OBF 2009 – Terceira Fase – Nível 2

Escrita por Levy Bruno Batista

Você pode acessar a prova aqui

Questão 01:

Técnicos de um laboratório de testes desejam determinar se um novo dispositivo é capaz de resistir a grandes acelerações e desacelerações. Para descobrir isso, eles colam tal dispositivo de $$5,0$$ $$kg$$ a uma plataforma de testes que depois é deslocada verticalmente para cima e para baixo. O gráfico da figura 1 mostra a aceleração durante um segundo do movimento.

obf 26

a) Identifique as forças exercidas sobre o dispositivo e desenhe um diagrama de forças para ele.

b) Em que instante o peso do dispositivo é máximo? Quanto vale a aceleração neste instante?

c) O peso do dispositivo é nulo em algum momento? Em caso afirmativo, em que instante isso ocorre? Qual é a aceleração neste instante?

d) Suponha que os técnicos se esqueçam de colar o dispositivo à plataforma de testes. O dispositivo permanecerá sobre a plataforma de testes durante o primeiro segundo de movimento ou ele sairá voando da plataforma em algum instante de tempo? Em caso afirmativo, em que instante isso ocorreria?

Assunto abordado

Dinâmica

[collapse]
Solução

a) As forças que agem no dispositivo é o peso deste e a normal de contato exercida pela plataforma. Observe que ambas as forças são verticais, porém possuem sentidos opostos, pois o peso é direcionado para baixo, enquanto a normal é para cima.

b) Entende-se que o “peso” citado pela questão é, na verdade, o que é mais conhecido por “peso aparente”, isto é, o valor da força normal de reação, já que esta varia de acordo com a aceleração do dispositivo da seguinte forma:

$$N-P=ma_{y}$$

$$N=m(g+a_{y})$$

Portanto, $$N$$ é máxima quando $$a_{y}$$ também o for, ou seja, quando tivermos $$a_{y}=19,6 \frac{m}{s^{2}}$$, que corresponde a $$t=0,0 s$$.

c) Novamente, de $$N=m(g+a_{y})$$, temos que $$N=0$$ ocorre quando $$a_{y}=-g=-10,0 \frac{m}{s^{2}}$$. Por outro lado, pelo gráfico, depreende-se que a função $$a_{y}(t)$$ é dada por:

$$a_{y}(t)=19,6- \frac{39,2}{1,0}t$$

Daí:

$$-10,0=19,6-39t$$

$$t \approx 0,76 s$$

d) O dispositivo perderá o contato com a plataforma no instante $$t \approx 0,76 s$$, ou seja, quando $$a_{y}=-10,0 \frac{m}{s^{2}}$$, pois a partir desse instante o módulo de $$a_{y}$$ passa a ser maior que o de $$g$$, e ambas estarão no mesmo sentido.

[collapse]
Gabarito

a) Peso do dispositivo e a normal de contato com a plataforma.

b) $$t=0,0 s$$; $$a_{y}=19,6 \frac{m}{s^{2}}$$

c) Sim; $$t\approx 0,76 s$$; $$a_{y}=-10,0 \frac{m}{s^{2}}$$

d) Sairá voando da plataforma; $$t\approx 0,76 s$$

[collapse]

Questão 02:

O planeta Saturno possui uma grande lua chamada Titã. Titã possui uma massa de $$1,85$$ vezes a massa da nossa lua. Saturno em si possui uma massa $$95$$ vezes maior que a massa da Terra. Nossa lua possui uma massa $$0,0123$$ vezes aquela da Terra. A distância entre os centros da Terra e a Lua é de $$240.000$$ milhas, e a distância entre os centros de Saturno e Titã é $$760.000$$ milhas. Referindo-se à lei da gravitação e explicando seu raciocínio em termos da razão entre escalas apenas (sem substituição na fórmula), calcule a razão da força centrípeta $$F_{TS}$$ exercida sobre Titã por Saturno com a força centrípeta $$F_{LT}$$, exercida sobre a Lua pela Terra (forneça seus argumentos em termos de se $$F_{TS}$$ será maior ou menor que $$F_{LT}$$, e em que razão, como prescrito pela lei da gravitação).

Assunto abordado

Gravitação

[collapse]
Solução

A força de interação gravitacional entre Titã e Saturno é:

$$F_{TS}=\frac{GM_{Ti}M_{S}}{d_{Ti,S}^{2}}$$

Por outro lado, a questão nos dá a relação entre a massa de Titã e a da Lua, entre a massa de Saturno e da Terra, além da relação entre a distância Titã-Saturno e a distância Lua-Terra. Logo, escrevendo matematicamente essas três relações:

$$M_{Ti}=1,85M_{L}$$

$$M_{S}=95M_{Te}$$

$$d_{Ti,S}=\frac{76}{24}d_{Te,L}$$

Portanto, podemos reescrever a força entre Titã e Saturno como:

$$F_{TS}=\frac{G*1,85M_{L}*95M_{Te}}{(\frac{76}{24})^{2}d_{Te,L}^{2}}$$

$$F_{TS}=\frac{24^{2}*95*1,85}{76^{2}}\frac{GM_{L}M_{Te}}{d_{Te,L}^{2}}$$

$$\frac{F_{TS}}{F_{LT}}\approx 17,5$$

$$F_{TS} > F_{LT}$$

[collapse]
Gabarito

$$\frac{F_{TS}}{F_{LT}}\approx 17,5$$

$$F_{TS} > F_{LT}$$

[collapse]

Questão 03:

A figura 2 representa a força que uma partícula sofre durante um pequeno intervalo de tempo. Calcule o impulso que a partícula sofreu.

obf 27

Assunto abordado

Impulso e quantidade de movimento

[collapse]
Solução

O impulso será numericamente igual à área compreendida entre a curva de $$F_{x}$$ e o eixo $$t=0$$. Logo:

$$I=-\frac{500*2*10^{-3}}{2}+\frac{2000*6*10^{-3}}{2}-\frac{500*2*10^{-3}}{2}$$

$$I=6-1=5 N*s$$

[collapse]
Gabarito

$$I=6-1=5 N*s$$

[collapse]

Questão 04:

A Figura 3 representa a energia potencial associada a uma partícula de $$500$$ $$g$$ que se move ao longo do eixo x. Supondo que a energia mecânica da partícula é igual a $$12$$ $$J$$, responda:

obf 28

a) Quais os pontos de retorno da partícula?

b) Qual é a máxima velocidade da partícula? Em que ou quais pontos ocorre?

c) Faça uma descrição do movimento da partícula quando esta se move da esquerda para a direita.

Assunto abordado

Trabalho e energia

[collapse]
Solução

a) Pelo gráfico, podemos obter os pontos de retorno, isto é, os pontos em que a energia da partícula é exclusivamente potencial. Esses pontos correspondem às posições $$x=0,75$$ $$m$$ e $$x=7$$ $$m$$.

b) A maior velocidade será alcançada justamente quando a energia potencial for mínima, isto é, nas posições $$x=1$$ $$m$$ e $$x=4$$ $$m$$. Tal velocidade será igual a:

$$V=\sqrt{\frac{2E}{m}}$$

$$V=\sqrt{\frac{24}{0,5}}$$

$$V=4\sqrt 3 \approx 6,8 \frac{m}{s}$$

c) De $$x=0,75$$ $$m$$ até $$x=1$$ $$m$$: velocidade cresce.

De $$x=1$$ $$m$$ até $$x=2$$ $$m$$: velocidade diminui.

De $$x=2$$ $$m$$ até $$x=4$$ $$m$$: velocidade cresce.

De $$x=4$$ $$m$$ até $$x=7$$ $$m$$: velocidade diminui.

Tal análise é obtida a partir da curva de energia potencial dada na questão, e tendo em vista que a energia mecânica do sistema é conservada, a diminuição da energia potencial corresponde ao aumento de energia cinética e vice-versa.

[collapse]
Gabarito

a) $$x=0,75$$ $$m$$ e $$x=7$$ $$m$$.

b) $$V=4\sqrt 3 \approx 6,8 \frac{m}{s}$$

c) De $$x=0,75$$ $$m$$ até $$x=1$$ $$m$$: velocidade cresce.

De $$x=1$$ $$m$$ até $$x=2$$ $$m$$: velocidade diminui.

De $$x=2$$ $$m$$ até $$x=4$$ $$m$$: velocidade cresce.

De $$x=4$$ $$m$$ até $$x=7$$ $$m$$: velocidade diminui.

[collapse]

Questão 05:

Uma caixa de madeira de peso $$P$$ encontra-se em repouso sobre uma superfície plana. O coeficiente de atrito estático entre a caixa e a superfície plana é $$\mu_{e}$$. Posteriormente, um garoto começa a empurrar a caixa com uma força $$F$$ crescente, que faz um ângulo $$\theta$$ com a horizontal, até que a caixa começa a se mover, como mostra a figura 4. Calcule:

obf 29

a) O menor valor de $$F$$ para que a caixa se mova.

b) A força de reação normal à superfície, associada ao valor de $$F$$ do item a), sobre o bloco.

Assunto abordado

Dinâmica

[collapse]
Solução

a) Nessa situação, temos, na horizontal:

$$Fcos\theta = F_{FAT_{max}}$$

$$Fcos\theta = \mu_{e} N$$

Daí, na vertical, temos:

$$N = Fsen\theta + P$$

Logo:

$$Fcos\theta = \mu_{e}(Fsen\theta + P)$$

$$F = \frac{\mu_{e} P}{cos\theta – \mu_{e} sen\theta}$$

b) A força normal de reação será:

$$N = Fsen\theta + P$$

$$N = \frac{\mu_{e} Psen\theta}{cos\theta – \mu_{e} sen\theta} + P$$

$$N = \frac{Pcos\theta}{cos\theta – \mu_{e} sen\theta}$$

[collapse]
Gabarito

a) $$F = \frac{\mu_{e} P}{cos\theta – \mu_{e} sen\theta}$$

b) $$N = \frac{Pcos\theta}{cos\theta – \mu_{e} sen\theta}$$

[collapse]

Questão 06:

Uma partícula é lançada verticalmente para cima com velocidade inicial $$V_{0}$$ formando um ângulo $$\alpha$$ com a horizontal. Se o ângulo $$\alpha$$ é escolhido tal que o alcance é máximo, calcule a distância $$d$$ entre dois pontos P e Q da trajetória que ficam a uma mesma altura $$h$$.

Assunto abordado

Cinemática

[collapse]
Solução

Na situação de alcance máximo, temos:

$$\alpha=45^{\circ}$$

Daí, escrevendo a equação da trajetória:

$$y=xtg45^{\circ}-\frac{gx^{2}}{2V_{0}^{2}(cos45^{\circ})^{2}}$$

$$h=x-\frac{gx^{2}}{V_{0}^{2}}$$

$$\frac{g}{V_{0}^{2}}x^{2}-x+h=0$$

$$x=\frac{1\pm \sqrt{1-\frac{4gh}{V_{0}^{2}}}}{\frac{2g}{V_{0}^{2}}}$$

Portanto:

$$\Delta x=d=\frac{V_{0}^{2}}{g}\sqrt{1-\frac{4gh}{V_{0}^{2}}}$$

[collapse]
Gabarito

$$d=\frac{V_{0}^{2}}{g}\sqrt{1-\frac{4gh}{V_{0}^{2}}}$$

[collapse]

Questão 07:

A figura 5 representa duas partículas de massas $$m_{1} = 4 kg$$ e $$m_{2} = 6 kg$$ movendo-se em direções opostas, sobre uma superfície plana sem atrito. Elas têm velocidades constantes, cujos módulos são $$V_{1i} = 20 \frac{m}{s}$$ e $$V_{2i} = 10 \frac{m}{s}$$ e colidem. A colisão é frontal e perfeitamente elástica. Calcule as velocidades finais das partículas.

Assunto abordado

Colisões

[collapse]
Solução

Pela conservação da quantidade de movimento, temos:

$$m_{1}V_{1i}-m_{2}V_{2i}=m_{1}V_{1f}+m_{2}V_{2f}$$

Por outro lado, a relação do coeficiente de restituição nos dá:

$$e=\frac{V_{2f}-V_{1f}}{V_{2i}+V_{1i}}=1$$

$$V_{2f}-V_{1f}=V_{2i}+V_{1i}$$

$$V_{1f}=V_{2f}-V_{2i}-V_{1i}$$

Substituindo $$V_{1f}$$ na expressão da conservação da quantidade de movimento, temos:

$$(m_{1}+m_{2})V_{2f}=2m_{1}V_{1i}+(m_{1}-m_{2})V_{2i}$$

$$V_{2f}=\frac{2m_{1}V_{1i}+(m_{1}-m_{2})V_{2i}}{m_{1}+m_{2}}$$

$$V_{2f}=\frac{160+(-2)*10}{10}$$

$$V_{2f} = 14 \frac{m}{s}$$

Logo:

$$14-V_{1f} = 30$$

$$V_{1f} = -16 \frac{m}{s}$$

[collapse]
Gabarito

$$V_{2f} = 14 \frac{m}{s}$$

$$V_{1f} = -16 \frac{m}{s}$$

[collapse]

Questão 08:

Dois satélites de massa $$m$$ se movem em uma mesma órbita circular de raio $$r$$ em torno de um planeta de massa $$M$$, como ilustra a figura 6. Os dois satélites estão sempre em extremidades opostas de um mesmo diâmetro enquanto realizam seu movimento. Calcule o período do movimento orbital.

obf 31

Assunto abordado

Gravitação

[collapse]
Solução

Sabendo que a resultante centrípeta sobre uma das massas $$m$$ é igual a soma da força de interação gravitacional com a massa $$M$$ e a outra massa $$m$$. Portanto:

$$\frac{mV^{2}}{r}=\frac{GMm}{r^{2}}+\frac{Gm^{2}}{(2r)^{2}}$$

$$\omega^{2}r=\frac{G}{r^{2}}(M+\frac{m}{4})$$

$$\frac{4\pi^{2}}{T^{2}}=\frac{G}{r^{3}}(M+\frac{m}{4})$$

$$T=2\pi\sqrt{\frac{r^{3}}{G(M+\frac{m}{4})}}$$

[collapse]
Gabarito

$$T=2\pi\sqrt{\frac{r^{3}}{G(M+\frac{m}{4})}}$$

[collapse]

Questão 09:

Uma cunha de massa $$M$$ submetida a uma força horizontal $$F$$ (ver figura 7) encontra-se sobre uma superfície horizontal sem atrito. Coloca-se um bloco de massa $$m$$ sobre a superfície inclinada da cunha. Se o coeficiente de atrito estático entre as superfícies da cunha e do bloco é $$\mu_{e}$$, encontre os valores máximos e mínimos da força $$F$$ para que o bloco permaneça em repouso sobre a cunha.

obf 32

Assunto abordado

Dinâmica

[collapse]
Solução

No caso em que a força $$F$$ é mínima, a força de atrito que age no bloco $$m$$ possui a mesma direção do plano, como sentido para cima. Logo, a Segunda Lei de Newton para a cunha pode ser escrita como:

$$F + F_{at}cos\theta – Nsen\theta = Ma$$

Por outro lado, podemos escrever para o bloco:

$$F_{at}sen\theta + Ncos\theta = mg$$

$$Nsen\theta – F_{at}cos\theta = ma$$

Daí, dividindo uma pela outra:

$$\frac{a}{g} = \frac{sen\theta – \mu_{e}cos\theta}{\mu_{e}sen\theta + cos\theta}$$

$$a = g\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1}$$

Além disso, da primeira equação, depreende-se que:

$$N = \frac{mg}{\mu_{e}sen\theta + cos\theta}$$

Logo:

$$F + F_{at}cos\theta – Nsen\theta = Ma$$

$$F = Ma + N(sen\theta – \mu_{e}cos\theta)$$

$$F = Mg\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1} + mg\frac{sen\theta – \mu_{e}cos\theta}{\mu_{e}sen\theta + cos\theta}$$

$$F = Mg\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1} + mg\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1}$$

$$F = (M + m)g\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1}$$

Agora, no caso em $$F$$ é máxima, temos que a força de atrito sobre o bloco terá sentido oposto ao do caso anterior, ou seja, o bloco estará na iminência de subir o plano; logo, reescrevendo a Segunda Lei de Newton para a cunha:

$$F – F_{at}cos\theta – Nsen\theta = Ma$$

Por outro lado, temos, para o bloco:

$$-F_{at}sen\theta + Ncos\theta = mg$$

$$Nsen\theta + F_{at}cos\theta = ma$$

Da primeira equação, temos:

$$N = \frac{mg}{cos\theta – \mu_{e}sen\theta}$$

Da segunda equação, temos:

$$ma = mg\frac{sen\theta + \mu_{e}cos\theta}{cos\theta – \mu_{e}sen\theta}$$

$$a = g\frac{tg\theta + \mu_{e}}{1 – \mu_{e}tg\theta}$$

Portanto:

$$F = Ma + N(sen\theta + \mu_{e}cos\theta)$$

$$F = Mg\frac{tg\theta +\mu_{e}}{1 – \mu_{e}tg\theta} + mg\frac{tg\theta + \mu_{e}}{1 – \mu_{e}tg\theta}$$

$$F = (M + m)g\frac{tg\theta + \mu_{e}}{1 – \mu_{e}tg\theta}$$

[collapse]
Gabarito

$$F_{min} = (M + m)g\frac{tg\theta – \mu_{e}}{\mu_{e}tg\theta + 1}$$

$$F_{max} = (M + m)g\frac{tg\theta + \mu_{e}}{1 – \mu_{e}tg\theta}$$

[collapse]

Questão 10:

Um gato de $$5,0$$ $$kg$$ e uma tigela de $$2,0$$ $$kg$$ de atum estão em posições opostas de uma gangorra de $$4,0$$ $$m$$ de comprimento e massa negligenciável. Um segundo gato de $$4,0$$ $$kg$$ é posicionado a uma distância $$d$$ à esquerda do ponto de apoio como ilustrado na figura 8. Calcule a distância $$d$$ de modo a que o sistema atinja o equilíbrio estático.

obf 1

Assunto abordado

Torque

[collapse]
Solução

Para que a gangorra esteja em equilíbrio, o somatório dos torques deve ser nulo. Logo:

$$m_{gato1}g\frac{L}{2} = m_{gato2}gd + m_{tigela}g\frac{L}{2}$$

$$m_{gato2}d = (m_{gato1} – m_{tigela})\frac{L}{2}$$

$$d = \frac{(m_{gato1} – m_{tigela})}{2m_{gato2}}L$$

$$d = \frac{2*3}{4} = 1,5 m$$

[collapse]
Gabarito

$$d = 1,5 m$$

[collapse]

Questão 11:

A força necessária para comprimir ou distender uma mola com constante de rigidez elástica $$k$$ é dada por $$F = -kx$$. Esta é a lei de Hooke. O trabalho realizado pela força aplicada a mola para promover uma deformação $$x$$ na mesma é dada por $$W = \frac{1}{2}kx^{2}$$. A mola da figura 9 é comprimida em $$\Delta x$$ . Ela lança o bloco com velocidade $$V_{0}$$ ao longo de uma superfície livre de atrito. As duas molas da figura 9b são idênticas à mola da figura 9a. Elas são comprimidas no mesmo valor $$\Delta x$$ e são usadas para lançar o mesmo bloco.

obf 2

a) Determine a constante de elasticidade $$k^{‘}$$ da mola equivalente ao conjunto de molas

b) Qual será, agora, o módulo da velocidade do bloco, para a configuração $$b)$$?

Assunto abordado

Dinâmica e Energia

[collapse]
Solução

a) Como as molas estão associadas em paralelo, podemos substituí-la por uma mola equivalente, de tal forma que sua constante $$k^{‘}$$ seria:

$$k^{‘}\Delta x = 2k\Delta x$$

$$k^{‘} = 2k$$

b) Conservando a energia do sistema:

$$\frac{1}{2}mV^{2} = \frac{1}{2}k^{‘}(\Delta x)^{2}$$

$$\frac{1}{2}mV^{2} = \frac{1}{2}2k(\Delta x)^{2}$$

Por outro lado:

$$\frac{1}{2}mV_{0}^{2} = \frac{1}{2}k(\Delta x)^{2}$$

Daí:

$$V^{2} = 2V_{0}^{2}$$

$$V = \sqrt{2} V_{0}$$

[collapse]
Gabarito

a) $$k^{‘} = 2k$$

b) $$V = \sqrt{2} V_{0}$$

[collapse]

Questão 12:

Durante uma transformação termodinâmica um gás ideal monoatômico segue o seguinte processo 1→2→3, conforme mostra a Figura 10.

a) Quanto calor é necessário durante o processo 1→2?

b) E durante o processo 2→3?

obf 33

Assunto abordado

Termodinâmica

[collapse]
Solução

a) Pela Primeira Lei da Termodinâmica, temos:

$$\Delta U_{1-2} = Q_{1-2} – W_{1-2}$$

$$Q_{1-2} = \Delta U_{1-2} + W_{1-2}$$

Porém, temos que $$\Delta U_{1-2}$$ é:

$$\Delta U_{1-2} = \frac{3}{2}(p_{2}V_{2} – p_{1}V_{1})$$

$$\Delta U_{1-2} = \frac{3}{2}(900 – 300)*10^{-1}$$

$$\Delta U_{1-2} = 90 J$$

E pelo gráfico, temos que o trabalho $$W_{1-2}$$ será:

$$W_{1-2} = [AREA] = 3*10^{5}*200*10^{-6} = 60 J$$

Portanto:

$$Q_{1-2} = 90 + 60 = 150 J$$

b) Da mesma forma:

$$Q_{2-3} = \Delta U_{2-3} + W_{2-3}$$

Como a transformação é isocórica ($$W_{2-3} = 0$$), temos:

$$Q_{2-3} = \Delta U_{2-3} = \frac{3}{2}(p_{2}V_{2} – p_{1}V_{1})$$

$$Q_{2-3} = \frac{3}{2}(300 – 900)*10^{-1}$$

$$Q_{2-3} = -90 J$$

[collapse]
Gabarito

a) $$Q_{1-2} = 150 J$$

b) $$Q_{2-3} = -90 J$$

[collapse]

Questão 13:

Uma máquina fotográfica possui uma lente com distância focal igual a $$35,0$$ $$mm$$ e o filme possui largura igual a $$36,0$$ $$mm$$. Ao fotografar um veleiro com $$12,0$$ $$m$$ de comprimento verifica-se que a imagem do veleiro abrange somente um quarto da largura do filme. Calcule:

a) a distância entre o fotógrafo e o veleiro.

b) a distância que o fotógrafo deve mover-se a partir da posição do item a) para que a imagem do veleiro preencha totalmente a largura do filme.

Assunto abordado

Óptica

[collapse]
Solução

a) Pela equação de Gauss:

$$\frac{1}{p} + \frac{1}{p^{‘}} = \frac{1}{f}$$

Já a relação do aumento linear transversal nos dá:

$$\frac{i}{o} = -\frac{p^{‘}}{p}$$

Logo:

$$\frac{1}{p} – \frac{\frac{o}{i}}{p} = \frac{1}{f}$$

$$\frac{1}{p}(1 – \frac{o}{i}) = \frac{1}{f}$$

$$p = f(1 – \frac{o}{i})$$

Por outro lado, a questão nos dá que:

$$\frac{o}{i} = -\frac{12}{\frac{36*10^{-3}}{4}}$$

$$\frac{o}{i}= -\frac{4000}{3}$$

Daí:

$$p = 35,0*(1 + \frac{4000}{3})$$

$$p \approx 46,7 m$$

b) Com isso, a razão $$\frac{o}{i}$$ é modificada, de tal forma que, agora:

$$\frac{o}{i} = -\frac{12}{36*10^{-3}}$$

$$\frac{o}{i} = -\frac{1000}{3}$$

Logo:

$$p = 35,0*(1 + \frac{1000}{3})$$

$$p \approx 11,7 m$$

Portanto, o deslocamento do fotógrafo será de:

$$\Delta p = 46,7 – 11,7 = 35,0 m$$

[collapse]
Gabarito

a) $$p \approx 46,7 m$$

b) $$\Delta p = 35,0 m$$

[collapse]

Questão 14:

Um cone de base circular de densidade $$\rho_{c}$$ e altura $$H$$ flutua em um líquido de densidade $$\rho_{l}$$. A parte do cone acima do líquido tem altura $$h$$, como mostra a figura 11. Determine a altura $$h$$.

obf 1

Assunto abordado

Hidrostática

[collapse]
Solução

Pelo equilíbrio das forças:

$$E = mg$$

$$\rho_{l}(\frac{1}{3}AH – \frac{1}{3}ah)g = \rho_{c}(\frac{1}{3}AH)g$$

$$\rho_{l}(AH – ah) = \rho_{c}AH$$

Por outro lado, a semelhança entre o cone original e aquele originado a partir da retirada do tronco imerso na água nos dá:

$$\frac{a}{A} = (\frac{h}{H})^{2}$$

$$a = A(\frac{h}{H})^{2}$$

Logo:

$$\rho_{l}(AH – A\frac{h^{3}}{H^{2}}) = \rho_{c}AH$$

$$\rho_{l}AH(1 – (\frac{h}{H})^{3}) = \rho_{c}AH$$

$$(\frac{h}{H})^{3} = 1 – \frac{\rho_{c}}{\rho_{l}}$$

$$h = H(1 – \frac{\rho_{c}}{\rho_{l}})^{\frac{1}{3}}$$

[collapse]
Gabarito

$$h = H(1 – \frac{\rho_{c}}{\rho_{l}})^{\frac{1}{3}}$$

[collapse]

Questão 15:

Uma caixa isolante é dividida em duas partes A e B com volumes constantes por uma parede que não deixa passar calor de um lado para o outro da caixa. Na parte A existe um gás monoatômico de uma determinada substância com $$n_{1}$$ moles a uma temperatura $$T_{1i}$$. No lado B, o número de moles da mesma substância é $$n_{2}$$ a uma temperatura $$T_{2i}$$, como mostra a figura 12. Em um dado momento, por algum mecanismo, é permitido fluir calor de um lado da caixa para o outro sem que o volume de cada lado mude. Em uma situação final de equilíbrio termodinâmico, calcule:

obf 2

a) A temperatura de equilíbrio entre os dois sistemas A e B

b) A energia final no lado A em função da energia total

c) A energia final do lado B em função da energia total.

Assunto abordado

Termodinâmica

[collapse]
Solução

a) Conservando a energia do sistema:

$$\Delta U_{1} + \Delta U_{2} = 0$$

$$n_{1}C{V}(T_{eq} – T_{1i}) + n_{2}C_{V}(T_{eq} – T_{2i}) = 0$$

$$(n_{1} + n_{2})T_{eq} = n_{1}T_{1i} + n_{2}T_{2i}$$

$$T_{eq} = \frac{n_{1}T_{1i} + n_{2}T_{2i}}{n_{1} + n_{2}}$$

b) A energia final do lado A será então:

$$U_{A} = n_{1}C_{V}T_{eq} = \frac{n_{1}C_{V}(n_{1}T_{1i} + n_{2}T_{2i})}{n_{1} + n_{2}}$$

Por outro lado, a energia total será:

$$U_{total} = U_{A} + U_{B}$$

$$U_{total} = C_{V}(n_{1}T_{1i} + n_{2}T_{2i})$$

Portanto:

$$\frac{U_{A}}{U_{total}} = \frac{n_{1}}{n_{1} + n_{2}}$$

$$U_{A} = \frac{n_{1}}{n_{1} + n_{2}}U_{total}$$

c) Novamente, como:

$$U_{total} = U_{A} + U_{B}$$

Daí:

$$\frac{n_{1}}{n_{1} + n_{2}}U_{total} + U_{B} = U_{total}$$

$$U_{B} = \frac{n_{2}}{n_{1} + n_{2}}U_{total}$$

[collapse]
Gabarito

a) $$T_{eq} = \frac{n_{1}T_{1i} + n_{2}T_{2i}}{n_{1} + n_{2}}$$

b) $$U_{A} = \frac{n_{1}}{n_{1} + n_{2}}U_{total}$$

c) $$U_{B} = \frac{n_{2}}{n_{1} + n_{2}}U_{total}$$

[collapse]

Questão 16:

Dois caçadores estão em um labirinto formado por três espelhos e cada um vê o outro através da geometria de espelhos planos mostrados na figura 13. Calcule o ângulo $$\theta$$ especificado na figura.

obf 3

Assunto abordado

Óptica

[collapse]
Solução

Prolongando a reta normal no ponto de incidência da luz no espelho inclinado em relação a vertical até o espelho vertical, temos que o menor ângulo formado por essa reta e o espelho vertical será $$75^{\circ}$$, já que o espelho inclinado tem um desvio de $$15^{\circ}$$ da vertical. Por outro lado, pela Lei da Reflexão, o ângulo entre a normal e o raio refletido também será $$\theta$$. Agora, por fim, traçando as retas normais no segundo e no terceiro ponto de reflexão, será formado um triângulo retângulo que nos dará que o ângulo de incidência na segunda reflexão será $$35^{\circ}$$, já que na terceira esse ângulo é $$55^{\circ}$$. Com isso, achamos que o ângulo formado pelo raio incidente na segunda reflexão faz $$55^{\circ}$$ com o espelho vertical, e, de posse de todas as informações dadas até aqui, podemos pegar o triângulo formado pelo espelho vertical, raio incidente da segunda reflexão e reta normal da primeira reflexão, escrevendo a relação para o ângulo externo:

$$75^{\circ} = 55^{\circ} + \theta$$

$$\theta = 20^{\circ}$$

[collapse]
Gabarito

$$\theta = 20^{\circ}$$

[collapse]

Comentários

Comente