Escrito por William Costa e Heitor Imídio
Pode parecer um pouco complicado entender o formato da IYPT à primeira vista, mas uma das várias habilidades exigidas dos participantes é saber apresentar bem o próprio trabalho. É preciso demonstrar conhecimento em física e também uma boa oratória — tudo isso em poucos minutos, ao expor suas ideias de forma clara e convincente.
Tendo isso em mente, o torneio já começa exigindo que seus competidores enviem um vídeo sobre a resolução do seu problema. Ou seja, desde o início traz contato com apresentações — algo que irá lhe acompanhar ao longo de todas as fases da competição. Por isso, é bom já ir se acostumando a falar e gesticular diante do seu computador (tanto na 1ª quanto na 2ª fase) ou de um público (na 3ª fase ao de apresentar para uma mesa de jurados). E mais: buscar sempre as melhores palavras para descrever uma situação, o que é o mais importante, pois a mensagem que chega até os seus observadores, dotada de sentido e de argumentos sólidos, é o que traz mais valor ao seu trabalho.
Levando tudo isso em conta, a gente entende que pode ser difícil, principalmente no começo, gravar um bom vídeo. Afinal, além da física, você também vai precisar lidar com ferramentas de gravação, aprender a usar softwares, organizar suas ideias de forma concisa e montar apresentações no PowerPoint. Como essas habilidades são fundamentais — não só para garantir a vaga na final, mas também para se sair bem em todas as etapas — preparamos este guia para te ajudar a fazer um bom vídeo para a IYPT.
Para realizar um bom vídeo são necessários conhecimentos sobre:
- Softwares de gravação de vídeo e de apresentação
- Como organizar sua apresentação
- Como apresentar com confiança
Todos esses tópicos serão abordados com mais detalhes ao longo deste material. Então, prepare-se, vá anotando o que achar mais útil e comece a colocar em prática tudo que puder.
Softwares de Gravação de Vídeo e de Apresentação:
Todos esses aplicativos estão disponíveis em computadores. Infelizmente, alguns deles não estão disponíveis para todas as plataformas. Caso você não tenha um laptop disponível, deixaremos algumas opções alternativas no final da seção.
PowerPoint
O PowerPoint é um dos mais antigos aplicativos feitos pela Microsoft e desempenha o papel de criar apresentações, tanto em meio profissional quanto acadêmico.
Apesar de existirem muitas outras plataformas para a criação de slides (Canva, Google Slides, etc), O PowerPoint é nossa primeira recomendação para a IYPT em decorrência da sua variedade de ferramentas para a escrita e desenvolvimento de expressões algébricas, fundamentais para a IYPT.
Nessa seção, você vai aprender não só como criar uma boa apresentação, mas a como escrever equações no computador.
Como Instalar:
Apesar de ser pré-instalado em diversos dispositivos que utilizam o windows como sistema operacional, O PowerPoint pode ser instalado ou usado na web pelo site:
https://powerpoint.cloud.microsoft/pt-br/
Opções para Celular:
Caso não houver um laptop disponível, apesar de mais difícil, existem algumas opções que não demandam um computador. Editores de vídeo como o Capcut, Clipchamp e gravadores como V recorder são algumas das opções que podem ajudar a fazer sua apresentação por celular ou tablet.
Como escrever equações:
- Para inserir uma nova equação, selecione a aba de ”Inserir” (na esquerda superior);;
- Após isso, selecione ”Símbolos” na (direita superior);
- Após isso, selecione ”Equação” no pop-up;
- Por fim, abra a nova aba de ”Equação” e edite as expressões:
- Para editar as expressões, selecione uma equação;
- Depois, escolha entre os botões a operação desejada (integral, divisão, etc);
- Digite manualmente as variáveis (letras) ou números que são necessários na expressão. Caso alguma letra não estiver disponível no teclado, procure na opção ”Símbolos” ou, caso utilizando Windows, aperte ”Win+ .”. Assim, uma gama de símbolos estará disponível.
Como Usar em Equipe:
Muitas vezes é necessário dividir o trabalho entre a equipe na IYPT, e isso não é diferente na criação da apresentação. Por conta disso, o PowerPoint possui a possibilidade de ”Subir para o One Note”. Essa opção permite fazer e salvar alterações ao mesmo tempo em dispositivos diferentes (ao invés de atualizar documentos que podem apresentar divergências entre si, caso feitas em dispositivos diferentes).
Para utilizar essa opção, basta:
- Entrar na aba ”Arquivo”;
- Selecionar a opção ”Compartilhar”;
- Entrar na sua conta do One Drive ou criar uma nova conta;
- Enviar o arquivo da apresentação;
- Compartilhar o link provido com os seus membros de equipe.
OBS Studio
Já assistiu alguma live de streamers? Já assistiu uma gravação de algum jogo? Provavelmente esses streamings foram feitos no OBS Studio, um dos gravadores de tela mais famosos do mundo.
Ele permite aos seus usuários não apenas gravar suas telas, mas também gravarem suas câmeras, usar fundos verdes e gravar e coordenar diversos áudios diferentes.
Como instalar:
- Entrar no link: https://obsproject.com/
- Escolher a sua plataforma;
- Baixar e extrair o arquivo com final .zip;
- Abrir o instalador e escolher o idioma de preferência;
- Iniciar o aplicativo.
Como Configurar:
- Criar uma nova cena (opção disponível na esquerda inferior);
- Adicionar a fonte desejada clicando no ícone de ”+” à direita da aba de cenas. (pode ser ou a câmera ou a tela do computador com a apresentação desejada);
- Escolher os volumes apropriados;
- Geralmente a plataforma detecta automáticamente os microfones e aúdios do seu computador. Caso esse não for o seu caso, é possível configurá-los nos 3 pontos à esquerda da respectiva barra de volume.
- É importante fazer testes para ver se o áudio está em um limite satisfatório de intensidade (não estar muito alto ou muito baixo).
- Selecionar o local e o formato para renderização das gravações;
- Primeiro entre nas configurações (na direita inferior)
- Vá para a aba de ”Saída”
- Entre no bloco de ”Gravação”
- Escolha o formato e o local do arquivo
- Quando estiver pronto, clique em ”Iniciar Gravação”
Como Organizar Sua Apresentação
Uma boa apresentação está diretamente relacionada à atenção aos mínimos detalhes. Ser cuidadoso nesse momento pode fazer com que sua apresentação se sobressaia entre as demais, chamando a atenção dos jurados e garantindo boas notas.
Os detalhes dizem respeito ao template, às ilustrações e até mesmo à forma como as equações estão organizadas e distribuídas. A ideia é que, além de cumprir todos os pré-requisitos teóricos — tanto na parte quantitativa quanto na qualitativa —, seu trabalho também possua um visual elegante e bem estruturado.
Algumas considerações devem ser feitas em relação ao template utilizado. Aqui, o básico bem feito já é suficiente: fundo branco, uma indicação na parte inferior mostrando qual seção está sendo apresentada (como introdução, fundamentação teórica, conclusão, etc.) e um símbolo que represente sua equipe. Esse modelo mais simples é, inclusive, o mais comum até nas etapas presenciais do torneio.
Claro, sua criatividade pode entrar em cena para criar um visual mais personalizado, mas não se preocupe se preferir manter algo mais básico — o importante é a clareza e a organização.
Pode parecer muita coisa, eu sei, mas fique tranquilo! A seguir, vou apresentar um passo a passo para te ajudar a dividir bem sua apresentação, tornando-a concisa, direta e agradável de ver!
Introdução
Neste momento, antes de começar a introdução em si, é padrão colocar, logo nos primeiros slides, o enunciado do problema. Lembre-se de se identificar logo no início, apresentando sua equipe e o seu problema, além de fazer a leitura do enunciado.
Em seguida, costuma-se apresentar um sumário da sua apresentação, ou seja, como ela foi estruturada. É comum fazer isso de forma direta, com algo como: “Durante minha apresentação, irei iniciar introduzindo o problema, depois trarei meu desenvolvimento teórico, seguido da minha metodologia experimental e dos meus resultados experimentais e, por fim, mostrarei as conclusões que obtive sobre o fenômeno.”
Agora entramos na introdução em si. Ela consiste em apresentar novamente o enunciado do problema, mas desta vez acompanhado de um GIF ou vídeo curto ao lado, mostrando o seu aparato experimental em funcionamento e evidenciando o fenômeno que será estudado.
Além disso, é fundamental destacar as partes principais do enunciado, especialmente aquelas que apresentam as condições essenciais para a reprodução do fenômeno. Também é importante evidenciar o comando dado pelo problema, como ‘Explique esse fenômeno’ ou ‘Investigue o fenômeno’. Isso ajuda o jurado a perceber que você está seguindo fielmente as orientações do enunciado, sem se desviar do foco central da discussão.
Para que tudo fique mais visual e ilustrativo, a seguir vou usar slides do P11 da IYPT 2024, “Bomba de Canudo”. Ao longo das instruções, irei mostrar exemplos de slides relacionados a cada parte comentada.
É importante acrescentar que sua introdução deve conter também os seus objetivos com a discussão acerca do problema, falando sutilmente sobre a abordagem teórica a ser utilizada. Isso pode ser feito enumerando-os de forma bem sucinta.
Desenvolvimento Teórico
Nesta parte — que geralmente é a que causa mais impacto — deve ser feita uma divisão entre sua abordagem qualitativa e sua abordagem quantitativa. Não irei prolongar muito por aqui a discussão sobre as diferenças entre essas duas análises, já que temos um excelente material aqui do NOIC chamado “Como criar uma teoria na IYPT”.
Inicialmente você deve conseguir explicar muito bem os porquês a respeito do que torna o fenômeno possível: qual a condição de contorno inicial, o aparato experimental fundamental para que ele seja reproduzido, entre outros. A seguir há uma representação de um slide sobre essa parte da teoria.
Particularmente, gosto muito de ilustrações, e sempre tive uma grande preocupação com a estética dos meus slides. Isso diz muito mais respeito ao gosto pessoal de quem está montando a apresentação e também dos interesses de cada equipe, mas é sempre interessante dar uma caprichada neles!
Partindo agora para a parte quantitativa, por muitos a mais temida; assim como na produção do seu relatório, você deve começar com o modelo que você escolheu para atacar seu querido problema e a partir daí ir destrinchando todas as suas equações. O ideal aqui é montar quase que uma árvore do seu problema — ir calculando os coeficientes, condições de contorno e outros elementos que irão compor sua teoria, sempre estabelecendo conexão entre eles — e finalmente agrupá-los e encaixá-los até chegar nos seus resultados finais, que normalmente é alguma função que rege o fenômeno.
Isso parece meio repetitivo, eu sei, mas quando se trata de gravar um vídeo curto, deixar tudo conexo é uma tarefa bastante difícil, então deve haver uma preocupação com a linearidade dos seus slides — que muitas vezes é questão de tentativa e erro já que a organização atual pode não ser a melhor —, pois se uma informação estiver fora do lugar que traga mais sentido tudo pode virar uma bagunça prejudicando o entendimento do espectador. Esteja inclusive preparado para reorganizar várias e várias vezes a ordem dos slides e até mesmo excluir alguns, isso é completamente normal, apesar de trabalhoso.
A seguir trago mais dois slides a efeito de exemplificação, agora para a parte quantitativa.
Uma dica valiosa é utilizar de um recurso do PowerPoint que permite passar uma equação ou informação por vez dentro de um mesmo slide o que confere ainda mais fluidez. Para fazer isso basta ir na aba “Animações” e depois em “Adicionar animação”, então é só selecionar os elementos um por vez e a ordem desejada para que eles apareçam.
Não se esqueça de acrescentar também seus slides com gráficos teóricos e com os softwares de simulação utilizados, tudo isso é essencial!
Por fim acho interessante falar de dois erros que para mim são os mais comuns que alunos, especialmente aqueles que não têm tanta experiência com a competição cometem.
- Prolongar muito a explicação qualitativa do problema: De fato, há alguns problemas em que a abordagem quantitativa é muito complexa e muitas vezes sem um modelo base no qual você possa se inspirar, entretanto o jurado que assistir seu vídeo está muito interessado em ver algumas equações e funções, para que você possa traçar gráficos teóricos e possa compará-los com os gráficos experimentais. E lembre-se, isso é algo que reflete na sua nota, todos esses requisitos também estão presentes na tabela de pontuação.
- Prolongar a discussão sobre algebrismo: Esse é um erro clássico, prolongar a discussão sobre contas e passos algébricos na sua apresentação além de lhe tomar bastante tempo acaba tornando seu vídeo maçante e não tão agradável visualmente. O jurado é uma pessoa que está avaliando seu trabalho com base em critérios pré estabelecidos, mas resultados enxutos e objetivos trazem uma fluidez absurda, e isso com certeza pode conquistar mais a pessoa do outro lado da tela, te trazendo resultados positivos.
Metodologia Experimental
Aqui você deve apresentar a todos os materiais utilizados para reproduzir seu setup experimentais, com suas respectivas dimensões e erros associados a elas. É muito importante indicar com clareza todo o seu aparato. Veja a seguir um exemplo:
Não necessariamente setas devem ser utilizadas para indicar cada equipamento. Além disso, na metodologia experimental é necessário deixar bem claro todo o funcionamento do setup utilizado.
Ah, e para se aprofundar ainda mais nas especificidades da parte experimental, vale a pena conferir o excelente material preparado pelo NOIC: Como desenvolver um bom experimento.
Resultados Experimentais
Os resultados experimentais dizem respeito a todos os dados coletados durante a realização do seu experimento, com as respectivas incertezas e barras de erros em seus gráficos. Nesse momento é possível obter uma comparação teórico-experimental, colocando seus pontos sobre um gráfico que contém também a curva obtida anteriormente no desenvolvimento teórico. E a partir disso você pode mostrar o quão próximo seu experimento está da sua teoria, validando ainda mais seu modelo.
Trago agora como exemplo alguns slides do P9 de 2025, Assistência Magnética:
É possível observar que, nos dois gráficos, alguns pontos estão fora do padrão seguido ou até mesmo com barras de erros fora da curva teórica. Isso é algo interessante para argumentar sobre algum ponto que poderia ser aprimorado no seu trabalho e por isso não há uma correspondência tão precisa com a teoria. Reconhecer elementos a serem melhorados é algo muito bom, pois compreender suas limitações também é sinônimo de domínio do assunto.
Conclusões
Essa é uma parte simples, mas também é a que amarra todo o seu trabalho em poucas palavras. É o momento em que você dá uma visão geral do que fez, e por isso vale reservar cerca de 1 minuto da sua apresentação só para isso.
Aqui, o ideal é apresentar um resumo conciso do seu projeto, destacando os principais resultados obtidos. Poucos slides já são suficientes, especialmente se você conseguir sobrepor os dados experimentais com as curvas teóricas — isso transmite com clareza o quanto seu modelo representa bem o fenômeno observado.
A seguir, mostramos um exemplo de como isso pode ser feito de forma eficaz:
A partir disso, você deve transmitir ao jurado que está assistindo ao vídeo que foi possível resolver o problema e também atingir com excelência os objetivos definidos no início da apresentação.
Essa etapa final ajuda a reforçar a coerência do seu trabalho como um todo, deixando claro que houve um caminho bem estruturado entre a proposta inicial, o desenvolvimento teórico e experimental, e os resultados obtidos.
É assim que você consegue construir um fechamento sólido, mostrando domínio sobre o que foi feito e encerrando sua apresentação de forma convincente.
Referências
Por último e não menos importante, temos as referências. Aqui, como exigência da competição, devem ser acrescentadas citações sobre os principais livros e artigos utilizados durante sua pesquisa teórica e experimental. E não se esqueça de forma alguma de mostrar elas em sua apresentação, logo antes de terminar. Isso pode parecer algo simples — e realmente é — mas vale ponto! Alguns jurados na fase presencial podem te ajudar ao perguntar sobre suas referências, para lhe atribuir os pontos associados a esse requisito, o que não ocorre na primeira fase em que é necessário gravar o vídeo.
Sobre o formalismo exigido, é necessário colocar as suas citações de acordo com as regras da ABNT. Nós do NOIC recomendamos o uso do Google Acadêmico, basta procurar o livro ou artigo de interesse na barra de pesquisa e exatamente abaixo do título do material desejado há a opção “citar”, basta clicar nela e aparecerá a citação pronta para ser usada. Lembre-se de conferir com cuidado, já que podem haver alguns pequenos erros na citação. Depois disso é só colocá-las, geralmente em um único slide, de forma que estejam enumeradas.
Antes de encerrarmos essa parte mais técnica sobre a organização dos slides, ainda vale fazer duas considerações importantes.
A primeira é que não existe uma regra rígida sobre a ordem da parte teórica e da experimental. Embora o mais comum seja começar pela teoria e depois apresentar a parte experimental, isso não é obrigatório. Já vi apresentações em que os estudantes começaram pelo experimento e só depois explicaram o modelo teórico — e isso faz bastante sentido. Afinal, muitas vezes você primeiro vai ao laboratório, observa o fenômeno, coleta os dados e só depois tenta entender aquilo com base em algum modelo teórico.
A segunda consideração é que sempre vale a pena incluir apêndices ao final da sua apresentação. Esses apêndices podem conter, por exemplo, o cálculo de um coeficiente específico, métodos alternativos, dados complementares, entre outras informações úteis. Se, por acaso, sua apresentação acabar ficando mais curta do que o tempo limite — o que não é o ideal — você pode recorrer aos apêndices para continuar explorando o tema e aproveitar melhor o tempo disponível.
Por fim, para não perder pontos bobos e estar sempre ciente de como sua apresentação será avaliada consulte os critérios de avaliação da IYPT. Esse arquivo contém as pontuações para requisitos a serem cumpridos pelas três funções desempenhadas na fase presencial do torneio, mas os critérios para a relatoria devem ser úteis, com exceção dos critérios a respeito da discussão e também sobre os questionamentos ao longo do fight.
Como Apresentar com Confiança
Um problema bastante comum na primeira fase da IYPT, é conseguir apresentar de maneira clara e concisa, principalmente por conta do alto nível de conhecimento esperado na competição e seu alto nível de competitividade.
Inegavelmente é bastante complicado falar de física avançada caso não tenha experiências com oratória ou com termos técnicos, mas isso não precisa ser uma limitação. Jurados buscam por pessoas que podem trazer fights produtivos, e não quem consegue parecer mais inteligente ou demonstrar mais conhecimento de jargões, isto é, buscam saber se a sua apresentação é eficiente, e apenas isso.
Como gerenciar bem seu tempo
Para que a apresentação siga com os conformes do tempo estipulado (10 minutos) deve-se separar o trabalho nos determinados tempos. Ou seja, não se deve deixar-se levar pela pressão do tempo, mas separar corretamente o que deve ser dito durante quanto tempo.
Por exemplo, 1 minuto na introdução, 4 minutos na abordagem teórica, 3 na metodologia experimental, 1 nos resultados experimentais e o minuto final para as conclusões. Essas divisões dependem da extensão de cada uma das seções da sua apresentação e da organização delas (que não necessariamente devem seguir essas etapas, apesar de as recomendarmos fortemente).
Como lidar com o nervosismo
É praticamente impossível não se sentir um pouco nervoso na apresentação. Alguns dos mecanismos que podem ajudar a contornar essa situação são:
- Repetir a apresentação várias vezes. Com o tempo a repetição deixa o fluxo de apresentação mais mecânico e menos improvisado, trazendo menos incertezas do que dizer ou não.
- Explicar os insights físicos. Geralmente os detalhes mais valiosos são fundamentais e não necessariamente complexos. Esses conceitos são ótimas maneiras iniciar uma apresentação, uma vez que são muito importantes e geralmente simples de explicar.
Por fim, queria deixar uma dica que ajuda bastante quem está se preparando para a IYPT: é sempre bom manter um controle do que ainda precisa ser feito e dos pontos que você pode melhorar no seu trabalho. O Notion é uma ferramenta muito útil para organizar essas tarefas, além de permitir anotar quais partes da apresentação costumam tomar mais tempo — o que pode te ajudar a se planejar melhor.
Para ficar ainda mais por dentro sobre como fazer um bom vídeo e apresentar bem veja o exemplo abaixo tenho certeza que ele irá sanar suas dúvidas sobre um ou outro detalhe.
E assim chegamos ao fim de mais um material do NOIC sobre a IYPT! Tenho certeza de que este guia vai ser muito útil pra você. Se colocar em prática a maioria das ideias que a gente compartilhou aqui, suas chances de avançar de fase na competição aumentam bastante.








