Iniciante:
Situação Física: Pela equação de um movimento uniformemente acelerado, $$D=v_0t+\frac{at^2}{2}$$, é fácil perceber que quanto maior for a aceleração, menor será o tempo necessário para percorrer a distância citada. Contudo há uma condição: o bloco não deve deixar o chão. Para que tal ocorra, a componente vertical da força feita pela estudante deve ser no máximo igual ao peso do bloco. Além disso, obtemos o trabalho feito de diversas formas, contudo irei utilizar a definição de que trabalho é a varição da energia interna, nesse caso, da cinética.
Resolução: Para que o bloco não saia do chão, sendo o ângulo já definido:
$$F\sin{(30^0)}=F\frac{1}{2}=mg$$
Assim obtemos a força máxima que a estudante pode exercer na caixa. Obtemos então a aceleração:
$$F=ma\rightarrow a=2g$$
Utilizamos então a conhecida equação da cinemática para obter o tempo (lembrando que a velocidade inicial é nula):
$$D=v_0t+\frac{at^2}{2}\rightarrow D=0t+\frac{2gt^2}{2}$$
Por fim, isolando $$t$$:
$$t=\sqrt{\frac{D}{g}}$$
Para o trabalho, temos:
$$\tau=\Delta\frac{mv^2}{2}$$
Como a energia inicial é nula, temos que a varição da mesma corresponde a energia final. Ou seja:
$$\tau=\frac{1}{2}mv^2$$
Sendo $$v$$ dado pela fórmula:
$$v=at=g\sqrt{\frac{D}{g}}=\sqrt{Dg}$$
Chegando a:
$$\tau=\frac{1}{2}mDg$$
Intermediário:
Situação Física: Aqui o maior cuidado que devemos ter é com as direções das forças: as molas são puxadas de forma inclinada, porém o torque é dado somente pela componente perpendicular a haste. Podemos pegar tal inclinação olhando a distância percorrida e usando a fórmula de lançamento oblíquo. Além disso, devemos lembrar que cada mola não está somente para frente, mas para o lado também, pois uma de suas extremidades etá na lateral da abertura do estilingue e a outra na massa, que se encontra equidistante de ambas laterais. Sendo o comprimento natural de cada mola $$x$$, tal abertura mede $$2x$$. Ou seja, temos forças nos três eixos do espaço, porém queremos somente as horizontais (visto que a haste se encontra na vertical). Para encontrar a deformação das molas, conservamos a energia.
Resolução: Seja $$d$$ a deformação das molas:
$$2\frac{1}{2}Kd^2=\frac{1}{2}mV^2\rightarrow d=\sqrt{\frac{m}{2K}}V$$
Força feita pelas molas, retirando as componentes que apontam para as laterais do estilingue:
$$F’=2Kd\frac{\sqrt{(d+x)^2-x^2}}{d+x}=2K\sqrt{\frac{m}{2K}}V\frac{\sqrt{\frac{m}{2K}V^2+2\sqrt{\frac{m}{2K}}Vx}}{\sqrt{\frac{m}{2K}}V+x}$$
Após isso, temos de retirar as componentes verticais. Para tal, devemos saber o ângulo de lançamento. Pelas equações do lançamento oblíquo temos:
$$D=\frac{V^2\sin{(2\theta)}}{g}$$
Onde $$\theta$$ é o ângulo de lançamento. Neste cado temos:
$$D=\frac{V^2}{g}\rightarrow \sin{(2\theta)}=1 \rightarrow \theta= 45^0$$
E assim, obtemos que a força perpendicular a haste se da por $$F’\cos{(45^0)}$$. Por fim, igualamos os torques:
$$F’\cos{(45^0)}\frac{2}{3}l=F’\frac{\sqrt{2}}{3}l=F\frac{1}{3}l$$
Onde $$l$$ é o tamanho da haste. Por fim:
$$F=2\sqrt{2}K\sqrt{\frac{m}{2K}}V\frac{\sqrt{\frac{m}{2K}V^2+2\sqrt{\frac{m}{2K}}Vx}}{\sqrt{\frac{m}{2K}}V+x}$$
Para um melhor entendimento, veja as imagens a seguir:
Figura 1: estilingue visto de duas perspectivas
Avançado:
Situação Física: Há energia potencial entrando no sistema pois a massa que se agrega a este em alturas maiores que a tida como referência (base da montanha), e no fim toda esta emergia, mais a inicial, é convertida em cinética.
Resolução:
O aumento de massa é dito ser linear, sendo que na metade da altura, $$m$$ foi para $$3m$$, nos levando a relação:
$$\frac{H}{2}\rightarrow 2m$$
$$H\rightarrow 4m$$
Ou seja, percorrendo toda a montanha, há um aumento de $$4m$$, totalizando $$5m$$. Agora, digamos que há uma densidade linear de massa (que é agregada a bolinha) $$\lambda$$, tal que $$\lambda H=4m$$. A energia de um segmento muito pequeno de altura $$dh$$ a uma altura $$h$$ se da por:
$$dE’=hg\lambda dh$$
Para a energia total que será absorvida, basta somar todas as energias de todos os pequenos “pedaços” $$dh$$ indo de $$0$$ a $$H$$. Ou seja, integramos:
$$E’=\int_{0}^{H}{\lambda dhhg}=\frac{\lambda gH^2}{2}$$
Como $$\lambda H=4m$$:
$$E’=2mHg$$
Por conservação de energia:
$$E_{c}=E’+E_{0}$$
Onde $$E_{0}$$, a energia inicial, é dada por $$E_{0}=mgH$$. Por fim obtemos:
$$\frac{1}{2}5mv^2=3mgH$$
$$\rightarrow v=\sqrt{\frac{6}{5}gH}$$


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