Soluções Astronomia – Semana 41

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INICIANTE

a) A distância de uma estrela pode ser determinada a partir da paralaxe trigonométrica da seguinte maneira:

$$d(pc)=\frac{a(UA)}{p(“)}$$

Onde $$a$$ é o semi-eixo maior da orbita do planeta a partir do qual se mede o ângulo paralático $$p$$.

Calculando para a Terra, onde $$a=1 UA$$:

$$d=40 pc$$

b)Utilizando o módulo da distância, temos:

$$m-M=5log(d)-5$$

Substituindo valores e resolvendo para $$M$$, temos:

$$M=-1$$

c) Adaptando a Lei de Pogson para magnitudes absolutas e luminosidades (Análogo à magnitudes aparentes e fluxos):

$$M-M_{\odot}=-2,5log(\frac{L}{L_{\odot}})$$

Substituindo valores e resolvendo para $$L$$, temos:

$$L=211 L_{\odot}$$

INTERMEDIÁRIO

As duas soluções do problema diferem porque os azimutes das estrelas podem ser iguais ou separados por $$180^{\circ}$$.

Primeiro, para o caso em que ambas as estrelas têm mesmo azimute:

Utilizando a figura, vemos que o dobro da distância polar é a diferença de alturas. Assim, encontramos a declinação:

$$2\cdot(90^{\circ}-|\delta|)=60^{\circ}-10^{\circ}$$

$$\delta=-65^{\circ}$$

Ainda utilizando a figura, vemos que o módulo da latitude é dado pela soma da menor altura com a distância polar ou a diferença entre a maior altura e a distância polar.

$$|\phi|=10^{\circ}+(90^{\circ}-|\delta|)$$

$$\phi=-35^{\circ}$$

Segundo, para o caso em que as estrelas tem azimutes separados de $$180^{\circ}$$:

Pela figura, vemos que a soma das alturas com o dobro da distância polar deve ser igual a $$180^{\circ}$$.

$$2\cdot(90^{\circ}-|\delta|)+60^{\circ}+10^{\circ}=180^{\circ}$$

$$\delta=-35^{\circ}$$

Agora, calculemos a latitude $$\phi$$:

Somando a distância polar com a menor das alturas obtemos o módulo da latitude.

$$|\phi|=(90^{\circ}-|\delta|)+10^{\circ}$$

Finalmente:

$$\phi=-65^{\circ}$$

AVANÇADO

Este problema pode ser resolvido pensando sobre o que são matéria, radiação e sobre o conceito de energia escura fornecido no problema.

a) A partir da famosa equação $$E=mc^2$$ podemos chegar numa relação entre densidade de energia e densidade de matéria:

$$E=mc^2$$

Dividindo ambos os lados pelo volume do universo, $$V$$:

$$\epsilon=\rho c^2$$

Onde $$\epsilon$$ é a densidade de energia e $$\rho$$ é a densidade de matéria.

Assim, conclui-se que $$\epsilon$$ e $$\rho$$ são diretamente proporcionais.

Se a densidade é inversamente proporcional ao volume e, consequentemente, inversamente proporcional ao cubo do raio do universo, que, por sua vez, é proporcional ao fator de escala, temos que a densidade é inversamente proporcional ao cubo do fator de escala. Temos assim:

$$\rho=\rho_0\cdot a^{-3}$$

$$\epsilon=\epsilon_0\cdot a^{-3}$$

Onde $$\rho_0$$ e $$\epsilon_0$$ são as densidades de matéria e de energia atualmente.

b) Assim como a matéria, a densidade de fótons cairá com o cubo do fator de escala. No entanto, a energia dos fótons é inversamente proporcional ao comprimento de onda, que, por ser um comprimento, é proporcional ao fator de escala, logo, a energia de um fóton somente será inversamente proporcional ao fator de escala. Juntando esses dois fatores, temos que a energia da radiação será inversamente proporcional à quarta potência do fator de escala.

Assim:

$$\epsilon=\epsilon_0\cdot a^{-4}$$

c) Se a energia escura é a energia do espaço vazio e somente há energia escura, quer dizer que este universo é vazio!

Logo, à medida que ele expande mais espaço vazio é criado e, dessa forma, mais energia escura é gerada. Assim, a densidade de energia escura é constante, e consequentemente, a densidade de energia total desse universo, em específico, também.