Soluções Semana 114 Astronomia

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Escrito por Felipe Maia

Iniciante

O Enigma da Estrela Cintilante

Primeiramente, por saber que a estrela é do tipo espectral GV, podemos assumir que a mesma está na sequencia principal. Por ser semelhante ao Sol, podemos estimar a sua temperatura, T\approx 5770 \text{ K}. Utilizando a Lei de Wien, podemos encontrar um comprimento de onde de pico, sendo este,

\lambda_{pico, \, 0} = \frac{b}{T} \approx 574,8 \text{ nm}

Com isso, podemos encontrar o redshift da estrela, utiliznado a fórmula classica,

z = \frac{\lambda-\lambda_0}{\lambda_0} \approx 4, 4 \cdot 10^{-3}

Comoz\approx v/c = H_0 d/c, podemos estimar a distância da mesma,

d = \frac{z c}{H_0} \approx 18,33 \text{ Mpc}

Para estimar a massa, vamos utilizar que, na sequência principal, é válida a relação L\propto M^{3,5}. Mas note que, L=4\pi R^2\sigma T^4 \propto R^2T^4 e M= \frac{4\pi R^3}{3}\rho_{media}\propto R^3, assim, é válido que,

R^2T^4\propto (R^3)^{3,5} \rightarrow R \propto T^{0,47}

Dessa maneira,

R=\left(\frac{T}{T_\odot}\right)^{0,47}R_\odot \approx 0,95 R_\odot

E para estimar a massa,

M = (R/R_\odot)^3 M_\odot \approx 0,86 M_\odot

Por tanto, os valores que conseguimos estimar, foram,

\boxed{d = 18,33 \text{ Mpc}, \ \ R = 0,95 R_\odot, \ \ M = 0,86 M_\odot}

Mas note que esses valores são apenas estimativas e advem de severas simplificações do modelo real.

Intermediário

Rei Arthur Gurjinho

Vamos começar calculando o Horário em que Arcturos irá nascer no dia em questão, utilizando a fórmula dada pelo enunciado, temos,

\cos H = -\tan\delta_A\tan\phi = -0,6213\rightarrow H = 128,4^\circ = 8^h34^m

Assim, podemos concluir que o ângulo horário da estrela quando a mesma nasce é H_{nascer} = - |H| = -8^h34^m e quando ela se põe é de H_{ocaso} = |H|. O tempo total em que um astro fica no céu durante um dia é de \Delta t = 2H = 17^h08^m para arcturos neste dia em específico.

Pela fórmula do tempo sideral local, temos que, TSL = H+\alpha. Logo, o nascer de Arcturos ocorrerá em,

TSL_\text{ nascer} = -8^h34^m + 13^h17^m = 4^h43^m

e o horário que ela se põe,

TSL_\text{ ocaso} = 8^h34^m + 13^h17^m=21^h51^m

Já para o Sol, note que o dia 21/12/725 coincide com o solstício de inverno no hemisfério norte. Assim, \delta_\odot = -23,47^\circ. Substituindo na fórmula,

\cos H_\odot = -\tan\delta_\odot\tan\phi =0,5458 \rightarrow H = 3^h48^m

Utilizando o mesmo raciocínio anterior, temos,

TSL_{\odot, \text{ nascer}} = -3^h48^m + 12 = 8^h12^m

TSL_{\odot, \text{ ocaso}} = 3^h48^m + 12 = 8^h12^m = 15^h48^m

Agora, podemos facilmente calcular o tempo total em que Arcturos ficará vísivel. A mesma podera ser vista, depois que nascer, mas antes do Sol nascer e antes do Sol se por, mas depois que o Sol se por. Assim,

\boxed{\Delta T = (TSL_{\odot, \text{ nascer}} - TSL_{\odot} ) + (TSL_{\odot} - TSL_{\odot, \text{ ocaso}}) = 2 (H-H_\odot) = 9^h32^m}

Avançado

Cegueira de Horizonte

Como dica do problema, foi nos dado a importante relação \tau\propto r. Agora, vamos modelar a situação para entender um pouco da geometria do problema. Olhe para o seguinte esquema:

Onde utilizamos uma aproximação de atmosfera plana. Aqui fica evidente que, r_2 = r_1\sec z, logo, \tau_2=\tau_1\sec z.

Utilizando a equação de Pogson, temos,

m_1-m_2 = -2,5\log\left(\frac{I_1}{I_2}\right) = -2,5\log\left(\frac{I_0 e^{-\tau_1}}{I_0e^{-\tau_2}}\right)

Usando a propriedade que \log x^a = a \log x e denotando m_1-m_2 = \Delta m,

\Delta m = 2,5\log (e^{\tau_1-\tau_2}) = 2,5(\tau_1-\tau_2)\log e

Por convenção, vamos dentoar que \tau_1 = \tau (0), e assim, \tau_2/\tau_1 = \sec z

\boxed{\Delta m = 2,5\log e (1-\sec z)\tau (0) \approx = 1,086 (1-\sec z) \tau (0)}

 

Internacional

Problemas com a Precisão

a) O desvio \Delta \theta_p é a paralaxe básica que conhecemos, com geometria básica, obtemos

\sin\Delta \theta_p = \frac{r}{d}

Mas como r\ll d, temos,  \sin x \approx x e desse modo,

\boxed{\Delta \theta_p = \frac{r}{d}}

b) As transformações de Lorentz (usando c=1 ) são dadas por

x = \gamma (x' + vt'), \ \ t = \gamma(t' + vx')

c) Note que no referencial S, temos \cos \alpha = \frac{x}{t}, No referencial S' temos

x' = t'\cos\alpha'

Usando as transformações de Lorentz,

t = \gamma t'(1+v\cos\alpha')

x = \gamma t'(\cos\alpha'+ v)

Utilizando que \cos\alpha = x/t, temos

\cos\alpha = \frac{\cos\alpha' + v}{1+ v\cos\alpha'}

“Voltando” os c, temos

\boxed{\cos\alpha = \frac{\cos\alpha' + v/c}{1+(v/c)\cos\alpha'}}

d) No frame S', teremos que a velocidade em x' é dada por v_x' = c\cos\alpha'. No referencial S, temos

v_x =

Substituindo v_x' e utilizando que \cos\alpha = v_x/c temos

\boxed{\cos\alpha =\frac{\cos\alpha' + v/c}{1+(v/c)\cos\alpha'}}

e)  No referencial da Terra, (que está se movendo e portanto corresponde ao referencial S'), temos \alpha' = \pi/2. Plugando isso, na resposta obtemos

\cos\alpha = v/c \rightarrow \sin\alpha = \sqrt{1-(v/c)^2} = \frac{1}{\gamma}

Utilziando a aproximação para pequenos ângulos, \boxed{\alpha \approx 1/\gamma}.

f) Enquando a distância Sol terra, está na ordem de alguns minutos-luz, a menor distância entre a Terra e outra estrela, está na ordem de anos luz, ou seja \theta \sim 10^{-6}. Já a velocidade da Terra é a aproximadamente 30 km/s, assim, v/c \sim 10^{-4}. Logo os efeitos de aberração são mais evidentes que os de paralaxe.