Escrito por Luís Fernando
Iniciante
Grupo Local
Para a resolução dessa questão, considere a seguinte geometria:

Sendo
a distância de M31 à Terra,
a distância de M33 à Terra e
a distância de M31 a M33, podemos obter
a partir da lei dos cossenos:

Agora, por lei dos senos, podemos calcular o ângulo requisitado (
):

Com isso:

Intermediário
Ponto Brilhante
Considerando que em ambos os instantes o objeto se encontrava em seu latus rectum e que em
e
estava em oposição e em conjunção, respectivamente, podemos desenhar geometricamente a situação da seguinte forma (fora de escala):

Em que
e
são os pontos em que o objeto se localiza ao estar com magnitude
e
. Ademais,
representa o valor do semi-latus rectum da órbita.
Como foi dado o período, podemos calcular o valor do semi-eixo maior do objeto:

Agora, para calcularmos a excentricidade, é importante entendermos que o fluxo luminoso do objeto na Terra depende de dois fatores: a sua distância em relação ao Sol (
) e sua distância em relação à Terra (
). Considerando a lei do inverso do quadrado da distância, podemos escrever tal relação da seguinte forma:

E, pela lei de Pogson, podemos obter a seguinte expressão:

Tal expressão implica que
. Ademais, pela geometria exposta na imagem:

Inserindo tal expressão na equação obtida e isolando o logaritmando:

Resolvendo para
:


Com isso:


Avançado
Somewhere Over the Multiverse II
Pela definição de magnitude superficial, podemos obter a magnitude aparente total do céu:


Pela equação de Pogson, podemos relacionar tal magnitude com o fluxo total recebido:

Em que
. Podemos obter uma expressão para
considerando, inicialmente, o fluxo recebido por conta de uma casca esférica de espessura
e, após isso, somando todas essas contribuições. Sendo
a densidade numérica de estrelas, temos que a luminosidade em uma casca será:

Com isso:


Desse modo, podemos substituir a expressão de
na equação (3) e manipular a expressão para obter
:


A distância mínima requisitada pode ser estimada como sendo o comprimento da aresta de um cubo que possui uma estrela em seu interior:


Internacional
Recombinação
a) Nesse caso, a energia da CMB será igual à
:


b) Sabendo o parâmetro de densidade da matéria bariônica, podemos multiplicá-lo pela densidade crítica e dividir pela massa do próton:

Com isso:

Calculando, a partir da fórmula fornecida, a densidade numérica de fótons para
:

Sendo
a razão bário-fóton, temos:

c) Considerando o Universo como sendo eletricamente neutro, a densidade numérica de prótons se torna igual à densidade numérica de elétrons. Ademais, a densidade numérica de bárions é em grande parte devido à prótons. Como tais partículas podem estar livres ou em forma de hidrogênio neutro, podemos, por aproximação, considerar que:

Desenvolvendo a equação fornecida:

d) Considerando que a massa do elétron é muito menor que a de um próton, temos
, de forma que:

Pode-se substituir o primeiro membro da equação acima por
, de modo que:

Considerando o momento da recombinação como tendo
, conseguimos, enfim, resolver essa equação transcendental por iteração, de modo a obter:

Que corresponde a um redshift:

Que é, evidentemente, uma ótima aproximação!

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