Escrito por Matheus Felipe R. Borges, Wesley Antônio e Rafael Moreno Ribeiro
Iniciante
Lançamentos
Vamos primeiro calcular o alcance do lançamento de um projétil com velocidade
formando um ângulo
com a horizontal
Figura 1: Lançamento de um projétil
Podemos interpretar o movimento do projétil como um movimento retilíneo uniforme na horizontal e um movimento retilíneo uniformemente vaiado na vertical. Com o movimento na horizontal podemos achar o alcance

Onde
é o tempo de voo do projétil. Podemos calcular o tempo analisando o movimento na vertical, o tempo de subida e descida são iguais, pois há a mesma variação de velocidade em ambos os casos

Portanto o tempo de voo será

Ou seja, o alcance será

Da trigonometria sabemos que
, então

Como o canhão não consegue atingir ângulos maiores que
quanto maior o ângulo maior o alcance, então temos que achar o ângulo limite, ou seja, o ângulo que o projétil tangencia o abrigo.
Figura 2: Lançamento no abrigo
Imagine o lançamento do projetil em um plano inclinado paralelo ao abrigo, como mostra a figura
Figura 3: Lançamento no abrigo com plano inclinado
Podemos analisar o movimento do projétil na direção perpendicular ao plano inclinado, nessa direção o projetil tem uma aceleração
, vamos usar a equação de Torricelli para determinar o 

Sabemos que
, pelas relações do triangulo retângulo, portanto

Portanto, usando a fórmula do alcance, que achamos anteriormente, podemos dizer que o alcance máximo é

Onde

Demonstração.
Intermediário
Movimento Harmônico Simples e Leis de Kepler
(a) Como o corpo está sujeito a um M.H.S nos eixos x e y, e estamos interessados apenas na forma geral da trajetória, não há necessidade de se considerar efeitos de diferença de fase que acabariam por causar a rotação da figura no plano. Portanto, temos que:


Ou seja,
, onde
. De modo análogo, podemos fazer
.
Portanto, usando a relação fundamental da trigonometria, temos:


Portanto, vemos que essa equação é justamente a de uma elipse de semi-eixos
e
.
(b) Com a motivação do item (a), a primeira lei induz a pensar em um movimento harmônico simples, com a força gravitacional sendo proporcional à distância do planeta ao Sol:
. Assim, usando-se da terceira lei, pode-se ver que, realmente, o movimento é regido por forças gravitacionais análogas ao M.H.S., já que o período no MHS não depende da amplitude, apenas de
. De tal forma, como a força gravitacional continua sendo uma força central, a segunda lei de Kepler não muda, pois ela é resultado da conservação de momento angular (algo que sempre ocorre com forças centrais).
(a) Elipse
(b)
e “Uma linha desenhada do planeta até o sol varre áreas iguais em tempos iguais”
Avançado
Reações nucleares e condução de calor
(a) Pela tabela, podemos verificar que
para o primeiro decaimento
é várias ordens de grandeza maior que os outros. Desse modo, podemos considerar que assim que a primeira reação ocorre, as demais acontecem imediatamente. Com isso, conseguimos afirmar que a taxa de todas as reações seguintes é a mesma da primeira reação, que vale:

Logo:


Como
(onde
é a quantidade total de átomos de urânio), temos finalmente que:

(b) Sabemos que todos os decaimentos ocorrem a uma taxa fixa de
. Cada reação
libera sua potência única, dada por:

Somando todas essa potências, podemos obter a potência total do sistema:

Podemos obter o volume do sistema como:

Assim,

Nessa etapa, não se esqueça de converter as energias em
para
, fazendo uso da relação
.
(c) Dentro de uma esfera de urânio de raio
, podemos dizer que:



Integrando a expressão, usando como limites os raios externo (
) e interno (
) e as temperaturas externa (
) e interna (
, a temperatura do urânio fundente), obtemos que:

(a) 
(b) 
(c) 



