Iniciante:
Situação Física: Sabemos que o momento linear, dado pelo produto da massa pela velocidade, deve se conservar. Além disso, nos é dada uma relação entre a energia inicial e a final, sendo esta $$E=\frac{8}{10}E_{0}$$.
Resolução: Conservação da momento:
(I) – $$mv=MV+mv’\rightarrow v=v-\frac{M}{m}V$$
Relação das energias:
(II) – $$\frac{8}{10}E_{0}=E\rightarrow\frac{2}{5}mv^2=\frac{MV^2+mv’^2}{2}$$
Aplicando (I) em (II):
$$\frac{4}{5}mv^2=MV^2+mv^2-2MvV+\frac{M^2}{m}V^2$$
Resolvendo a equação do segundo grau, obtemos:
$$V=\frac{2Mv+\sqrt{\frac{4M^2-Mm}{5}}}{2(M+\frac{M^2}{m})}$$
ou
$$V=\frac{2Mv-\sqrt{\frac{4M^2-Mm}{5}}}{2(M+\frac{M^2}{m})}$$
Aplicando (I), obtemos $$v’$$:
$$v’=v-\frac{M}{m}\frac{2Mv+\sqrt{\frac{4M^2-Mm}{5}}}{2(M+\frac{M^2}{m})}$$
ou
$$v’=v-\frac{M}{m}\frac{2Mv-\sqrt{\frac{4M^2-Mm}{5}}}{2(M+\frac{M^2}{m})}$$
Por fim, se $$M>>m$$, podemos dizer que é como se $$m$$ tivesse batido em uma parede, de modo que sua velocidade se inverte de sentido e, nesse caso, diminui em módulo, pois houve perda de energia, ao passo que $$M$$ fica imóvel.
Intermediário:
Situação Física: Nesse cenário temos conservação da energia. O maior desafio é saber oque exatamente buscamos. Que fenômeno nos garantiria a condição desejada? Bem, se analisarmos a situação mais propensa a furar com a condição e essa ainda bater, logo temos o necessário. Tal situação se dá quando a bolinha está na vertical acima do pino, de modo que sua velocidade tangencial é a menor devido a conservação da energia. Para que o requerido ocorra, a centrípeta deve igualar o peso.
Resolução: A energia no ponto citado,cuja distância do ponto fixo é $$2d-L$$, por conservação de energia:
$$E=E_{0}\rightarrow \frac{1}{2}mv^2=mg(2d-L)$$
Assim obtemos a resultante centrípeta:
$$R_{c}=\frac{(mv^2)}{L-d}=\frac{2gm(2d-L)}{L-d}$$
E para a condição requerida:
$$R_{c}\geq mg\rightarrow 4d-2L\geq L-d\rightarrow d_{min}= \frac{3}{5}L$$
Avançado:
Situação Física: Aqui temos a conservação de momento e energia. Um modo de analisa-lo é através de quadrivetores. Definamos o quadrivetor $$P$$ tal que $$P=(E,p,0,0)$$ sendo $$p=\sqrt{E^2-M^2}$$.
Resolução: Para os demais quadrivetores:
$$P_{1}=(E_{1},\sqrt{E_{1}^2-m^2},0,0)$$
$$P_{2}=(E_{2},\sqrt{E_{2}^2-m^2}\cos{(\theta)},\sqrt{E_{2}^2-m^2}\sin{(\theta)},0)$$
Pela conservação, temos;
$$P-P_{1}=P_{2}\rightarrow (P-P_{1})(P-P_{1})=P_{2}P_{2}$$
E isto nos leva a:
$$P^2-2PP_{1}+P_{1}^2=P_{2}^2\rightarrow E^2-E^2+M^2-2(EE_{1}-\sqrt{E^2-M^2}\sqrt{E_{1}^2-m^2}\cos{(90^0)})+m^2=E_{2}E_{2}\cos{(0)}-\sqrt{E_{2}^2-m^2}\sqrt{E_{2}^2-m^2}\cos{(0)}=m^2$$
Por fim, chegamos a:
$$M^2-2EE_{1}+m^2=m^2\rightarrow E_{1}=\frac{M^2}{2E}$$
Para $$E_{2}$$:
$$E_{2}=E-E_{1}\rightarrow E_{2}=\frac{2E^2-M^2}{2E}$$

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