Escrito por Wanderson Faustino Patricio
Questão 1
Dinâmica na relatividade restrita
Sabemos que um fóton possui massa de repouso nula.
Pela relação entre energia e momento temos:
$$E^2=p^2c^2+m_0^2c^4$$
$$E^2=p^2c^2+0^2c^4$$
Portanto, o momento linear do fóton é:
$$p=\dfrac{E}{c}$$
Suponha que após a colisão o fóton tenha energia $$E’$$. Sabemos que o movimento do fóton após a colisão será para trás.
Conservando o momento linear:
$$\dfrac{E}{c}=-\dfrac{E’}{c}+mv$$
Conservando a energia:
$$E=E’+\dfrac{mv^2}{2}$$
$$E=(mvc-E)+\dfrac{mv^2}{2}$$
$$mv^2+2mc\cdot v-4E=0$$
Resolvendo a equação do segundo grau em $$v$$:
$$v=\sqrt{c^2+\dfrac{4E}{m}}-c$$
Conserevando a energia no espelho após a colisão:
$$\dfrac{mv^2}{2}=mgh$$
$$h=\dfrac{v^2}{2g}$$
$$\rightarrow \boxed{h=\dfrac{\left(\sqrt{c^2+\dfrac{4E}{m}}-c\right)^2}{2g}}$$
Convertendo a energia do fóton:
$$E=5 eV=5\cdot 1,6\cdot 10^{-19} J$$
$$E=8\cdot 10^{-19} J$$
Portanto a razão $$\dfrac{4E}{m}$$ será muito menor que $$c^2$$.
Organizando a equação da altura:
$$h=\dfrac{c^2}{2g}\left(\sqrt{1+\dfrac{4E}{mc^2}}-1\right)^2$$
A razão $$\dfrac{4E}{mc^2}$$ será:
$$\dfrac{4E}{mc^2}=\dfrac{4\cdot 8\cdot 10^{-19}}{2\cdot 9\cdot 10^{16}}\approx 1,78\cdot 10^{-35}$$
Como esse número é muito menor do que $$1$$, podemos utilizar a aproximação binomial na raíz:
$$\sqrt{1+\dfrac{4E}{mc^2}}\approx 1+\dfrac{1}{2}\dfrac{4E}{mc^2}=1+\dfrac{2E}{mc^2}$$
Logo:
$$h=\dfrac{c^2}{2g}\left(1+\dfrac{2E}{mc^2}-1\right)^2$$
$$\boxed{h=\dfrac{2E^2}{m^2gc^2}}$$
$$\rightarrow \boxed{h=\dfrac{32}{9}\cdot 10^{-55} m}$$
$$\boxed{h=\dfrac{32}{9}\cdot 10^{-55} m}$$
Questão 2
Termodinâmica
a) Inicialmente, vamos definir a relação entre os volumes como:
$$\dfrac{V_2}{V_1}=\alpha=8$$
Vamos trabalhar com cada caminho separadamente:
$$I)$$ Trajeto A-B:
Como o caminho é adiabático:
$$P_AV_2^{\gamma}=P_BV_1^{\gamma}$$
$$P_B=P_A\cdot \alpha^{\gamma}$$
Pela lei de Clayperon:
$$\dfrac{P_AV_2}{T_A}=\dfrac{P_BV_1}{T_B}$$
$$T_B=T_A\cdot \alpha^{\gamma-1}$$
$$II)$$ Trajeto C-D:
Caminho adiabático:
$$P_CV_1^{\gamma}=P_DV_2^{\gamma}$$
$$P_C=P_D\cdot \alpha^{\gamma}$$
Pela lei de Clayperon:
$$\dfrac{P_CV_1}{T_C}=\dfrac{P_DV_2}{T_D}$$
$$T_C=T_D\cdot \alpha^{\gamma-1}$$
Como os trajetos A-B e C-D são adiabáticos, não haverá troca de calor nesse trecho. Como os trajetos B-C e A-D são isocóricos, os calores trocados nesses são iguais as variações de energia interna.
Sendo $$C_v$$ a capacidade calorífica molar a volume constante:
$$\Delta U=nC_v\Delta T=Q$$
$$III)$$ Trajeto B-C:
$$Q_{BC}=nC_V(T_C-T_B)$$
$$Q_{BC}=nC_v(T_D\cdot \alpha^{\gamma-1}-T_A\cdot \alpha^{\gamma-1}$$
$$Q_{BC}=nC_v(T_D-T_A)\alpha^{\gamma -1}>0$$
$$IV)$$ Trajeto D-A:
$$Q_{DA}=nC_v(T_A-T_D)<0$$
A eficiência do ciclo, portanto, será:
$$\eta=1-\dfrac{\left|Q_{DA}\right|}{\left|Q_{BC}\right|}$$
$$\eta=1-\dfrac{nC_v(T_D-T_A)}{nC_v(T_D-T_A)\alpha^{\gamma -1}}$$
$$\rightarrow \boxed{\eta=1-\dfrac{1}{\alpha^{\gamma-1}}}$$
Aplicando os valores:
$$\eta=1-\dfrac{1}{8^{\frac{5}{3}-1}}$$
$$\rightarrow \boxed{\eta=\dfrac{3}{4}=75\%}$$
b) Como a eficiência é dada por:
$$ \eta=1-\dfrac{1}{\alpha^{\gamma-1}}$$
Para um $$\alpha$$ constante, se o coeficiente adiabático aumenta a eficiência aumenta também.
Para que as eficiências sejam as mesmas:
$$\eta=1-\dfrac{1}{\alpha_1^{\frac{5}{3}-1}}=\eta_2=1-\dfrac{1}{\alpha_2^{\frac{7}{5}-1}}$$
$$(8)^{\frac{2}{3}}=\alpha_2^{\frac{2}{5}}$$
$$\alpha_2=\dfrac{V_2}{V_1}=32$$
$$\rightarrow \boxed{\dfrac{V_1}{V_2}=\dfrac{1}{32}}$$
a) $$\boxed{\eta=\dfrac{3}{4}=75\%}$$
b) $$\boxed{\dfrac{V_1}{V_2}=\dfrac{1}{32}}$$
Questão 3
Eletrodinâmica
a) Inicialmente, há algumas coisas a se considerar.
Um circuito infinito é algo totalmente teórico. Como o infinito é um comportamento e não um número, não há como analisar as células por completo.
Para se calcular a resistência equivalente, devemos considerar que infinito menos um é igual a infinito, ou seja, se retirarmos uma célula do nosso circuito, a resistência equivalente se mantém inalterada.
Dadas essas considerações, vamos a resolução do nosso problema.
Inicialmente, vamos organizar um pouco as resistências das células:
Perceba que, nos pontos A-C-E e nos pontos B-D-E há uma configuração de resistores em delta. Vamos mudar essa configuração para uma configuração em estrela.
Caso você não conheça a substituição Delta-Estrela, essa ideia já foi utilizada na resolução dos problemas da semana na semana 130 (Semana 130), utilizaremos o resultado pronto nessa resolução:
$$r_3=\dfrac{R_1R_2}{R_1+R_2+R_3}$$; $$r_2=\dfrac{R_1R_3}{R_1+R_2+R_3}$$; $$r_1=\dfrac{R_3R_2}{R_1+R_2+R_3}$$
Para o nosso problema: $$R_1=R_2=R$$ e $$R_3=\dfrac{2R}{3}$$.
Portanto:
$$r_2=r_1=\dfrac{R}{4}$$ e $$r_3=\dfrac{3R}{8}$$
Como o circuito é simétrico, o mesmo acontece nos pontos B-D-E.
Sendo a resistência equivalente no circuito $$X$$:
A resistência equivalente do circuito será uma resistência $$X$$ em série com duas resistências $$\dfrac{R}{4}$$, em paralelo com duas resistências $$\dfrac{3R}{8}$$ em série, e finalmente em série com duas resistências $$\dfrac{R}{4}$$.
A resitência na parte em paralelo do sistema é dada por:
$$\dfrac{1}{r}=\dfrac{1}{\dfrac{3R}{8}+\dfrac{3R}{8}}+\dfrac{1}{\dfrac{R}{4}+\dfrac{R}{4}+X}$$
$$r=\dfrac{\left(X+\dfrac{R}{2}\right)\dfrac{3R}{4}}{X+\dfrac{5R}{4}}$$
A resistência equivalente do circuito será:
$$R_{eq}=\dfrac{R}{4}+\dfrac{R}{4}+r$$
$$R_{eq}=\dfrac{R}{2}+\dfrac{\left(X+\dfrac{R}{2}\right)\dfrac{3R}{4}}{X+\dfrac{5R}{4}}$$
Porém, a resistência do circuito é X:
$$X=\dfrac{R}{2}+\dfrac{\left(X+\dfrac{R}{2}\right)\dfrac{3R}{4}}{X+\dfrac{5R}{4}}$$
$$\left(X-\dfrac{R}{2}\right)\cdot\left(X+\dfrac{5R}{4}\right)=\dfrac{3R}{4}\cdot \left(X+\dfrac{R}{2}\right)$$
Resolvendo a equação chegamos a:
$$\rightarrow \boxed{X=R=3\Omega}$$
b) Como o circuito é infinito, a resitência para cada célula é $$R$$.
Se na célula $$n-1$$, a ddp no capacitor é $$U_{n-1}$$, entrará uma corrente total no restante do circuito dado por:
$$I=\dfrac{U_{n-1}}{R}$$
Voltando para o resultado do item a), a resistência da parte em paralelo é:
$$r=\dfrac{\left(X+\dfrac{R}{2}\right)\dfrac{3R}{4}}{X+\dfrac{5R}{4}}=\dfrac{3R}{2}$$
Reorganizando o circuito:
Aplicando a lei das malhas:
$$-\dfrac{3R}{2}i’+\dfrac{3R}{4}(i-i’)=0$$
$$i’=\dfrac{i}{3}=\dfrac{1}{3}\dfrac{U_{n-1}}{R}$$
A ddp no capacitor $$n$$ será:
$$U_n=Xi’=R\cdot \dfrac{1}{3}\dfrac{U_{n-1}}{R}$$
$$U_n=\dfrac{U_{n-1}}{3}$$
Como a ddp em um capacitor é $$U=\dfrac{Q}{C}$$:
$$\dfrac{Q_n}{C}=\dfrac{1}{3}\dfrac{Q_{n-1}}{C}$$
$$\rightarrow \boxed{\dfrac{Q_n}{Q_{n-1}}=\dfrac{1}{3}}$$
c) Como a razão entre as cargas é constante, elas estão em progressão geométrica.
Considerando que a ddp inicial é um capacitor de carga $$Q_0=UC$$, a carga nos outros capacitores é:
$$Q_n=Q_0\left(\dfrac{1}{3}\right)^n$$
$$Q_n=UC\left(\dfrac{1}{3}\right)^n$$
A energia no capacitor $$n$$ é:
$$E_n=\dfrac{Q_n^2}{2C}$$
$$E_n=\dfrac{1}{2C}\left(UC\left(\dfrac{1}{3}\right)^n\right)^2$$
$$E_n=\dfrac{CU^2}{2}\left(\dfrac{1}{9}\right)^n$$
A energia total é a soma das energias:
$$E=\displaystyle \sum_{n=1}^{\infty}E_n$$
$$E=\displaystyle \sum_{n=1}^{\infty}\left(\dfrac{CU^2}{2}\left(\dfrac{1}{9}\right)^n\right)$$
$$E=\dfrac{CU^2}{2}\displaystyle \sum_{n=1}^{\infty}\left(\dfrac{1}{9}\right)^n$$
$$E=\dfrac{CU^2}{2}\left(\dfrac{\dfrac{1}{9}}{1-\dfrac{1}{9}}\right)$$
$$\rightarrow \boxed{E=\dfrac{CU^2}{16}=4J}$$
a) $$\boxed{X=R=3\Omega}$$
b) $$\boxed{\dfrac{Q_n}{Q_{n-1}}=\dfrac{1}{3}}$$
c) $$\boxed{E=\dfrac{CU^2}{16}=4J}$$
Questão 4
Dinâmica da rotação
a) Inicialmente, como tudo está em equilíbrio, o torque resultante na barra será zero. Se a força de tração na corda é $$F_T$$, temos:
$$F_{el}\cdot b=F_T\cdot a$$
$$F_T=\dfrac{kx_0b}{a}$$
A massa suspensa também estará em equilíbrio:
$$F_T=mg$$
$$\dfrac{kx_0b}{a}=mg$$
$$x_0=\dfrac{mga}{kb}$$
$$\rightarrow \boxed{x_0=\dfrac{56}{9} m}$$
b) Suponha que a barra foi desviada desviada um pequeno ângulo $$\theta$$ da posição de equilíbrio. A deformação da mola será:
$$x=x_0+b\theta$$
Como a barra foi desviada também, a força peso exercerá um torque no ponto de fixação, dado por:
$$\tau_{peso}=Mg\dfrac{L}{2}\cdot \sin{\theta}$$
Analisando nosso sistema, podemos peceber que os torques da força de tração e da força peso tendem a aumentar a posição angular, e o torque da força elástica tende a diminuir a posição angular. Aplicando na segunda lei de Newton para a rotação:
$$\tau_{peso}+\tau_{tracao}+\tau_{el}=I\cdot \alpha$$
$$Mg\dfrac{L}{2}\cdot \sin{\theta}+F_T\cdot a-kx\cdot b=\dfrac{ML^2}{3}\cdot \alpha$$
Suponha que a massa $$m$$ tenha aceleração linear $$A$$. Pela condição da rotação:
$$A=\alpha \cdot a$$
Olhando para as forças na massa $$m$$:
$$mg-F_T=mA$$
$$F_T=mg-m\alpha \cdot a$$
Portanto:
$$Mg\dfrac{L}{2}\cdot \sin{\theta}+(mg-m\alpha \cdot a)\cdot a-k(x_0+b\cdot \theta)\cdot b=\dfrac{ML^2}{3}\cdot \alpha$$
Utilizando a aproximação para pequenos ângulos ($$\sin{\theta}\approx \theta$$), e sabendo que $$kx_0b=mga$$:
$$-\left(kb^2-\dfrac{MgL}{2}\right)\theta=\left(\dfrac{ML^2}{3}+ma^2\right)\alpha$$
$$\boxed{\alpha=-\left(\dfrac{kb^2-\dfrac{MgL}{2}}{\dfrac{ML^2}{3}+ma^2}\right)\theta}$$
$$\alpha=-5\theta$$
Essa é a equação de um MHS, cuja frequência angular será:
$$\omega^2=5$$
$$\omega=\sqrt{5}$$ $$ rad/s$$
O período será:
$$T=\dfrac{2\pi}{\omega}$$
$$T=\dfrac{2\pi}{\sqrt{5}}$$
$$\rightarrow \boxed{T=\dfrac{30}{11} s}$$
c) Como o movimento resultante será um MHS, o movimento da massa será:
$$x=h\cos{(\omega t)}$$
$$v=-\omega h\sin{(\omega t)}$$
$$A=-\omega^2 h\cos{(\omega t)}$$
Pela equação da tração:
$$F_T=mg-m\omega^2h\cos{(\omega t)}$$
A potência da força será:
$$P=F_T\cdot v$$
$$P=(mg-m\omega^2h\cos{(\omega t)})\cdot (-\omega h\sin{(\omega t)})$$
$$P(t)=-\omega mg h\sin{(\omega t)}+m\omega^3h^2\sin{(\omega t)}\cos{(\omega t)}$$
Sabemos que as funções senóides são antissimétricas. Algumas horas essa potência será positiva, outras horas será negativa, simetricamente, de tal forma que a potência média é zero.
$$\rightarrow \boxed{P_{med}=0}$$
a) $$\boxed{x_0=\dfrac{56}{9} m}$$
b) $$\boxed{T=\dfrac{30}{11} s}$$
c) $$\boxed{P_{med}=0}$$
Questão 5
Eletromagnetismo/ Movimento de uma carga em campos constantes
a) Para ínicio de conversa (“assim como quase em todas as questões de dinâmica”) vamos calcular o vetor força na carga.
A força total será a soma das forças magnética e elétrica:
$$\vec F=q\cdot (\vec E+\vec v \times \vec B)$$
$$\vec F=q\cdot \left[E\hat x+(v_x\hat x+v_y\hat y+v_z\hat z)\times (B\hat x)\right]$$
$$\vec F=qE\hat x +qv_zB\hat y-qv_yB\hat z$$
Perceba que a força em x não depende do campo magnético. Como inicialmente a velocidade do corpo estava na direção y, e a força magnética está somente nos planos y e z, a velocidade resultante nesse plano não terá seu módulo afetado:
$$v_z^2+v_y^2=v_{0_y}^2+v_{0_z}^2=v_0^2+0^2$$
$$v_z^2+v_y^2=v_0^2$$
A força resultante no plano xy será:
$$F_{yz}^2=F_y^2+F_z^2=(qv_zB)^2+(-qv_yB)^2$$
$$F_{yz}^2=q^2B^2(v_z^2+v_y^2)=q^2B^2v_0^2$$
$$F_{yz}=qv_0B$$
$$\rightarrow \boxed{F_{yz}=1,6\cdot 10^{-24} N}$$
b) Como nesse plano a força não altera o módulo da velocidade, o movimento resultante nesse plano é uma circunferência. Aplicando a equação para a resultante centrípeta das forçaas:
$$F_{yz}=F_{cp}$$
$$qv_0B=\dfrac{mv_0^2}{R}$$
$$R=\dfrac{mv_0}{qB}$$
$$\rightarrow \boxed{R=9,375\cdot 10^{21} m}$$
c) Como a massa está realizando um movimento circular no plano xy ele demorará um período $$T=\dfrac{R}{v}$$ para completar uma volta.
$$T=\dfrac{2\pi R}{v}=\dfrac{\dfrac{2\pi mv_0}{qB}}{v_0}$$
$$T=\dfrac{2\pi m}{qB}$$
O passo da $$n$$-ésima volta será a distância percorrida no eixo x entre a volta $$n-1$$ e a volta $$n$$.
O tempo após $$n-1$$ voltas é:
$$t_{n-1}=(n-1)T$$
O tempo após $$n$$ voltas é:
$$t_n=nT$$
Obs: $$t_n-t_{n-1}=T$$
Aplicando a segunda lei de Newton no eixo x:
$$qE=ma_x$$
$$a_x=\dfrac{qE}{m}$$
Como a aceleração no eixo x é constante, o movimento nesse eixo será um MRUV:
$$v_x=v_{0_x}+a_xt$$
$$v_{n-1}=a_xt_{n-1}$$
Portanto, o passo na volta $$n$$ será:
$$p_n=v_{n-1}\cdot(t_n-t_{n-1})+\dfrac{a_x(t_n-t_{n-1})^2}{2}$$
$$p_n=a_x\cdot (n-1)T\cdot(T)+\dfrac{a_x(T)^2}{2}$$
$$p_n=\dfrac{qE}{m}\cdot (n-1) \dfrac{2\pi m}{qB}\cdot \dfrac{2\pi m}{qB}+\dfrac{1}{2}\dfrac{qE}{m}\left(\dfrac{2\pi m}{qB}\right)^2$$
$$p_n=\dfrac{4\pi^2 mE}{qB^2}(n-1)+\dfrac{2\pi^2 mE}{qB^2}$$
$$\boxed{p_n=\dfrac{2\pi^2 mE}{qB^2}(2n-1)}$$
Como queremos o passo da sétima volta:
$$p_7=\dfrac{2\cdot 3^2\cdot 15\cdot 10^{-3}\cdot 0,5}{1,6\cdot 10^{-19}\cdot (0,00001)^2}(2\cdot 7-1)$$
$$\rightarrow \boxed{p_7=2,19375\cdot 10^{29} m}$$
a) $$\boxed{F_{yz}=1,6\cdot 10^{-24} N}$$
b) $$\boxed{R=9,375\cdot 10^{21} m}$$
c) $$\boxed{p_7=2,19375\cdot 10^{29} m}$$
Questão 6
Ótica geométrica
a) Nesse sistema ótico, podemos perceber a existência de dois dioptros esféricos, um na interface ar-esfera, e outro na interface esfera-ar.
A representação da refração dos raios será:
Suponha que após o primeiro dioptro, os raios se encontram a uma distância $$p’_1$$. Pela equação do dioptro esférico:
$$\dfrac{n_{ar}}{p}+\dfrac{n}{p’_1}=\dfrac{n-n_{ar}}{R}$$
Como o feixe de luz é paralelo, podemos considerar o objeto que gerou esses raios é um objeto impróprio, ou seja, a distância $$p$$ é muito grande, logo:
$$\dfrac{n_{ar}}{p}\rightarrow 0$$
Portanto:
$$\dfrac{n}{p’_1}=\dfrac{n-n_{ar}}{R}$$
$$p’_1=\dfrac{n}{n-1}R$$
A distância dessa primeira imagem até o segundo dioptro será $$R-p’_1$$.
Aplicando a equação no segundo dioptro:
$$\dfrac{n}{R-p’_1}+\dfrac{n_{ar}}{p’}=\dfrac{n_{ar}-n}{\dfrac{R}{2}}$$
$$\dfrac{1}{p’}=\dfrac{2(1-n)}{R}-\dfrac{n}{R-\dfrac{n}{n-1}R}$$
$$\boxed{p’=\dfrac{R}{(n-1)(n-2)}}$$
$$p’=\dfrac{10}{\left(\dfrac{\sqrt{6}}{2}-1\right)\left(\dfrac{\sqrt{6}}{2}-2\right)}$$
$$p’\approx -64,98 m$$
Essa distância é em relação ao segundo diptro. A distância até o primeiro dioptro será:
$$d=\left|p’-R\right|$$
$$\rightarrow \boxed{d\approx 54,98 m}$$
b) Para esse caso, basta aplicar que os raios se encontram no ponto P:
$$p’=2\dfrac{R}{2}=R$$
Logo:
$$R=\dfrac{R}{(n-1)(n-2)}$$
$$(n-1)(n-2)=1$$
$$n^2-3n+1=0$$
Resolvendo a equação do segundo grau:
$$n=\dfrac{3\pm \sqrt{5}}{2}$$
Como o índice de refração deve ser maior que ou igual a 1:
$$\rightarrow \boxed{n=\dfrac{3+\sqrt{5}}{2}}$$
a) $$\boxed{d\approx 54,98 m}$$
b) $$\boxed{n=\dfrac{3+\sqrt{5}}{2}}$$
Questão 7
Dinâmica/ Forças de variação de massa
a) Para a entrada de massa, consideraremos que o volume que entra na gota, é o volume do cilindro percorrido por ela.
Suponha que em um momento $$t$$ a gota possua raio $$R$$, e que após um tempo muito pequeno $$\Delta t$$ ela possua raio $$R+\Delta R$$. Se nesse período a gota percorreu uma distância $$\Delta z$$, temos:
$$\Delta V_{esfera}=V_{cilindro}$$
$$\dfrac{4\pi}{3}(R+\Delta R)^3-\dfrac{4\pi}{3}R^3=\pi R^2\Delta z$$
$$4\pi R^2\Delta R+4\pi R(\Delta R)^2+\dfrac{4\pi}{3}(\Delta R)^3=\pi R^2\Delta z$$
Considerando um intervalo de tempo muito pequeno, podemos desconsiderar os termos $$(\Delta R)^2$$ e $$(\Delta R)^3$$. Logo:
$$4\pi R^2\Delta R=\pi R^2\Delta z$$
$$4\Delta R=\Delta z$$
$$4(r-r_0)=z-z_0$$
Como $$z_0=0$$ e $$r_0=0$$:
$$4r=z$$
$$\rightarrow \boxed{\dfrac{r}{z}=\dfrac{1}{4}}$$
b) Se no momento analisado a velocidade instantânea é $$v$$, o deslocamento após um tempo $$\Delta t$$ é:
$$\Delta z=v\Delta t$$
A massa que entra nesse intervalo de tempo é:
$$\Delta m=\rho \Delta V_{esfera}=\rho \pi r^2\Delta z$$
$$\Delta m=\pi \rho \left(\dfrac{z}{4}\right)^2v\Delta t$$
$$\Delta m=\dfrac{\pi \rho}{16}z^2v\Delta t$$
O módulo da força devido a entrada de massa é:
$$F=\dfrac{\Delta m}{\Delta t}v$$
$$F=\dfrac{\dfrac{\pi \rho}{16}v\Delta t}{\Delta t}v$$
$$\boxed{F=\dfrac{\pi \rho}{16}z^2v^2}$$
Portanto:
$$\beta=\dfrac{\pi \rho}{16}$$
$$\rightarrow \boxed{\beta=\dfrac{375}{2} kg/m^3}$$
c) A massa total da gota será:
$$m=\rho \dfrac{4\pi}{3}r^3$$
$$m=\dfrac{\pi \rho}{48}z^3$$
Aplicando a segunda lei de Newton:
$$mg-F=ma$$
$$\dfrac{\pi \rho}{48}z^3\cdot a=\dfrac{\pi \rho}{48}z^3\cdot g-\dfrac{\pi \rho}{16}z^2v^2$$
$$\boxed{a=g-3\cdot \dfrac{v^2}{z}}$$
Portanto:
$$\boxed{\alpha=1}$$ e $$\boxed{\gamma=3}$$
d) Se a aceleração se mantém constante, a gota executará um MRUV. Logo:
$$z=\dfrac{at^2}{2}$$ e $$v=at$$
Portanto:
$$a=g-3\cdot \dfrac{(at)^2}{\left(\dfrac{at^2}{2}\right)}$$
$$a=g-6a$$
$$\boxed{a=\dfrac{g}{7}}$$
$$\boxed{a\approx 1,429 m/s^2}$$
a) $$\boxed{\dfrac{r}{z}=\dfrac{1}{4}}$$
b) $$\boxed{\beta=\dfrac{375}{2} kg/m^3}$$
c) $$\boxed{\alpha=1}$$ e $$\boxed{\gamma=3}$$
d) $$\boxed{a\approx 1,429 m/s^2}$$
Questão 8
Eletromagnetismo/ Indução eletromagnética
a) Sabemos que para um caminho fechado, com um campo magnético fazendo fluxo nesse caminho, haverá uma ddp induzida nesse caminho, caso ocorra variação no fluxo magnético.
Se a barra está a uma distância $$x$$ do início do caminho, o fluxo magnético será:
$$\phi =BLx$$
A variação do fluxo será:
$$\Delta \phi=BL\Delta x$$
Pela lei de Faraday, a ddp induzida será:
$$\epsilon=-\dfrac{\Delta \phi}{\Delta t}$$
$$\epsilon=-\dfrac{BL\Delta x}{\Delta t}$$
$$\epsilon=-BLv$$
Onde $$v$$ é a velocidade da barra.
Aplicando essa ddp no capacitor:
$$\epsilon=\dfrac{Q}{C}=-BLv$$
$$Q=-BLCv$$
A corrente gerada nesse movimento será:
$$I=\dfrac{\Delta Q}{\Delta t}$$
$$I=\dfrac{-BLC\Delta v}{\Delta t}$$
$$I=-BLC\cdot a$$
A força resultante tentará fazer a barra desacelerar a barra para evitar que o fluxo varie, e, portanto, ela apontará para cima.
O módulo da força será:
$$F=B\left|I\right|L$$
$$F=B(BLC\cdot a)L$$
$$F=B^2L^2C\cdot a$$
Aplicando a segunda lei de Newton:
$$ma=mg-F$$
$$ma=mg-B^2L^2C\cdot a$$
$$\boxed{a=\dfrac{g}{1+\dfrac{B^2L^2C}{m}}}$$
$$\rightarrow \boxed{a=5 m/s^2}$$
b) Como a aceleração é constante, a velocidade da barra é:
$$v=at$$
A carga em função do tempo será:
$$Q=-BLCv=-BLCat$$
A energia armazenada no capacitor é:
$$E=\dfrac{Q^2}{2C}$$
$$E=\dfrac{(-BLCat)^2}{2C}$$
$$E=\dfrac{B^2L^2Ca^2t^2}{2}$$
$$\boxed{E=\dfrac{B^2L^2C\left(\dfrac{g}{1+\dfrac{B^2L^2C}{m}}\right)^2}{2}\cdot t^2}$$
$$\boxed{\alpha=\dfrac{B^2L^2C\left(\dfrac{g}{1+\dfrac{B^2L^2C}{m}}\right)^2}{2}}$$
$$\boxed{\alpha=\dfrac{25}{2} J/s^2}$$
a) $$\boxed{a=5 m/s^2}$$
b) $$\boxed{\alpha=\dfrac{25}{2} J/s^2}$$








