei das malhas ao redor do circuito

i) Caminho MNM:

$$V_M+V_1-5I_1-15I_3=V_M$$

$$5I_1+15I_3=12$$  (EQ 03)

  ii) Caminho ONO:

$$V_O+V_2-10I_2-20I_4=V_O$$

$$5I_2+10I_4=3$$  (EQ 04)

  iii) Caminho ONM:

$$V_N-15I_3+20I_4=V_N$$

$$3I_3=4I_4$$  (EQ 05)

Juntando as equações de 01 a 05:

$$\begin{cases} I_3=I_1+I_A\\ I_2=I_4+I_A \\ 5I_1+15I_3=12\\5I_2+10I_4=3\\ 3I_3=4I_4\end{cases}$$

A partir dessa parte a física “acabou”, agora é só matemática. Basta resolver o sistema.

De EQ 01 e EQ 03:

$$5I_1+15(I_1+I_A)=12$$
$$20I_1+15I_A=12$$  (I)

De EQ 02 e EQ 04:

$$5(I_4+I_A)+10I_4=3$$

$$15I_4+5I_A=3$$  (II)

De EQ 01 e EQ 05:

$$3(I_1+I_A)=4I_4$$

$$I_4=\dfrac{3(I_1+I_A)}{4}$$  (III)

De III II:

$$15\cdot \dfrac{3(I_1+I_A)}{4}+5I_A=3$$

$$45I_1+65I_A=12$$  (IV)

Reorganizando o sistema com IV:

$$\begin{cases} 45I_1+65I_A=12\\ 20I_1+15I_A=12 \end{cases}$$

Multiplicando a primeira equação por 20, a segunda por 45 e as subtraindo:

$$20(45I_1+65I_A)-45(20I_1+15I_A)=20\cdot 12-45\cdot 12$$

$$625I_A=-300$$

$$\boxed{I_A=-\dfrac{12}{25}\,A=-0,48\,A}$$

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Gabarito

$$I_A=-\dfrac{12}{25}\,A=-0,48\,A$$

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Problema 13 *

(OBF 2022 – Fase 1 – Nível 3) Necessitando de uma resistência quadrada, um técnico em eletrônica adquire três resistências em forma de fita utilizadas em máquinas seladoras de embalagens (figura abaixo à
esquerda). Ele corta as fitas e as emenda formando os quadrados (figuras resistor 1 e resistor 2).
Para fazer o resistor 1, ele corta a fita em quatro segmentos retangulares idênticos, de comprimento L, e os emenda de forma a obter a peça quadrada. Note que as emendas são feitas sobrepondo-se os segmentos de fita.
Para montar o resistor 2, ele corta a fita em quatro segmentos trapezoidais idênticos, com lado maior de comprimento L, e os emenda nas laterais para formar a peça quadrada. Note que não há sobreposição entre os segmentos de fita.
Depois de obter as peças quadradas, ele as corta para instalar os terminais (em amarelo nas figuras resistor 1 e 2)

Considere que as resistências elétricas produzidas pelos contatos e emendas sejam desprezíveis. Sejam $$R_1$$ e $$R_2$$, respectivamente, as resistências dos resistores e $$P_1$$ e $$P_2$$ as potências dissipadas neles quando ligados à mesma tensão, podemos dizer que:

(a) $$R_1 = R_2$$ e $$P_1 = P_2$$
(b) $$R_1 > R_2$$ e $$P_1 > P_2$$
(c) $$R_1 < R_2$$ e $$P_1 > P_2$$
(d) $$R_1 > R_2$$ e $$P_1 < P_2$$
(e) $$R_1 < R_2$$ e $$P_1 < P_2$$

Solução

Inicialmente, precisamos perceber que a única coisa que irá alterar a resistência são as bordas. Na primeira configuração teremos dois pedaços triangulares em série, e na segunda configuração teremos dois pedaços quadrados em paralelo.

Portanto, basta calcular a relação entre as resistências nas pontas para saber qual resistência será maior.

Como a fita é homogênea, a densidade superficial de resistência (resistência / área) será constante. Seja $$\sigma$$ a densidade superficial de resistência.

A área de cada um dos triângulos é:

$$A_t=\dfrac{l\cdot l}{2}=\dfrac{l^2}{2}$$

Logo, a resistência de cada triângulo é:

$$\boxed{R_t=\dfrac{\sigma l^2}{2}}$$

A área de cada um dos quadrados é:

$$A_q=l\cdot l=l^2$$

Logo, a resistência de cada quadrado é:

$$\boxed{R_q=\sigma l^2}$$

Os triângulos estão em série, logo a resistência será a soma de cada triângulo.

$$R_2=R_t+R_t=\sigma l^2$$

Os quadrados estão em paralelo, logo a resistência $$R_1$$ será dada por:

$$\dfrac{1}{R_1}=\dfrac{1}{R_q}+\dfrac{1}{R_q}=\dfrac{2}{\sigma l^2}$$

$$R_1=\dfrac{\sigma l^2}{2}$$

Portanto:

$$\boxed{R_1<R_2}$$

Pela fórmula da potência para um resistor, temos:

$$P=\dfrac{U^2}{R}$$

Vemos pela fórmula que conforme a resistência aumenta a potência diminui (para uma ddp constante). Consequentemente:

$$\boxed{P_1>P_2}$$

Item (c)

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Gabarito

Item (c)

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Problema 14 *

(OBF 2024 – Fase 1 – Nível 3) Os três resistores, A, B e C, do circuito mostrado na figura possuem a mesma resistência. Sejam $$P_A$$ e $$P_B$$, respectivamente, as potências dissipadas nos resistores A e B. Ao fechar a chave S, é correto afirmar que:

(a) $$P_A$$ diminui, $$P_B$$diminui.

(b) $$P_A$$ aumenta, $$P_B$$aumenta.

(c) $$P_A$$ aumenta, $$P_B$$diminui e $$P_A + P_B$$diminui.

(d) $$P_A$$ aumenta, $$P_B$$diminui e $$P_A + P_B$$aumenta.

(e) $$P_A$$ diminui, $$P_B$$aumenta e $$P_A + P_B$$permanece constante

Solução

Enquanto a chave estiver aberta, há apenas os resistores A e B em série, o que implica em $$R_{req.}$$ igual a soma das resistências igual a $$2R$$. Portanto, para encontrar a corrente passando pelo sistema inicialmente:

$$U=RI \implies V=R_{req.}I_i\implies I_i=\frac{V}{2R}$$

Utilizando que $$P_{k}=R_kI^2$$ é a potência dissipada no resistor $$R_k$$:

$$P_{Ai}=P_{Bi}=\frac{V^2}{4R}=0.25\frac{V^2}{R}$$

Fechando S, C e B estarão em paralelo, que pode também ser substituído por um resistor equivalente de $$R/2$$ ($$\frac{R\cdot R}{R+R}=\frac{R}{2}$$). Somando com o resistor A restante, ficamos com:

$$R`_{req.}=R+\frac{R}{2}=\frac{3R}{2}$$

Basta encontrar a corrente total do circuito:

$$V=\left( \frac{3R}{2}\right)\cdot I_f\implies I_f=\frac{2V}{3R}$$

Para acharmos as novas potências dissipadas, podemos notar por simetria que a corrente que agora passa por B (e por C) é $$I_f/2$$. Sendo assim:

$$P_{Af}=RI^2_f=\frac{4V^2}{9R}=0,444…\frac{V^2}{R}$$

$$P_{Bf}=R\cdot \left( \frac{I_f}{2}\right)^2=\frac{V^2}{9R}=0,111…\frac{V^2}{R}$$

Conclui-se assim que $$P_A$$ aumenta ($0,444… > 0,25$), $$P_B$$ diminui ($0,111… < 0,25$))e $$P_A$$ + $$P_B$$ aumenta ($$0,555… > 0,5$$).

Portanto, item d)

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Gabarito

Item d)

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Problema 15 *

Solução

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Gabarito

 

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