INICIANTE
Pelo enunciado,
.
Estou utilizando como notação:
para tempo,
para massa e
para comprimento, mas sinta-se a vontade de utilizar
,
e
, respectivamente.
A unidades dos termos são:
,
,
e![[\rho]=\frac{kg}{m^3}=M L^{-3}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_0b7a5d842fa34f7a0e781dd10e547564.gif?ssl=1)
Uma maneira prática que é mais rápida em casos menores, como o da questão, é mexer nas variáveis de forma a obtermos a unidade da resposta final:
Queremos
, e como a única variável que envolve o tempo é a constante gravitacional, um termo
aparece. Agora, precisamos sumir com as unidades
. Como o único termo que envolve a massa é
, um termo
aparece. Note agora que os termos restantes que envolvem comprimento –
de
e
de
– se cancelam. Logo não há dependência no raio e a resposta final é:

Agora, uma maneira mais geral, adequada para expressões maiores, envolve darmos um expoente para cada variável:
, logo:

Assim, as dependências sã0: massa:
, comprimento:
e tempo: 
Resolvendo o sistema, obtemos:
e 
Chegamos portanto na mesma expressão para a frequência:

INTERMEDIÁRIO
Para achar a latitude eclíptica máxima de uma estrela que pode ser ocultada pela Lua é necessário primeiro achar a latitude eclíptica máxima que a Lua pode ser observada, que será:


a partir disso temos que


Agora para acharmos o a latitude eclíptica máxima da estrela temos que somar o raio angular da Lua que pode ser calculado da seguinte forma:


Somando
e
temos que a latitude eclíptica máxima de uma estrela que pode ser ocultada pela Lua é

AVANÇADO
(a) A Lei de de Rayleigh-Jeans, da mesma forma que a Lei de Planck, relaciona a radiação espectral com o comprimento de onda de um corpo negro de temperatura dada. Entretanto ela é uma aproximação que somente funciona para altos comprimentos de onda:

Para deduzi-la, podemos utilizar que:
para 
Assim, substituindo essa expressão na Lei de Planck:


(b) A Lei de Wien relaciona a Temperatura efetiva da estrela com o comprimento de onda de máxima intensidade:

Assim, podemos deduzi-lá encontrando pico de emissão da Lei de Planck, ou seja:

![2\cdot h\cdot c^2 \cdot \left[ \dfrac{-5}{\lambda^6}\cdot \dfrac{1}{e^{\frac{h\cdot c}{\lambda\cdot k\cdot T}}-1} + \dfrac{1}{\lambda^5}\cdot \dfrac{-e^{\frac{h\cdot c}{\lambda\cdot k\cdot T}}}{\left(e^{\frac{h\cdot c}{\lambda\cdot k\cdot T}} - 1 \right)^2} \cdot \dfrac{h\cdot c}{k\cdot T}\cdot \dfrac{-1}{\lambda^2}\right] = 0](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_73661eea54d23404d9d31bee78a342dd.gif?ssl=1)


Utilizando:



Por Iteração obtemos
, assim:


(c) Por último, a Lei de Stefan-Boltzmann relaciona o fluxo na superfície da estrela com a sua temperatura superficial:

Partindo das definições:
,
, 
Temos que:




Substituindo a Lei de Planck e integrando sobre todos os comprimentos de onda:

Novamente, utilizando:


Com a integral dada no enunciado e simplificando a expressão, obtemos:



Além disso, podemos calcular a Luminosidade da estrela com seu raio e sua temperatura por:



