Iniciante
Observando o satélite
a) Para determinar o diâmetro angular, vamos utilizar o seguinte esquema:
Observando o triângulo retângulo, podemos ver que:

Substituindo os valores numéricos:

b) Para determinar o intervalo de latitudes vamos analisar o caso limite em que Phobos está no horizonte do observador e sobre o meridiano local.
Utilizando a lei dos senos:

Resolvendo:

Ou seja, poderemos observar Phobos no intervalo de latitudes marcianas
.
Intermediário
Colapsando o satélite
a) Para encontrar a expressão do Limite de Roche, precisamos analisar a variação de força gravitacional entre dois pontos diferentes no satélite. Vamos utilizar o caso em que o diferencial de força é máximo, analisando uma massa de prova no centro do satélite e outra na superfície.
Equacionando, encontramos:


O Limite de Roche é o caso limite da expressão acima, em que
, assim:


Utilizando a aproximação
para
:

Desenvolvendo:


![\Rightarrow d = \sqrt[3]{\frac{2M}{m}} R](https://i0.wp.com/noic.com.br/wp-content/plugins/latex/cache/tex_b2baa46a8ebb782a683067e177a9e0fe.gif?ssl=1)
Em que
é a distância do Limite de Roche. Substituindo os valores numéricos:

b) Tomando uma massa de prova
na superfície de Marte que é elevada a uma altura
devido à força de maré de Phobos, podemos dizer que sua energia potencial gravitacional é:

Para manter o equilíbrio, vamos igualar essa expressão ao trabalho realizado pela força de maré:

Sendo
a aceleração gravitacional causada pela força de maré de Phobos em Marte e
o raio de Marte.
Sendo os termos das acelerações gravitacionais:


Substituindo na expressão inicial:



Substituindo os valores numéricos:

Avançado
Anéis de Marte
Para a determinação do período dos anéis formados vamos nos basear na conservação do momento angular, já que não houve dissipação de energia no processo de colapso de Phobos.
Utilizando a relação entre o momento de inércia e a velocidade angular temos que:



Sendo o momento angular da órbita de Phobos, aproximando a órbita para circular temos que:

Como 

Agora vamos calcular o momento de inércia da nuvem em cada uma das distribuições de massa.
a) Para um anel temos:

Analisando a distribuiçã de massa do anel, temos:


Assim:


Substituindo na expressão inicial:


Onde
é a distância entre o centro de Marte e o anel,
a massa de Marte e
o raio orbital de Phobos antes do colapso.
b) Para um disco temos:

Analisando a distribuiçã de massa do anel, temos:

Como
:


Então:


Substituindo na expressão inicial:


Onde
é o raio do disco formado,
a massa de Marte e
o raio orbital de Phobos antes do colapso.
c) Para um toróide temos:

utilizando coordenadas cilíndricas,
,
e
:

Então:


Realizando uma substituição de variável para deslocar o eixo de rotação:


Temos que:


Resolvendo a integral:

Como
:

Substituindo na expressão inicial:


Onde
é a distância entre o centro de Marte e o centro do toróide,
é o raio da seção transversal do toróide,
a massa de Marte e
o raio orbital de Phobos antes do colapso.



