INICIANTE
a)


b)
Analogamente,


*Se você desejar uma solução mais completa e explicada para esse problema, que revise os conceitos de Efeito Doppler com o observador/fonte em movimento, este vídeo pode lhe ajudar
INTERMEDIÁRIO
Para calcular a perda de massa,
, por fusão nuclear, podemos utilizar a equação de Einstein da equivalência massa-energia:

Onde
é a luminosidade do Sol.
Os ventos solares são compostos principalmente por prótons e elétrons por causa de suas pequenas massas e cargas. Como a carga elétrica do Sol só fica constante, ao longo de grandes períodos de tempo, se os ventos solares forem eletricamente neutros, estes possuem a mesma quantidade de prótons e elétrons. Logo, para calcular a perda de massa,
, pelos ventos solares:

Assim, a razão entre a perda de massa pelos ventos solares e pela fusão nuclear pode ser calculada por:

Utilizando os dados da Tabela de Constantes obtemos:

AVANÇADO
Parte 1
a) Nesse item, precisamos calcular a distância da Terra até Alchiba e sua luminosidade no filtro V e relacionar esses valores com o ângulo sólido obtido a partir da Lei de Planck.
Achando a distância
a partir da paralaxe
:

Para achar a luminosidade no filtro V, podemos primeiramente encontrar a magnitude absoluta no filtro V
e relacionar esse valor com o magnitude absoluta do Sol no filtro V,
(tabela de constantes).
Encontrando
pela equação de Pogson (veja aqui)

Relacionando com a luminosidade de Alchiba no filtro V, 

Onde 
Agora, a luminosidade de Alchiba no filtro V se relaciona com seu ângulo sólido a partir de :

Onde
é calculado com a temperatura de Alchiba e o comprimento de onda central do filtro V (
),
é o ângulo sólido da estrela vista do ponto de observação (guarde isso no seu coração), onde nesse caso o ponto de observação é a própria Terra, e
é o ‘full width at half maximum’ da banda V (uma alternativa para o uso de uma integral, que aparece na Parte 2).
Assim:

Ou:
![\Omega=\large{\frac{L_V \lambda_c^5 [exp(\frac{hc}{\lambda_c k_BT})-1]}{8\pi \cdot h \cdot c^2 \cdot d^2 \cdot FWHM}}](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_666c9656736be97b9e500c41345f94ed.gif?ssl=1)
Fazendo os cálculos necessários, obtemos 
b) Com o ângulo sólido compreendido por Alchiba e sua distância até a Terra este item sai de maneira mais direta.
Como
é pequeno,
, onde
é a semiabertura do cone compreendido por Alchiba tal que
. Assim:

*Curiosidade: a fórmula conhecida
é somente uma aproximação que funciona para valores de
muito pequenos. A expressão exata é
, que se torna a conhecida aproximação quando fazemos
. Você pode encontrar a dedução dessa expressão geral na Wikipédia ou nesse vídeo (inglês com sotaque da Índia porém entendível). Lembre-se de que isso é somente uma curiosidade, na prática é muito difícil que essa expressão para o ângulo sólido seja necessária
Parte 2:
Como o satélite reflete certa parte da radiação incidente, precisamos calcular a luminosidade do Sol fora desse range a partir da Lei de Planck, porém agora sem utilizar o FWHM. Com essa luminosidade a questão vira a clássica ‘encontre a temperatura do planeta’ (que você pode encontrar nessa ideia, nesse problema da semana iniciante, nesse intermediário e nesse intermediário, onde o albedo é nulo pois estamos considerndo o corpo como um corpo perfeitamente negro).
De maneira análoga à conta feita na Parte 1, calculamos a luminosidade integrando
com relação ao ângulo sólido (que seu coração lhe diz ser do Sol visto do satélite, e ele está certo), a área coberta pela radiação a partir do Sol e a frequência, que no caso possui como limites de integração
e
. Assim:

Onde
é a distância do Sol à Terra, que é aproximadamente a distância entre o satélite e o Sol, e
é o raio do Sol. Repare que, como é de se esperar, o resultado da luminosidade não depende de 
Reescrevendo e expandindo:

Utilizando a substituição de variável
:

Onde
e, lembrando,
é a temperatura do Sol.
Agora precisamos fazer algum tipo de aproximação para não ter que integrar a devida expressão (possível porém evidentemente a questão não quer isso, ainda mais em uma prova de astronomia). Basta notar que o limite superior do integrando vale
, um valor muito menor que aquele do pico do integrando (
). Assim, devemos fazer a aproximação análoga a de Rayleigh Jeans, aproximando
. Dessa forma:

Onde 
Assim, realizando os devidos cálculos, obtemos:
. Repare também que esse valor é muito menor que a luminosidade real do Sol, que é um resultado esperado visto que estamos integrando somente uma pequena parcela dos valores da frequência emitida pelo Sol (idealmente todos os valores não negativos)
Agora, realizando o clássico procedimento para achar a temperatura do satélite:

Logo a temperatura do satélite (que não depende de
) é
.
**A passagem na qual utilizamos a aproximação de Rayleight Jeans é valida para um integrando muito menor que a coordenada
do pico, que é o caso dessa questão. Entretanto, é possível que uma questão cobre o contrário: um integrando muito maior que a abscissa do pico. Nesse caso, você teria que realizar o análogo da aproximação de Wien, falando que
, pois x é grande, e integrar (a integral ainda é feia porém menos que antes). Esse problema da semana aborda essas aproximações
