Escrito por Luís Fernando
Iniciante
Pulsar do Caranguejo
Com base no que foi dito pelo enunciado, a luminosidade do Pulsar do Caranguejo é proveniente da variação da energia rotacional da estrela, que pode ser expressa da seguinte forma:



Desse modo:


Intermediário
Somewhere Over the Multiverse
Pelas imagens, podemos obter, pelo Teorema de Pitágoras, as distâncias
e
entre as galáxias:


Dividindo
por
:

Com base em uma das fórmulas fornecidas:

Aplicando o logaritmo de base e:

Desse modo:

Para descobrir a velocidade, devemos, agora, calcular a distância entre as galáxias
bilhões de anos após a expansão (lembrando que é importante converter as unidades de
e
ao calcular o expoente):

Por fim, pela Lei de Hubble:

Avançado
Satélite em Órbita Polar
Para a resolução dessa questão, considere a seguinte geometria:

Nessa imagem, “O” é o centro da Terra, “P” é a posição do observador (polo), “S” e “D” são, respectivamente, a posição e a distância do satélite no momento de observação, e “a” é o raio da órbita em questão.
Sabendo o raio angular e físico do satélite, podemos obter a distância D:

Agora, por lei dos cossenos:


Pela Terceira Lei de Kepler:

Para obter o ângulo
, podemos utilizar a lei dos senos:


Sabendo que o satélite completa uma volta de 360° em torno da Terra em um tempo P, podemos, por regra de três, obter o tempo que leva para o satélite percorrer um ângulo
:

t se trata justamente do tempo em que o satélite leva para ir da altura
ao zênite. Com isso:

Internacional
O Satélite do Tio Klafkar
a) O vetor o qual a dica se refere é o vetor momento angular específico, definido como
. Tal vetor é ortogonal ao plano orbital, uma vez que se trata do produto vetorial entre os vetores posição e velocidade, que definem o plano da órbita. Uma vez que o vetor
aponta para um dos polos da trajetória orbital, a inclinação será simplesmente a distância angular entre tal polo e o polo do Equador Celeste, que coincide com o eixo
. Matematicamente, esse ângulo pode ser calculado pelo produto escalar entre
e 

Como o produto escalar de um vetor por outro se trata da projeção de um vetor no outro,
será a componente
de
:

b) A linha dos nodos de uma órbita é sempre perpendicular à linha dos ápsides da mesma. Nesse sentido, se obtivermos um plano que seja perpendicular ao plano orbital e em que a linha apsidal esteja contida, o vetor nodal será simplesmente o vetor ortogonal a esse plano (apontando para o nodo ascendente). Matematicamente, tal plano é definido pelos vetores
e
, de modo que:

c) Seguindo a mesma lógica do item (a), a longitude do nodo ascendente será o ângulo entre o vetor nodal e o versor
(que aponta para o ponto Vernal), de modo que:

d) O argumento do periastro se trata do ângulo entre o nodo ascendente da órbita e o periastro. Com isso, pela mesma lógica dos itens anteriores, e considerando o enunciado, podemos considerar que:

e) Como aproximação, é válido considerar que
é muito menor que o período da órbita, de modo que o vetor velocidade possa ser aproximado por:

Com isso:

Por conservação de energia, temos:

Considerando
, temos:

Antes de calcular a excentricidade, devemos calcular o momento angular específico, dado pelo produto vetorial entre
e 

Agora, podemos utilizar a fórmula clássica:

Com isso:

Para o período, podemos aplicar a terceira lei de Kepler:

f) Pela fórmula do item (a), temos:

Calculando o vetor nodal:

Desse modo:

Interessante notar que, a princípio, dois valores seriam possíveis:
e
. Porém, como podemos observar, o vetor nodal aponta no sentido positivo do eixo
, de modo que a solução seja
.
g) Calculando o vetor excentricidade, temos:

Pela fórmula do item (d):

Aqui vale a mesma observação do item (f). Pelo vetor excentricidade, vemos que sua componente z aponta para “baixo”, e, como tal vetor aponta para o periastro, percebemos que este ponto está abaixo do plano equatorial, de modo que uma única solução seja possível:

h) Pelos elementos orbitais obtidos, podemos visualizar que tais valores se assemelham a um satélite do tipo Molniya, que é geossíncrono e de alta inclinação. Tais satélites são predominantemente utilizados pela Rússia, haja vista sua alta latitude e consequente necessidade de órbitas altamente inclinadas para comunicação.
