Escrito por Tiago Rocha
Iniciante
Eletricidade
Após uma eletrização por contato com uma esfera igual, porém sem carga, a carga contida na esfera A vai ser igualmente distribuída entre as duas esferas. Assim, a carga da esfera A é dividida por 2 a cada novo contato. Logo, a carga de A vai ser dividida por 2 N vezes… isso é o mesmo que dividir por
. Assim, a carga final
vai ser dada por:


Intermediário
Termodinâmica
a)
Para uma transformação com temperatura constante, a variação de entropia de um gás é:

Com a temperatura estando em Kelvin (ou seja,
). Porém, sabemos que a variação de calor do gelo ao longo de uma fusão é
. Assim, a variação de entropia é:


A variação de entropia é positiva já que fomos do gelo (um estado com menos possibilidades de movimento para as partículas) para a água (um estado com mais possibilidades de movimento para as partículas). Como a entropia aumenta conforme esse número de possibilidades, a entropia deve aumentar durante o fenômeno.
b)
A capacidade calorífica pode ser encontrada como a razão entre o calor absorvido por um gás dividido pela variação de temperatura sofrida por ele (
). Então:


c)
Como o gelo é muito menor que o tamanho do forno, podemos dizer que o volume do gás é constante ao longo da transformação. Assim, nenhum trabalho será realizado no sistema, já que ele depende diretamente da mudança de volume. Pela Primeira Lei da Termodinâmica:

Como
:


a)

b)

c)

Avançado
Cinemática rotacional
a)
Seja a velocidade com a moeda menor gira em torno de si mesma
e a velocidade com a qual o centro dela gira em torno da maior
. Podemos determinar a direção e o sentido de cada uma por meio da regra mão direita. Como o sentido de rotação das duas é no sentido anti-horário, os vetores apontam para dentro da moeda, na perspectiva da câmera. Ou seja, o desenho deveria ser algo parecido com:
b)
i) Aqui vem o coração da questão! O número de voltas não é 3, como era de se esperar, mas sim 4. Existem diversas maneiras de provar isso, então não se preocupe tanto caso sua solução seja diferente.
ii) Seja
a velocidade do centro da moeda. Para a velocidade do ponto de contato entre as moedas ser 0 (condição de rolamento puro), a velocidade causada pela rotação deve cancelar com a velocidade do centro da moeda. Assim, temos:

iii) Agora, vamos analisar a rotação do centro. Essa é a trajetória de uma circunferência diferente, já que a distância entre o centro da moeda menor e o centro da moeda maior é 4R. Porém, a velocidade do centro agora é também a própria velocidade de rotação, em torno de tal circunferência. Logo, temos:

iv) Multiplicando os dois lados dessa equação final pelo tempo, podemos obter a variação de ângulo(
) sofrido por cada trajetória. Sabemos que
, já que o centro da moeda menor dá uma volta entorno da maior. Além disso,
, já que cada rotação significa “andar
“. Então, multiplicando pelo tempo:


Logo, a moeda menor realiza 4 voltas em torno de si mesma.
v) Generalizando o resultado para a razão k, o raio da trajetória do centro da moeda menor será de k+r, onde r é o raio da moeda menor. Então, a expressão que obtemos fica:


c)
i) Vamos para um referencial que sempre acompanha a rotação do centro da moeda. Assim, tal centro se moverá apenas em uma linha reta! Basicamente, o que estamos fazendo é desmontar todos os lados infinitesimais do polígono e depois juntar os pedaços em um segmento de reta. Assim, o comprimento do segmento de reta será simplesmente o perímetro do polígono. Aqui vai uma imagem:
ii) Assim, nesse referencial, o número de voltas é :

Já que não precisamos considerar o outro efeito de translação comentado no item b).
iii) Porém, ao voltarmos para o referencial terrestre, temos uma volta extra, conforme ocorre no caso das circunferências do item b). Isso ocorre por causa do efeito de translação: a “câmera” que flagra a trajetória de ii) faz uma volta em torno do desenho. Então, o número final de voltas fica:


Um resultado que concorda perfeitamente com o limite em que o polígono é uma moeda.
Curiosidade: Esse problema foi inspirado no vídeo do canal Veritassium traduzido pelo Youtube como “A Pergunta do SAT que Todos Erraram”. Lá, ele mostra uma perspectiva mais visual sobre a solução do item c) e mostra algumas das aplicações dos conceitos abordados!

