Soluções Astronomia – Semana 36

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INICIANTE

A resolução angular do telescópio da magnata é dada por:

$$\theta = 1,22 \frac{\lambda}{D}$$ (1)

O raio de schwarzchild é dado por:

$$R_s = 2\frac{GM}{c^2}$$ (2)

Resolvendo para $$D$$ na primeira equação:

$$D = 1,22 \frac{\lambda}{\theta}$$ (3)

Encontrando $$\theta$$ em função do raio orbital do disco de acreção e da distância $$d$$ fornecida:

$$\theta = \frac{2{\cdot}3{\cdot}2\frac{GM}{c^2}}{d}$$ (3)

Substituindo a equação (3) na equação (2):

$$D = 1,22 \frac{\lambda}{\frac{2{\cdot}3{\cdot}2\frac{GM}{c^2}}{d}}$$ (4)

Substituindo valores ($$\lambda = 550 nm$$)

$$D = 3,57 km $$

 

 

INTERMEDIÁRIO

Para calcular a latitude de Luã ($$\phi$$), deve-se conhecer  altura ($$h$$), o ângulo horário ($$H$$) e a declinação ($$\delta$$) do astro em questão.

Primeiramente, calculemos a altura:

 

 

 

 

 

Figura 1: esquema da altura.

A partir da figura 1, por trigonometria, calculamos h:

$$h =arctan(\frac{1}{1,732})$$

$$ h = 30^{\circ}$$

 

 

Agora, calculemos a declinação:

Figura 2: Esquema da declinação.

 

Para calcular a declinação, devemos primeiro descobrir a longitude eclíptica ($$\lambda$$).

Calculando $$\lambda$$:

assumindo que a órbita da Terra é circular:

$$\lambda = {\frac{360^{\circ}}{365,25 dias}}{N}$$ onde N é o número de dias desde o equinócio vernal boreal.

Sabendo que a EuPhO terminou dia 4 de Junho às 18:30, temos que Luã viu a passagem meridiana do Sol no dia seguinte, dia 5 de Junho. Assumindo o dia de equinócio vernal como 21/03, temos que:

$$\lambda = {\frac{360^{\circ}}{365,25 dias}}{76 dias}$$

$$\lambda =74,9^{\circ}$$

 

Agora, pela lei dos senos da trigonometria esférica:

$$\frac{sen(\delta)}{sen(\epsilon)} = \frac{sen(\lambda)}{sen(90^{\circ})}$$

com $$\epsilon = 23^{\circ}27’$$.

Resolvendo para $$\delta$$:

$$\delta = 22^{\circ} 36’$$

Do texto, sabemos que o ângulo horário do Sol é de 3h.

$$H = 3h = 45^{\circ}$$

Agora, a partir da figura 3 e, pela lei dos cossenos da trigonometria esférica, temos:

Figura 3: esfera celeste para conversão de coordenadas.

 

$$sen(h) = sen(\phi)sen(\delta)+cos(\phi)cos(\delta)cos(H)$$

Sejam:

$$sen(\phi) = x$$

$$sen(h) = c$$

$$sen(\delta) = a$$

$$ cos(\delta)cos(H) = b$$

 

Temos então:

 

$$c = ax+\sqrt{1-x^2}b$$

 

Desenvolvendo:

 

$$(a^2+b^2)x^2 – 2acx + (c^2-b^2) = 0$$

 

Resolvendo para $$x$$ e lembrando que $$sen(\phi) = x$$:

$$\phi = arcsen(\frac{2ac{\pm}{\sqrt{4a^2b^2 – 4(a^2+b^2)(c^2-b^2)}}}{2(a^2+b^2)})$$

substituindo valores, temos:

$$\phi = 79^{\circ}11’$$

$$\phi = 100^{\circ}49’$$

$$\phi = -18^{\circ}13’$$

$$\phi = 198^{\circ}13’$$

Nenhum dos três últimos valores faz sentido para uma latitude do hemisfério norte, logo:

$$\phi = 79^{\circ}11’$$.

AVANÇADO

Calculemos o brilho captado pelo olho de Giulia e igualemos ao brilho captado pelo telescópio de Bruna:

Assumindo o aglomerado esférico e homogêneo, temos que a densidade de estrelas será dada por:

$$\rho = \frac{N}{{\frac{4}{3}}\pi{R}^3}$$

mas $$ R = \frac {\alpha D}{2}$$, logo:

$$\rho = \frac{N}{{\frac{4}{3}}\pi{\frac{\alpha D}{2}}^3}$$

$$\rho = \frac{6N}{\pi \alpha^3 D^3}$$

A Luminosidade dessa casca será:

$$dL = \rho dV L$$

$$dL = \rho 4 \pi r^2dr L$$

O Fluxo dessa casca será:

$$dF = \frac{\rho 4 \pi r^2dr L}{4 \pi r^2}$$

$$dF ={\frac{6NL}{\pi \alpha^3 D^3} dr}$$

Integrando de 0 a F e de 0 a R:

$$\int_0^F dF = {\frac{6NL}{\pi \alpha^3 D^3}}\int_0^R dr$$

$$F = {\frac{6NL}{\pi \alpha^3 D^3}}R$$

$$F = {\frac{6NL}{\pi \alpha^3 D^3}}\frac {\alpha D}{2}$$

$$F = {\frac{3NL}{\pi \alpha^2 D^2}}$$

O fluxo que chega a Bruna será:

$$F_b = \frac{NL}{4 \pi D^2}$$

Igualando as intensidades:

$$F {\cdot} A_{olho} = F_b {\cdot} A_tel$$

$$ {\frac{3NL}{\pi \alpha^2 D^2}} {\pi ({\frac {d_{olho}}{2}})^2} = \frac{NL}{4 \pi D^2} {\pi ({\frac {d_{tel}}{2}})^2}$$

Desenvolvendo e substituindo $$d_{olho} = 6mm$$, chegamos:

$$d_{tel} = {\frac {6}{\alpha}}{\sqrt{12}} mm$$