Escrito por Wanderson Faustino Patricio
Iniciante
Análise de dados, calculo de incerteza, montagem de gráficos e tabelas
a) Para instrumentos de medição, sabemos que existem duas maneiras de analisar a incerteza: a primeira é se o instrumento for digital, nesse caso a incerteza associada a esse instrumento é a menor medida apresentada (por exemplo um cronômetro, ou um termômetro digital), ou alguma relação entre as medições, e nesse caso o manual de instruções do aparelho deve trazer a maneira como a incerteza deve ser calculada (por exemplo um multímetro digital), o segundo é o caso para um aparelho analógico, neste caso a incerteza do aparelho é a menor medida possível a ser feita dividida por dois (por exemplo uma régua escolar).
Como o transferidor é um instrumento analógico, e sua incerteza é
a sua menor medida é
.
b) Plotando os pontos em um gráfico temos:
Figura 01: Gráfico
x 
c) Para a construção dessa tabela teremos que calcular a incerteza da função seno. Utilizando a tabela de incertezas apresentada pela OBF, temos que:

Com o ângulo
medido em radianos.
Como o nosso ângulo foi dado foi dado em graus devemos convertê-lo para radianos multiplicando por
.


Aplicando os valores, montamos a seguinte tabela:
Figura 02: Tabela
x 
d) Plotando o gráfico de
x
:
Figura 03: Gráfico
x 
e) Organizando a lei de Snell, chegamos a:

Essa é uma equação do tipo
com:
,
,
e 
Fazendo uma regressão linear com os pontos, e utilizando o método dos mínimos quadrados para calcular a incerteza dos coeficientes encontramos:
e 
Como
:

Utilizando a tabela de incertezas da OBF:

Aplicando valores, chegamos a:

Intermediário
Montagem de graficos e tabelas, cálculo de incertezas e calculo de valores.
a) Plotando o gráfico, temos:
Figura 04: Gráfico
x 
b) Pela lei da condução térmica de Fourier, temos:

Onde
é o tamanho da camada de gelo, e
é a área da camada de gelo.
A quantidade de calor para congelar uma massa
de água é:


Logo:




Essa equação já é uma equação linearizada, da tipo
, com:
,
,
e 
c) Como a função que estamos trabalhando é um polinômio, a incerteza de cada medida varia de acordo com a medida:

Organizando a tabela:
Figura 05: Tabela
x 
Plotando o gráfio obtemos:
Figura 06: Gráfico
x 
d) Fazendo uma regressão linear com os dados da Figura 05 obtemos:
e 
Como
:
e 
Aplicando valores chegamos a:

Como
:

Utilizando a tabela de incertezas da OBF para as incerteza do produto e da divisão temos:

OBS: Como o
é a diferença entre duas temperaturas, a sua incerteza não será apenas
, mas será necessário utilizar a regra da incerteza para a soma:


Aplicando valores encontramos:

e) Ajeitando a equação da altura temos:
![h=\left[h_0^2\left(1+\dfrac{2K\Delta \theta t}{\rho Lh_0^2}\right)\right]^{\frac{1}{2}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_243de61f1bf834b413684a9f9be58ccc.gif?ssl=1)

Utilizando a aproximação binomial:


Perceba que essa é uma função linear entre
e
, usando os dois primeiros valores para calcular o coeficiente angular temos:


Perceba que a diferença entre esse resultado e o resultado encontrado antes difere em
o que é uma diferença muito grande, e portanto, esse método não é uma boa aproximação para essa faixa de valores.
Avançado
Cálulo de ddp, resolução de EDO, cálculo de erros, montagem de tabelas e gráficos
Parte A
a) Suponhamos que a corrente total que passa no circuito é
, e que a corrente que passa no capacitor é
, dessa maneira a corrente que passa no resistor paralelo ao capacitor é
. Como a ddp no capacitor é igual a ddp nesse resistor temos:


A ddp do circuito é a soma da ddp do capacitor e do resistor em série com este, logo:


b) A solução particular será constante:
e 

A solução homogênea será do tipo:
e 



c) A carga será a soma da homogênea com a particular:

Como a carga inicial é zero:


A carga no capacitor será:

A ddp será:

Como
:

Parte B
a) Se plotarmos como as tensões se comportariam em um mesmo gráfico teremos:
Figura 07: Gráfico das tensões
b) Utilizando a aproximação para a exponencial teremos:

Portanto, nas ddp’s do capacitor e do resistor:

e

Portanto:
,
,
e 
c)


Parte C
a) Plotando os pontos:
Figura 08: Gráfico Tensão x Tempo
b) Se aproximarmos o gráfico na região próxima a
teremos:
Figura 09: Gráfico extrapolado
Podemos ver que o coeficiente angular da reta extrapolada do gráfico vai ser:


c) Organizando a equação teremos:





Perceba que essa é uma função do tipo
com:
,
,
e 
d) Para o cálculo da incerteza associado ao logaritmo, utilizaremos a fórmula para o caso geral de uma função:
Considere uma fução:

A incerteza associada a essa função é dada por:
![(\sigma_f)^2=\displaystyle \sum_{i=1}^{n}\left[ \left(\dfrac{\partial f}{\partial x_i}\right)^2(\sigma_{x_i})^2\right]](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_2bfeabcbd6f2df01f29f99e1f9129a13.gif?ssl=1)
Para a nossa função:
e 
Calculando as derivadas parciais:
e 
Logo:

Aplicando valores:

Calculando os valores, montamos a seguinte tabela:
Figura 10: Tabela logaritmo x Tempo
Plotando o gráfico temos:
Figura 11: Gráfico Logaritmo x Tempo
e) Fazendo uma regressão linear encontramos:
e 
Temos que:


A incerteza da capacitância será:

Portanto:

Perceba que a aproximação feita no item b) é uma aproximação muito boa.











