Escrito por Heitor Szabo
Iniciante
Ponto de Lagrange Terra-Lua
Primeiro encontraremos o ponto em que as forças se igualam.
Para o sistema Terra-Lua, a força gravitacional da Terra
e da Lua
podem ser igualadas:

Aqui:
–
é a massa da Terra,
–
é a massa da Lua,
–
é a distância do ponto até a Terra,
–
é a distância do ponto até a Lua, onde
é a distância total entre a Terra e a Lua.
Podemos simplificar a equação, cancelando a constante gravitacional
e a massa
do objeto:

Substituindo os valores:
–
,
–
,
–
.
Resolvendo pra
:

Usando a fórmula para o ponto L1 de Lagrange (dedução presente em uma das ideias do curso de astronomia do noic):

onde:
–
é a distância do ponto
até a Lua,
–
é a distância total entre a Terra e a Lua,
–
é a massa da Terra,
–
é a massa da Lua.
Agora substituímos esses valores na fórmula:



Enquanto
representa 90% de D,
representa 84%.
Logo, a diferênça é de 6%.
Intermediário
Invasão Alienígena
Conservação de Energia:
A energia de uma órbita elíptica pode ser expressa pela equação:

Independente da direção de
, vemos que o valor de
não muda. Assim, o semi-eixo maior da órbita elíptica é o mesmo que o raio da órbita circular, ou seja:

Conservação do Momento Angular:
Usando a conservação do momento angular no ponto do impulso, temos a fórmula geral para o momento angular de uma elipse:

Sabemos que o seno do ângulo complementar é o cosseno desse ângulo, então podemos isolar a excentricidade
:

Fórmulas do Periélio e Afélio:
Sabemos que o raio mínimo (Periélio) e o raio máximo (Afélio) podem ser expressos como:

Substituindo o fato de que
e a expressão para a excentricidade, temos:

Como:

Temos:

Simplificação da Expressão:

Sendo 

O raio mínimo é igual ao raio da Terra, então, isolando
:



Avançado
Olha o Satélite!
a)
Para uma latitude genérica, a situação em que um satélite vai aparecer no horizonte enquanto outro some é na intersecção da área da Terra que consegue ver os satélites representada abaixo por círculos azuis.
Pela simetria do problema, sabemos que os 3 satélites formarão um triângulo equilátero no plano do equador e concêntrico a Terra.
Disso, tiramos que o ângulo entre o centro da área de visibilidade e a projeção da posição do observador no equador, formará um ângulo de 60° como representado na imagem.
Na trigonometria esférica, aplicamos a Lei dos Cossenos da seguinte forma:

Como sabemos que
, a equação se simplifica para:

Pelo desenho da direita, temos:

Agora, juntando as duas fórmulas, temos:

Isolando
:




b)
Se baseando no desenho acima, concluímos, pela lei dos senos que:




Que pode ser resolvida por iteração.
Resolvendo para os valores pedidos:
a) 2.12R, 1.01R
b) 22.7°, 80.9°


